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TRANSPORTE ESCOLAR

“Irregularidades eram visíveis”, diz Justiça ao manter condenação por ônibus precários que transportavam alunos em MT

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Veículos circulavam sem cinto de segurança, com pneus carecas e falhas estruturais; prejuízo passa de R$ 39 mil

A Justiça Federal manteve a condenação de um servidor municipal e de uma empresa por irregularidades graves no transporte escolar em Cáceres, após a constatação de falhas que colocavam em risco a segurança de estudantes.

De acordo com a decisão, os responsáveis deverão ressarcir R$ 39,7 mil aos cofres públicos, além do pagamento de multa no mesmo valor. As irregularidades foram identificadas durante a execução de um contrato que somou cerca de R$ 3,97 milhões entre 2017 e 2018.

Relatórios técnicos apontaram uma série de problemas nos veículos utilizados, como ausência de cintos de segurança, pneus desgastados, bancos danificados e comprometimento estrutural dos ônibus.

Mesmo diante das falhas, o serviço foi atestado como regular, o que permitiu o pagamento integral do contrato.

Ao analisar o caso, a juíza Ana Lya Ferreira destacou que os problemas eram evidentes e não poderiam ter sido ignorados pela fiscalização.

“Irregularidades dessa natureza são de fácil percepção”, apontou na decisão ao rejeitar o recurso apresentado pelo servidor, que alegava não ter condições de inspecionar toda a frota individualmente.

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No mesmo processo, a prefeita Antônia Eliene Liberato Dias e o ex-prefeito Francis Maris Cruz foram absolvidos, por falta de comprovação de dolo — ou seja, sem evidências de que tenham agido com intenção ou conhecimento das irregularidades.

Em nota, a Prefeitura de Cáceres afirmou que a decisão não atinge a atual gestão, destacando que a responsabilização recaiu exclusivamente sobre os demais envolvidos.

O caso expõe falhas na fiscalização de contratos públicos e levanta alerta sobre a segurança de crianças e adolescentes que dependem diariamente do transporte escolar.

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Justiça

“Matei por ciúmes”, diz empresário condenado a 22 anos por execução de ex-jogador em Cuiabá

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Crime foi premeditado: vítima foi atraída, rendida e morta com seis tiros dentro de caminhonete

O empresário Idirley Alves Pacheco foi condenado a 22 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do ex-jogador da seleção brasileira de vôlei Everton Fagundes Pereira da Conceição, de 46 anos, em Cuiabá. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (14), no Tribunal do Júri da capital.

A sentença foi proferida pela juíza Mônica Perri, que reconheceu que o crime foi cometido por motivo torpe, com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e com emprego de meio cruel. Além da pena, o réu também foi condenado ao pagamento de indenização equivalente a 60 salários mínimos aos familiares da vítima.

De acordo com as investigações, o crime foi motivado por ciúmes. Everton mantinha um relacionamento com a ex-companheira de Idirley, que não aceitava o fim da relação. Dias antes do assassinato, a mulher já havia registrado boletim de ocorrência e solicitado medidas protetivas contra o empresário.

No dia do crime, Idirley atraiu a vítima sob o pretexto de pedir ajuda para guardar uma caminhonete Amarok. Durante o trajeto, Everton foi rendido e obrigado a dirigir sob ameaça.

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Nas proximidades do Clube Monte Líbano, o empresário efetuou seis disparos à queima-roupa. A maioria dos tiros atingiu a cabeça, o pescoço e as costas da vítima. Após os disparos, o veículo perdeu o controle e colidiu com outra caminhonete.

O autor fugiu do local, mas se entregou à polícia três dias depois. Em depoimento, chegou a alegar que estava sendo extorquido pela vítima, versão descartada pela investigação.

A Justiça determinou a execução imediata da pena e manteve a prisão preventiva do condenado.

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