Polícia
PRF apreende skunk, pistola e munições em fiscalizações na BR-070 em Poconé
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 12,71 kg de skunk, uma pistola calibre 7.65 mm e 18 munições calibre .32 durante duas fiscalizações realizadas em ônibus de passageiros no km 635 da BR-070, em Poconé (MT).
As ocorrências foram registradas no domingo (10) e na segunda-feira (11), durante ações de combate ao crime na rodovia federal.
No domingo (10), durante abordagem a um ônibus de passageiros que seguia pela BR-070, a equipe localizou uma mala desacompanhada no compartimento inferior.
Após checagem dos dados de embarque, os policiais constataram que o volume estava vinculado a uma passageira que não se encontrava a bordo. A mala foi apresentada aos demais ocupantes, mas não foi reconhecida por nenhum deles.
Diante da situação, a equipe realizou a abertura da bagagem e encontrou 12 invólucros de substância análoga à skunk, totalizando 12,71 kg da droga. O material foi encaminhado à Delegacia Especial de Fronteira (Defron), em Cáceres, para os procedimentos cabíveis.
Na segunda-feira (11), durante fiscalização a outro ônibus de passageiros no mesmo trecho da BR-070, a equipe identificou um passageiro com informações divergentes sobre o itinerário e o motivo da viagem.
Durante a vistoria na bagagem do passageiro, os policiais localizaram uma pistola calibre 7.65 mm e 18 munições calibre .32 ocultas entre os pertences.
O passageiro, a arma, as munições e os demais objetos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Poconé. A ocorrência, em tese, envolve o crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, previsto no Estatuto do Desarmamento.
As duas ocorrências foram registradas no mesmo trecho da BR-070, em Poconé, e integram as ações da PRF de enfrentamento ao tráfico de drogas, ao porte ilegal de armas e a outros crimes nas rodovias federais de Mato Grosso.
Fonte: PRF – MT
Polícia
Justiça absolve WT por falta de prova de uso de documento falso durante abordagem em Rondonópolis
A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial
A Justiça Federal absolveu Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT e apontado pela polícia como líder de facção criminosa em Mato Grosso, da acusação de uso de documento falso durante uma abordagem realizada na BR-364, em Rondonópolis, em fevereiro de 2021.
A decisão é assinada pelo juiz federal José Joaquim de Oliveira Ramos, da 1ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Rondonópolis.
Conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF), WT teria apresentado um Registro Geral (RG) falso em nome de Alexandre Eduardo de Brito durante a abordagem feita por policiais rodoviários federais e agentes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Na época, ele possuía um mandado de prisão em aberto.
A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial, sem apresentação formal aos agentes.
Durante a instrução do processo, policiais apresentaram versões divergentes sobre quem teria recebido o documento e se ele realmente foi entregue pelo acusado. Testemunhas de defesa afirmaram que WT foi reconhecido pelos agentes logo no início da abordagem e retirado do veículo antes mesmo de qualquer checagem documental.
Na sentença, o magistrado entendeu que não houve provas suficientes para comprovar o uso efetivo do documento falso, requisito necessário para configuração do crime.
Com base no princípio do “in dubio pro reo”, o juiz absolveu WT por insuficiência de provas e determinou a destruição do RG falsificado apreendido durante a ocorrência.
Ainda na decisão, foi determinado que a GCCO providencie o descarte do documento. Já dois aparelhos celulares apreendidos na abordagem permanecerão vinculados a investigações em andamento na Justiça Estadual.
WT segue preso desde a deflagração da Operação Apito Final, realizada em abril de 2024, que teve como objetivo descapitalizar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.
As investigações conduzidas pela GCCO duraram cerca de dois anos e apontaram WT como tesoureiro da facção e responsável pelo tráfico de entorpecentes na região do bairro Jardim Florianópolis.
Ao todo, a operação cumpriu 54 ordens judiciais e resultou na prisão de 20 alvos.
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