Polícia
Polícia Civil promove reencontro de irmãos separados há 45 anos
Dois irmãos separados há mais de 45 anos tiveram oportunidade de se reencontrar nesta quinta-feira (09.05), em Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá), após atuação da Polícia Civil do município.
O momento tão esperando por quatro décadas, aconteceu na Central de Flagrantes de Barra do Garças, quando Ari Elias Barbosa, de 81 anos, reencontrou e abraçou o seu irmão Rubens Elias Barbosa, de 71 anos.
As diligências iniciaram quando o senhor Ari Elias, residente em Cuiabá, foi até Barra do Garças e procurou a Polícia Civil solicitando ajuda para encontrar seu irmão.
Ari Elias contou que havia perdido contato com a caçula há mais de 45 anos, e a busca por ele se tornou uma jornada que atravessou décadas, repleta de saudade e confiança que alcançaria um desfecho feliz.
Durante esses longos anos e sempre com esperança de localizar o tio, a filha de Ari descobriu que Rubens Elias poderia estar morando na cidade de Barra do Garças.
Com base nas informações repassadas pela família, os policiais civis coordenados pelo delegado Adriano Marcos Alencar, passaram a diligenciar com intuito de localizar o paradeiro do idoso de 71 anos.
Após minucioso trabalho investigativo de rastreamento de registros e entrevistas com moradores locais, a equipe conseguiu encontrar o endereço de Rubens Elias no bairro São José.
Diante da notícia tão esperada, foi preparado o encontro entre Ari Elias e Rubens Elias, que emocionaram todos as pessoas que presenciaram o abraço caloroso, repleto de lágrimas e palavras fraternas não ditas por 45 anos.
Para o senhor Ari Elias, a busca pelo irmão foi uma missão impulsionada pelas memórias carinhosas da mãe, que antes de falecer, sempre perguntava pelo filho ausente. O peso desses anos de separação tornou o reencontro ainda mais significativo para ambos os irmãos.
Após o abraço emocionante na delegacia, Rubens Elias convidou Ari Elias para ir até sua casa, reunir com os outros parentes e assim celebrar.
Conforme o delegado Adriano Marcos Alencar, ao saírem juntos da delegacia os irmãos exibiram sorrisos radiantes, carregando consigo não apenas a alegria do momento, mas também a certeza de que, após tanto tempo, a família estava unida novamente.
“Esse reencontro não apenas aqueceu os corações daqueles que testemunharam o momento especial, mas também serviu como um lembrete poderoso do poder do amor fraternal e da perseverança humana. Em um mundo muitas vezes marcado por separações e distâncias, essa história lembra da importância de nunca desistir daqueles que amamos. A sociedade pode sempre contar apoio da Polícia Civil”, destacou o delegado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Justiça absolve WT por falta de prova de uso de documento falso durante abordagem em Rondonópolis
A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial
A Justiça Federal absolveu Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT e apontado pela polícia como líder de facção criminosa em Mato Grosso, da acusação de uso de documento falso durante uma abordagem realizada na BR-364, em Rondonópolis, em fevereiro de 2021.
A decisão é assinada pelo juiz federal José Joaquim de Oliveira Ramos, da 1ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Rondonópolis.
Conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF), WT teria apresentado um Registro Geral (RG) falso em nome de Alexandre Eduardo de Brito durante a abordagem feita por policiais rodoviários federais e agentes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Na época, ele possuía um mandado de prisão em aberto.
A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial, sem apresentação formal aos agentes.
Durante a instrução do processo, policiais apresentaram versões divergentes sobre quem teria recebido o documento e se ele realmente foi entregue pelo acusado. Testemunhas de defesa afirmaram que WT foi reconhecido pelos agentes logo no início da abordagem e retirado do veículo antes mesmo de qualquer checagem documental.
Na sentença, o magistrado entendeu que não houve provas suficientes para comprovar o uso efetivo do documento falso, requisito necessário para configuração do crime.
Com base no princípio do “in dubio pro reo”, o juiz absolveu WT por insuficiência de provas e determinou a destruição do RG falsificado apreendido durante a ocorrência.
Ainda na decisão, foi determinado que a GCCO providencie o descarte do documento. Já dois aparelhos celulares apreendidos na abordagem permanecerão vinculados a investigações em andamento na Justiça Estadual.
WT segue preso desde a deflagração da Operação Apito Final, realizada em abril de 2024, que teve como objetivo descapitalizar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.
As investigações conduzidas pela GCCO duraram cerca de dois anos e apontaram WT como tesoureiro da facção e responsável pelo tráfico de entorpecentes na região do bairro Jardim Florianópolis.
Ao todo, a operação cumpriu 54 ordens judiciais e resultou na prisão de 20 alvos.
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