Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
CUIABÁ
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

STF

Fachin desmarca julgamento sobre atuação de Mendonça no caso Master

Publicado em

Sessão plenária estava marcada para a próxima quarta-feira

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, retirou da pauta da sessão plenária da próxima quarta-feira (23) o julgamento de um pedido de investigação sobre a condução dada pelo ministro André Mendonça como relator do caso Master na Corte, que foi desencadeado pela Operação Compliance Zero.

Fachin tomou a decisão depois da sessão extraordinária da última terça (15), quando o decano do STF, ministro Gilmar Mendes, levantou uma questão de ordem em julgamento sobre a abertura ou não de uma investigação sobre o suposto elo entre o ministro Alexandre de Mores e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master. 

Na Compliance Zero, a Polícia Federal (PF) apura a corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias supostamente praticadas por Vorcaro. 

Para Gilmar Mendes, os dois pedidos de investigação são correlatos e devem ser julgados em conjunto. O plenário começou a votar a proposta, mas o julgamento acabou interrompido por um pedido de vista (mais tempo de análise) do ministro Flávio Dino, quando o placar estava em 4 a 3 para que os processos fossem julgados em separado. 

Leia Também:  Organizadores da 2ª Expominério são homenageados pelo deputado Max Russi

Ao desmarcar, nesta quinta, o julgamento sobre a atuação de Mendonça, Fachin escreveu que tomou a medida devido à “direta relação” deste processo com ponto levantado na questão de ordem.

“A inclusão em pauta será oportunamente redesignada”, afirmou o presidente do Supremo. 

A iniciativa de marcar o pedido de investigação contra Moraes primeiro, na sessão extraordinária da última terça, partiu de Fachin, que ao mesmo tempo marcou o processo contra Mendonça para o dia 23. 

Na semana passada, o presidente do STF negou um pedido de Moraes para que os dois casos fossem julgados juntos. O ministro alega que a análise sobre desvios na relatoria de Mendonça tem efeito direto na análise sobre seu caso. 

Entenda

O STF entrou em uma crise institucional sem precedentes desde que Mendonça, na condição de relator do caso Master, levantou o sigilo, em 1º de setembro, sobre um relatório da PF com 52 mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes. 

Nas mensagens, Vorcaro aparenta ter relação próxima com Moraes, a quem diz ter enviado para apreciação a cópia de um contrato de R$ 131 milhões do Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. 

Leia Também:  TRF julga amanhã recursos de acusados de matar Bruno e Dom

Em outro trecho, o ex-banqueiro parece buscar informações sobre uma operação iminente para prendê-lo. As mensagens foram trocadas entre 2023 e 17 de novembro de 2025, quando Vorcaro foi de fato preso. As respostas do interlocutor não puderam ser recuperadas, informaram os investigadores. 

Na sessão plenária de terça, Moraes voltou a afirmar que nunca manteve diálogo com Vorcaro e que não há provas de que as supostas mensagens foram de fato enviadas ou se, por exemplo, não foram apagadas antes da visualização. 

Durante a sessão, Moraes bateu boca com Mendonça, a quem acusou de ter encomendado a inclusão de seu nome em eventual delação premiada de Vorcaro, por motivações políticas. Mendonça respondeu que a acusação é mentirosa. 

Advertisement

Justiça

STJ mantém prisão de quatro policiais da Rotam acusados de matar homem em Cuiabá

Published

on

Quinta Turma rejeitou por unanimidade o recurso das defesas; processo agora aguarda decisão sobre a pronúncia dos militares ao Tribunal do Júri

Os policiais militares da Rotam Jorge Rodrigo Martins, Wailson Alesandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira e Leandro Cardoso tiveram as prisões preventivas mantidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Eles são acusados da morte de Walteir Lima Cabral e de duas tentativas de homicídio contra Pedro Elias Santos Silva e Jhuan Maximiliano de Oliveira Matsuo Soma. A Quinta Turma rejeitou, por unanimidade, o recurso apresentado pelas defesas contra as prisões.

