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SAÚDE

Pediatras acendem alerta para uso de “canetas emagrecedoras” por crianças e adolescentes

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Segundo especialistas da SBP, o problema é que esses medicamentos reduzem o apetite e podem diminuir a ingestão de proteínas, vitaminas e sais minerais justamente em uma fase em que o organismo precisa desses nutrientes para crescer e desenvolver massa muscular

A popularização das chamadas “canetas emagrecedoras” entre crianças e adolescentes passou a preocupar especialistas. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou um alerta sobre o uso desses medicamentos sem acompanhamento médico, destacando riscos ao desenvolvimento físico e psicológico de jovens que ainda estão em fase de crescimento. A preocupação ganhou força depois que vídeos publicados nas redes sociais passaram a mostrar pais e responsáveis aplicando medicamentos como tirzepatida e outros fármacos da classe GLP-1 em adolescentes. Em um dos casos citados, uma mãe aparece aplicando uma dose de tirzepatida na filha de 17 anos.

Segundo especialistas da SBP, o problema é que esses medicamentos reduzem o apetite e podem diminuir a ingestão de proteínas, vitaminas e sais minerais justamente em uma fase em que o organismo precisa desses nutrientes para crescer e desenvolver massa muscular. O uso inadequado pode, portanto, comprometer o chamado “estirão” do crescimento. Outro ponto de atenção é o risco de o uso sem orientação servir como gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia nervosa. A preocupação é ainda maior quando o medicamento é usado por automedicação, comprado de forma clandestina ou adquirido pela internet sem acompanhamento profissional.Apesar do alerta, esses medicamentos não são proibidos para todos os adolescentes.

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A semaglutida é autorizada pela Anvisa para determinados pacientes a partir dos 12 anos, enquanto a tirzepatida foi liberada para tratamento de diabetes tipo 2 em pacientes pediátricos a partir dos 10 anos. Em ambos os casos, o tratamento deve seguir indicação médica e ser acompanhado de alimentação adequada e atividade física. Especialistas reforçam que pais e responsáveis também devem observar mudanças de comportamento, como restrição alimentar extrema, obsessão por calorias, preocupação excessiva com o corpo e comparação constante da aparência. Esses sinais podem indicar que a busca pelo emagrecimento está ultrapassando os cuidados com a saúde.

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Saúde

“Após duas mortes e 42 reações graves, Ministério da Saúde suspende vacina do Butantan contra a dengue”

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Aplicação do imunizante foi interrompida de forma preventiva enquanto especialistas investigam eventos adversos registrados após a vacinação

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A medida foi adotada após o registro de 42 casos de reações adversas mais graves, incluindo três internações e duas mortes de pessoas que haviam recebido a vacina.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ainda não há comprovação de que os óbitos e demais ocorrências tenham sido provocados pelo imunizante. No entanto, os casos serão analisados por especialistas como medida de precaução.

De acordo com o ministro, a suspensão temporária permitirá que o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Instituto Butantan aprofundem as investigações para identificar possíveis fatores de risco associados aos eventos registrados.

Padilha ressaltou que a decisão não representa perda de confiança na vacina nem na instituição responsável pelo seu desenvolvimento. Segundo ele, a medida tem caráter preventivo e busca garantir a segurança da população.

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A interrupção afeta exclusivamente a vacina produzida pelo Butantan. O imunizante Qdenga, desenvolvido pela Takeda e disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), continua sendo aplicado normalmente.

Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 500 mil doses da vacina do Butantan foram aplicadas até o dia 30 de maio. O imunizante foi incorporado ao SUS em janeiro deste ano e passou a ser utilizado inicialmente em municípios selecionados para avaliação de seu impacto na dinâmica da doença.

A estratégia contemplou ações de vacinação em Botucatu, Maranguape e Nova Lima, com foco em adolescentes e adultos entre 15 e 59 anos. Posteriormente, a campanha também foi ampliada para a região de Araguaína.

Em fevereiro, o SUS iniciou ainda a imunização de profissionais da atenção primária à saúde, com expectativa de alcançar cerca de 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente.

O Ministério da Saúde destacou que a suspensão temporária não invalida a eficácia da vacina nem retira a proteção já adquirida pelas pessoas imunizadas. A pasta reforçou que a medida busca garantir tempo adicional para análises técnicas e identificação de eventuais fatores associados aos casos investigados.

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