CASO DE POLÍCIA
Justiça absolve WT por falta de prova de uso de documento falso durante abordagem em Rondonópolis
A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial
A Justiça Federal absolveu Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT e apontado pela polícia como líder de facção criminosa em Mato Grosso, da acusação de uso de documento falso durante uma abordagem realizada na BR-364, em Rondonópolis, em fevereiro de 2021.
A decisão é assinada pelo juiz federal José Joaquim de Oliveira Ramos, da 1ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Rondonópolis.
Conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF), WT teria apresentado um Registro Geral (RG) falso em nome de Alexandre Eduardo de Brito durante a abordagem feita por policiais rodoviários federais e agentes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Na época, ele possuía um mandado de prisão em aberto.
A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial, sem apresentação formal aos agentes.
Durante a instrução do processo, policiais apresentaram versões divergentes sobre quem teria recebido o documento e se ele realmente foi entregue pelo acusado. Testemunhas de defesa afirmaram que WT foi reconhecido pelos agentes logo no início da abordagem e retirado do veículo antes mesmo de qualquer checagem documental.
Na sentença, o magistrado entendeu que não houve provas suficientes para comprovar o uso efetivo do documento falso, requisito necessário para configuração do crime.
Com base no princípio do “in dubio pro reo”, o juiz absolveu WT por insuficiência de provas e determinou a destruição do RG falsificado apreendido durante a ocorrência.
Ainda na decisão, foi determinado que a GCCO providencie o descarte do documento. Já dois aparelhos celulares apreendidos na abordagem permanecerão vinculados a investigações em andamento na Justiça Estadual.
WT segue preso desde a deflagração da Operação Apito Final, realizada em abril de 2024, que teve como objetivo descapitalizar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.
As investigações conduzidas pela GCCO duraram cerca de dois anos e apontaram WT como tesoureiro da facção e responsável pelo tráfico de entorpecentes na região do bairro Jardim Florianópolis.
Ao todo, a operação cumpriu 54 ordens judiciais e resultou na prisão de 20 alvos.
Polícia
Polícia Militar prende homem com 11 quilos de supermaconha em Sorriso
Policiais militares do 12º Batalhão prenderam em flagrante um homem faccionado, de 20 anos, por tráfico ilícito de drogas, neste domingo (10.5), em Sorriso. Na ação, a PM apreendeu 11,4 quilos de substância análoga à skank (supermaconha), na residência do suspeito.
A equipe do 12º BPM recebeu denúncias sobre uma movimentação suspeita de pessoas nas proximidades de um estabelecimento, no bairro Benjamim Raiser. Os policiais foram ao endereço indicado e encontraram o suspeito, que tentou esconder uma porção de maconha na parte de baixo de um veículo.
Os militares abordaram e revistaram o homem, encontrando a quantia de R$ 100,00 com ele. Ao ser perguntado sobre o material jogado, ele revelou que era uma porção de droga e indicou um segundo local, onde outra porção de droga foi encontrada.
O homem ainda confessou ser membro de uma facção criminosa e que recebe os entorpecentes na rodoviária da cidade, guardando a droga em sua casa e fazendo a distribuição de acordo com ordens recebidas pelos faccionados.
Diante da situação, a equipe policial seguiu até a residência do suspeito e foram recebidos pelo pai do criminoso, que afirmou desconhecer a situação e autorizou que a PM fizesse buscas. Em um cômodo mostrado pelo suspeito, os policiais encontraram tabletes e porções grandes de maconha skank, totalizando mais de 11 quilos de drogas.
O suspeito recebeu voz de prisão da PM e foi conduzido até a delegacia da cidade, com todo o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Fonte: PM MT – MT
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