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Ministério Público MT

População é consultada sobre poluição causada por armazém

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Vera, município distante 477 km de Cuiabá, lançou um questionário para ouvir os moradores da cidade que estariam sendo afetados por poluição ambiental, sonora e atmosférica oriunda de um estabelecimento industrial que atua com armazenamento de grãos em perímetro urbano. A medida foi adotada após a conclusão de laudo pericial elaborado pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça.

Segundo o promotor de Justiça responsável pela investigação, Daniel Luiz dos Santos, a perícia apontou várias irregularidades, entre elas, a não utilização de equipamentos de proteção individual entre os funcionários do armazém e poluição ambiental.

“Pretendemos, com este questionário, elaborar um diagnóstico sobre a quantidade de pessoas afetadas pela poluição oriunda do estabelecimento e que, inclusive, apresentam problemas de saúde. Essas informações vão subsidiar posterior proposta para indenização dos danos ambientais coletivos difusos causados à comunidade de Vera/MT”, adiantou.

Segundo ele, o Ministério Público já encaminhou cópia do laudo pericial produzido à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e requisitou a adoção de providências, além da realização de uma nova inspeção no mês de julho, quando a safra é mais intensa. Também foi requisitado ao prefeito municipal e aos vereadores informações a respeito de eventuais denúncias recebidas e providências tomadas sobre o assunto.

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Para responder ao questionário, Acesse Aqui

Crédito Foto: Ilustrativa / Rumo Ferrovias

Fonte: MP MT

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Ministério Público MT

Justiça recebe denúncia e decreta prisão de acusados por homicídio

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A Vara Única de Alto Taquari (a 479 km de Cuiabá) recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e decretou a prisão preventiva de Jefferson Lima Pereira, Andréia Sabrina Lopez Silva, Alexsandro Vicente Bernazzoli e Alex Sandro Silva dos Santos, acusados de participação na morte de Carlos Henrique Silva Oliveira, ocorrida em novembro de 2025, no município. Segundo o MPMT, os investigados integravam uma organização criminosa com atuação estruturada e permanente na região.Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa com participação de adolescentes, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de tortura e recurso que dificultou a defesa da vítima, ocultação de cadáver, corrupção de menores, fraude processual, posse irregular de munição de uso permitido e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.Ao acolher a denúncia, o juízo também atendeu ao pedido formulado pelo Ministério Público e decretou a prisão preventiva dos quatro acusados. Na decisão, foram reconhecidos indícios suficientes de autoria, a materialidade dos crimes e o risco concreto à ordem pública e à instrução criminal, considerando a gravidade dos fatos, a atuação coordenada do grupo e a extrema violência empregada contra a vítima. Os mandados de prisão foram inseridos no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).De acordo com as investigações, Carlos Henrique foi atraído a uma residência sob o pretexto de adquirir entorpecentes. No local, teria sido rendido, amarrado e levado para uma edícula nos fundos do imóvel, onde permaneceu sob o controle dos acusados. Conforme a denúncia, a vítima foi submetida a uma espécie de “tribunal do crime”, que durou cerca de uma hora e contou com a participação, por videochamada, de integrantes da organização criminosa.Entre os participantes estava um dos denunciados, que, segundo a apuração, se comunicava clandestinamente de dentro de uma unidade prisional. Ao término da reunião, teria sido autorizada a execução de Carlos Henrique.Ainda conforme a denúncia, o homicídio foi praticado com extrema crueldade. A vítima teve a orelha esquerda decepada e, posteriormente, foi morta por esgorjamento seguido de decapitação. Um vídeo da execução chegou a ser enviado aos familiares de Carlos Henrique. Após o crime, o corpo foi transportado e enterrado em uma área de mata, sendo localizado dias depois durante buscas realizadas pela Polícia Civil e pelo Corpo de Bombeiros Militar.

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Foto: Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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