Segundo a denúncia, os crimes ocorreram em 12 de julho de 2024, no Contorno Leste, próximo ao bairro Pedra 90, em Cuiabá. Conforme a acusação, os policiais perseguiram as vítimas depois de alcançarem o VW Gol em que elas estavam.

Jorge Rodrigo Martins e Wekcerlley Benevides de Oliveira são acusados de perseguir e matar Walteir. Wailson Alesandro Medeiros Ramos é acusado de atirar com um fuzil contra o peito de Pedro Elias. Jhuan Maximiliano conseguiu fugir por uma área de mata.

O Ministério Público também sustenta que os policiais simularam um confronto e alteraram a cena do crime. Uma pistola Glock apresentada na ocorrência foi relacionada, por meio de exame balístico, à morte do advogado Renato Gomes Nery, ocorrida uma semana antes, além de outro homicídio investigado em 2022. A morte de Nery, no entanto, não é atribuída aos quatro policiais neste processo.

Leia Também:  Comissão de Agropecuária analisa 16 projetos

As defesas pediram a revogação das prisões e alegaram, entre outros pontos, que a instrução criminal já havia sido encerrada. O STJ, porém, considerou que a gravidade concreta das acusações e o risco à ordem pública justificam a manutenção das prisões. Para a Corte, medidas cautelares alternativas também não seriam suficientes.

Em 13 de setembro, após o julgamento no STJ, o juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou uma nova análise dos pedidos de liberdade. Antes de decidir, abriu prazo de cinco dias para manifestação do Ministério Público e determinou que o STJ fosse comunicado sobre o encerramento da fase de instrução. Até uma nova decisão, as prisões permanecem válidas.

O magistrado também autorizou diligências solicitadas pelas defesas, incluindo a obtenção dos registros de GPS da viatura utilizada na madrugada do crime, a juntada do Inquérito Policial nº 35/2022, relacionado à trajetória da pistola Glock, e uma consulta sobre eventual compra de simulacro ou réplica de arma por Pedro Elias. Um vídeo apresentado pela defesa também foi admitido no processo.

Elo com a morte do advogado Renato Nery

Um dos principais pontos apresentados pelo Ministério Público é a conexão balística entre a ocorrência envolvendo os policiais e o assassinato do advogado Renato Gomes Nery, executado a tiros em frente ao escritório dele, em Cuiabá, em julho de 2024.

Segundo a acusação, a perícia confirmou que a pistola Glock calibre 9 mm, de número de série VPL 521, apresentada pelos policiais como pertencente aos ocupantes do veículo abordado, teria sido a mesma utilizada na morte de Renato Nery, sete dias antes.

Leia Também:  Servidor do TJ e advogada têm prisão revogada por ministro do STF; responderão em liberdade e com tornozeleira eletrônica

A acusação também aponta que munições encontradas no local do assassinato pertenciam a lotes institucionais adquiridos pelo Estado de Mato Grosso e fornecidos ao Batalhão da Rotam.

Para o Ministério Público, a ocorrência teria sido criada para dar aparência de legalidade à apreensão da pistola e encobrir a origem da arma. A acusação afirma ainda que houve quebra deliberada da cadeia de custódia após armas terem sido retiradas do local antes da realização da perícia.

Grupo “Gol Branco”

Investigações realizadas a partir dos celulares dos policiais também identificaram, segundo os documentos do processo, a criação de um grupo no WhatsApp chamado “Gol Branco” após os fatos.

De acordo com o Ministério Público, mensagens anexadas aos autos indicariam que os policiais discutiam versões dos acontecimentos para manter o conteúdo registrado no boletim de ocorrência.

Os quatro são denunciados por homicídio qualificado consumado, homicídios qualificados tentados, abuso de autoridade, falsidade ideológica e fraude processual. A denúncia também aponta qualificadoras relacionadas ao motivo, à dificuldade de defesa das vítimas e à tentativa de assegurar a impunidade de outro crime.

Com o encerramento da fase de instrução e a apresentação dos memoriais, o processo está concluso para que o juiz da 14ª Vara Criminal de Cuiabá analise a pronúncia dos policiais. Caso sejam pronunciados, eles poderão ser submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Continue Reading

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA