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ELEIÇÕES 2026

“A chapa estadual ficou mais forte”, diz Botelho após MDB desistir de disputa federal

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Parlamentar também comentou a saída de candidatos da disputa estadual e defendeu a manutenção da aliança entre MDB e PL

O deputado estadual Eduardo Botelho (UB) afirmou que o MDB decidiu não lançar uma chapa para deputado federal nas eleições de 2026 após avaliar que os recursos disponíveis para a disputa seriam insuficientes para estruturar uma candidatura competitiva em Brasília.

Segundo o Parlamentar, a dificuldade também está relacionada ao interesse de políticos que preferem permanecer na disputa estadual. Ele destacou que, atualmente, nenhum deputado estadual do partido com potencial eleitoral decidiu deixar a Assembleia para concorrer à Câmara Federal.

“É uma chapa difícil de se montar, porque a maioria dos políticos quer ficar aqui dentro mesmo. Antigamente os deputados estaduais sempre tinham vários que se candidatavam para federal. Agora não tem”, explicou.

De acordo com o Botelho, diante desse cenário, o MDB optou por concentrar esforços na formação da chapa estadual.

“Entenderam que era melhor desativar essa chapa e concentrar na chapa estadual para fazer quatro ou cinco deputados”, afirmou.

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Questionado se a decisão poderia prejudicar os candidatos que já estavam na disputa estadual, Botelho avaliou que ocorreu o contrário.

“Ajuda porque a chapa estadual ficou mais forte, ampliou a possibilidade em vez de fazer quatro, talvez chegar até cinco”, declarou.

Botelho também comentou a saída da Coronel Vane e de Damiani da chapa estadual. Segundo ele, o partido tentou manter os dois candidatos.

“Nós queríamos que eles ficassem. Nós tentamos de todo jeito”, afirmou.

Sobre Damiani, o deputado disse que existe a possibilidade de uma mudança de decisão e que o partido ainda avalia os procedimentos necessários para que ele volte à disputa.

Questionado sobre possíveis conflitos na composição da chapa estadual, Botelho negou que exista uma crise entre os candidatos, embora tenha reconhecido a existência de reclamações.

“Estremecida nenhuma. Agora reclamação tem, né? Onde que não tem reclamação?”, disse.

Sobre a aliança entre MDB e PL, o deputado rejeitou a avaliação de que a união poderia representar o chamado “beijo da morte”.

“Não, não. Muito pelo contrário”, respondeu.

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Eduardo ainda afirmou que divergências dentro de partidos e alianças fazem parte do processo político e que nem sempre existe unanimidade entre os integrantes.

Segundo o deputado, candidatos que integram a aliança precisam seguir as decisões definidas nas convenções partidárias. Já prefeitos e vereadores que não disputam eleição podem adotar posicionamentos diferentes.

“Nós vamos ficar na aliança, principalmente quem é candidato, obrigatoriamente ele tem que seguir a aliança. Agora quem não é candidato, prefeito, vereador, ele pode até tomar uma posição divergente”, afirmou.

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Política MT

“Se a gente não mudar o Senado e a Presidência, o Supremo não vai mudar”, diz Prefeito

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Declaração foi feita após sessão do STF marcada por divergências entre ministros e discussões sobre procedimentos envolvendo a Corte

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou nesta quarta-feira (16) que a atual crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) reforça, na avaliação dele, a necessidade de mudanças na composição do Senado e na Presidência da República.

A declaração foi feita na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), durante a votação para a escolha da nova direção da entidade.

Ao comentar os acontecimentos registrados no STF na terça-feira (15), Abilio afirmou que a mudança na atuação da Corte dependeria de alterações no cenário político nacional.

“Se a gente não mudar o Senado e não mudar a Presidência da República, o Supremo não vai mudar sua conduta”, declarou.

A fala ocorreu em meio às discussões e questionamentos públicos envolvendo ministros do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O prefeito também afirmou que as eleições deste ano serão importantes para definir a relação entre os Poderes e defendeu a renovação do Senado e a escolha de um novo presidente.

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