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EM INVESTIGAÇÃO

“Ela disse que não sabia que estava grávida”, afirma delegado sobre mãe de bebê encontrada morta

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Laudo de necropsia apontou que a criança pesava 750 gramas e era fruto de uma gestação de aproximadamente seis meses

O delegado Rogério Gomes, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, afirmou nesta quinta-feira (27) que a bebê encontrada morta dentro de uma lixeira, em Várzea Grande, pesava 750 gramas e era fruto de uma gestação de aproximadamente seis meses.

“Aproximadamente seis meses, sexo feminino, 750 gramas. Essas foram as conclusões bem específicas do laudo de necropsia”, afirmou.

“Ela disse que não sabia que estava gravida, mas suspeitava e não procurou um acompanhamento pré-natal. O marido ressaltou que também suspeitava e não teve nenhuma confirmação mediante exames”, afirmou Rogério Gomes.

Segundo o delegado, informações repassadas por moradores e funcionários do condomínio foram importantes para que os investigadores chegassem até a mulher.

“Inclusive, uma das informações que nos ajudou a chegar até ela foram de possíveis pessoas que estariam grávidas ali. Os moradores, funcionários identificavam como sendo uma das pessoas que estariam grávidas no condomínio”, disse.

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A bebê foi encontrada morta na manhã de 23 de julho, dentro de uma lixeira do Condomínio Chapada do Poente, no bairro Centro Sul, em Várzea Grande.

O corpo estava enrolado em um saco plástico preto e colocado dentro de uma caixa de papelão. A descoberta foi feita por volta das 9h por trabalhadores terceirizados responsáveis pela separação do lixo no condomínio. Ao retirarem a caixa de um contêiner, um dos funcionários abriu a embalagem e encontrou a criança já sem vida, ainda com o cordão umbilical.

A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do caso e aguarda a conclusão das diligências para definir os próximos encaminhamentos.

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Polícia

PF mira esquema de ouro ilegal que movimentou R$ 5,2 milhões em MT

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Operação Arcanjo cumpre 22 mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (28), a Operação Arcanjo para desarticular um grupo suspeito de atuar na compra, transporte, venda e ocultação de ouro de origem ilícita. A ação ocorre simultaneamente em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Ao todo, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas. Em Mato Grosso, as ordens são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Pontes e Lacerda. Também há medidas em Campo Grande (MS) e São José do Rio Preto (SP).

Segundo a investigação, o esquema teria início na região de Poconé, onde o ouro seria extraído ilegalmente. O minério seguiria posteriormente para São José do Rio Preto, onde seria recebido e armazenado em um estabelecimento utilizado para a comercialização.

A apuração identificou uma divisão de funções entre os investigados. O grupo seria composto por fornecedores, intermediários, transportadores, compradores e pessoas responsáveis pela movimentação financeira.

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As investigações apontam ainda que aproximadamente 17,3 quilos de ouro estariam relacionados às negociações sob apuração. A movimentação financeira identificada pelos investigadores ultrapassa R$ 5,2 milhões.

Além da comercialização do minério, a PF investiga possíveis mecanismos empregados para ocultar ou disfarçar a origem dos valores obtidos com as transações. A suspeita é de que parte dos recursos tenha sido movimentada por meio de operações destinadas a dificultar o rastreamento do dinheiro.

A investigação aponta que a organização mantinha uma estrutura destinada a viabilizar o transporte do ouro até os compradores e, posteriormente, a circulação dos valores provenientes das negociações.

As medidas autorizadas pela Justiça têm como objetivo recolher novas provas, identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar a atuação do grupo nos três estados.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de usurpação de matéria-prima pertencente à União, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A Operação Arcanjo segue em andamento. O material apreendido será analisado pela Polícia Federal e poderá fornecer novos elementos para o avanço das investigações.

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