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MINISTÉRIO PÚBLICO

“Não tenho relação de amizade alguma”, diz Gonet ao negar vínculo com Vorcaro

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Informações uol

Conselho Superior do MPF marcou para 25 de setembro a análise do procedimento que questiona a relação do procurador-geral com o ex-banqueiro

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou ter relação de amizade com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e antigo gestor do Banco Master. A declaração foi apresentada ao Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), que marcou para 25 de setembro a análise de um procedimento sobre a relação entre os dois.

Na manifestação, Gonet afirmou que não possui qualquer interesse pessoal nos processos que envolvem Vorcaro e classificou como “descabidas e estapafúrdias” as acusações relacionadas à existência de um vínculo entre eles.

“Posso afirmar, em termos bastante diretos e simples, que não tenho com o Sr. Daniel Vorcaro relação de amizade alguma, nem muito menos tenho interesse pessoal nos processos em que ele conste como parte ou investigado”, declarou.

O procedimento foi instaurado após a divulgação de informações contidas em um relatório da Polícia Federal. Segundo o documento, Vorcaro não tinha o contato telefônico de Gonet, embora o nome do procurador-geral tenha aparecido em mensagens e referências feitas por terceiros.

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De acordo com o relatório, em 15 de março de 2025, o advogado Ciro Soares enviou a Vorcaro uma fotografia ao lado de Gonet e, em seguida, escreveu: “Liga aqui” e “Ele quer falar com vc”.

Em 28 de março, Soares também encaminhou ao ex-banqueiro mensagens que atribuiu ao procurador-geral. Em uma delas, aparecia a frase: “Já estou com saudades de você! Estou embarcando para Roma”.

Segundo as informações apresentadas no procedimento, após Vorcaro agradecer, o advogado afirmou que Gonet “adora” o ex-banqueiro e disse que o procurador-geral iria para Londres com eles. No dia seguinte, Soares perguntou se o filho de Gonet poderia viajar junto, recebendo de Vorcaro a resposta: “Óbvio, né”.

Gonet afirmou que sua única interação presencial com Vorcaro ocorreu em Londres, em abril de 2024, durante um evento promovido pelo Grupo Voto. Segundo o procurador-geral, naquele período não havia informações públicas sobre as atividades de Vorcaro que posteriormente vieram a ser investigadas.

Sobre uma conversa telefônica com Ciro Soares, Gonet afirmou que o contato foi breve e ocorreu a pedido do advogado. Segundo ele, não foram tratados assuntos relevantes ou relacionados às suas atribuições profissionais.

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Durante uma sessão do Supremo Tribunal Federal, Gonet também negou ter relação próxima com Vorcaro e classificou o encontro entre os dois como “breve e banal”.

Ao Conselho Superior do MPF, o procurador-geral afirmou ainda que se considera juridicamente apto para atuar nos procedimentos envolvendo o Banco Master e Vorcaro. Segundo ele, não existe justificativa para a abertura de uma apuração criminal sobre sua conduta.

A análise do procedimento pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal está marcada para 25 de setembro.

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Brasil

“Pedido de vista” de Dino interrompe análise sobre possível investigação de Moraes no STF

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Placar estava empatado em 4 a 4 sobre a reunião dos procedimentos; Corte ainda não decidiu se haverá investigação contra o ministro

O Supremo Tribunal Federal (STF) terminou a sessão de terça-feira (15) sem decidir se será aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. A análise foi interrompida depois que Flávio Dino pediu vista do processo, solicitando mais tempo para examinar os autos.

Antes de discutir diretamente a possibilidade de investigação, os ministros concentraram o julgamento em uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. O ponto central era definir se os procedimentos relacionados a Moraes e ao ministro André Mendonça deveriam tramitar juntos ou separadamente.

A discussão terminou empatada em 4 a 4. Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram pela tramitação separada. Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam que os casos fossem analisados conjuntamente.

Com o pedido de vista de Dino, a votação foi suspensa e não houve conclusão sobre a organização dos procedimentos.

Na prática, o STF não autorizou a abertura de uma investigação contra Moraes, mas também não arquivou o caso nem decidiu que uma apuração é juridicamente inviável. A questão deverá voltar ao plenário em outra sessão.

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O caso está relacionado a documentos e mensagens atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que provocaram questionamentos sobre possíveis relações com integrantes do Judiciário. O material passou a ser analisado nos procedimentos que chegaram ao Supremo.

A sessão também foi marcada por divergências entre os ministros sobre a condução dos processos. Com a interrupção provocada pelo pedido de vista, o STF encerrou o julgamento sem uma decisão definitiva sobre a eventual investigação de Moraes.

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