Polícia
PM prende dois suspeitos por roubo à residência e recupera motocicleta furtada
Policiais militares do 4º Batalhão prenderam em flagrante dois homens, de 31 e 20 anos, por roubo, sequestro e lesão corporal, no começo da manhã desta terça-feira (14.03), em Várzea Grande. Com os suspeitos, a PM apreendeu duas armas de fogo e recuperou uma motocicleta furtada.
Conforme o boletim de ocorrência, a equipe do 4º BPM foi acionada para verificar uma situação de roubo em andamento em uma residência na região central da cidade. Segundo denúncias de vizinhos, dois homens em uma motocicleta teriam rendido prestadores de serviço que chegavam na casa e invadiram o local.
De imediato, os policiais militares se deslocaram até o endereço informado e encontraram os suspeitos, que prontamente se renderam. Em revista pessoal, a equipe localizou duas armas de fogo, sendo um revólver calibre .38 e uma pistola calibre .40, ambos municiados.
Com os suspeitos, também foi encontrado um aparelho bloqueador de sinal de veículos e uma motocicleta Honda XRE que, ao ser verificada, foi constatada ser produto de furto, ocorrido semanas antes, também em Várzea Grande.
Durante as buscas pelas vítimas, dois homens foram encontrados dentro de um cômodo da casa. Em depoimento, relataram que os suspeitos realizaram agressões e ameaças de morte utilizando armas de fogo. As vítimas também afirmaram que antes da chegada da PM, a dupla tentou fugir em um veículo Fiat Argo, do proprietário do imóvel.
Diante dos fatos, os dois criminosos foram encaminhados para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, com o material apreendido, para registro da ocorrência. O proprietário da motocicleta foi informado da localização do veículo e compareceu para fazer a recuperação.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Fonte: PM MT
Polícia
Justiça absolve WT por falta de prova de uso de documento falso durante abordagem em Rondonópolis
A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial
A Justiça Federal absolveu Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT e apontado pela polícia como líder de facção criminosa em Mato Grosso, da acusação de uso de documento falso durante uma abordagem realizada na BR-364, em Rondonópolis, em fevereiro de 2021.
A decisão é assinada pelo juiz federal José Joaquim de Oliveira Ramos, da 1ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Rondonópolis.
Conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF), WT teria apresentado um Registro Geral (RG) falso em nome de Alexandre Eduardo de Brito durante a abordagem feita por policiais rodoviários federais e agentes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Na época, ele possuía um mandado de prisão em aberto.
A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial, sem apresentação formal aos agentes.
Durante a instrução do processo, policiais apresentaram versões divergentes sobre quem teria recebido o documento e se ele realmente foi entregue pelo acusado. Testemunhas de defesa afirmaram que WT foi reconhecido pelos agentes logo no início da abordagem e retirado do veículo antes mesmo de qualquer checagem documental.
Na sentença, o magistrado entendeu que não houve provas suficientes para comprovar o uso efetivo do documento falso, requisito necessário para configuração do crime.
Com base no princípio do “in dubio pro reo”, o juiz absolveu WT por insuficiência de provas e determinou a destruição do RG falsificado apreendido durante a ocorrência.
Ainda na decisão, foi determinado que a GCCO providencie o descarte do documento. Já dois aparelhos celulares apreendidos na abordagem permanecerão vinculados a investigações em andamento na Justiça Estadual.
WT segue preso desde a deflagração da Operação Apito Final, realizada em abril de 2024, que teve como objetivo descapitalizar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.
As investigações conduzidas pela GCCO duraram cerca de dois anos e apontaram WT como tesoureiro da facção e responsável pelo tráfico de entorpecentes na região do bairro Jardim Florianópolis.
Ao todo, a operação cumpriu 54 ordens judiciais e resultou na prisão de 20 alvos.
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