CRISE NO PETRÓLEO
“Efeito cascata pode durar meses”, alertam agências sobre impacto da guerra nos combustíveis
Cadeia global enfrenta gargalos logísticos e Brasil pode sentir pressão no preço do diesel
A guerra no Oriente Médio já começa a provocar reflexos no mercado global de combustíveis, e os efeitos devem se prolongar por meses, mesmo diante de um possível cessar-fogo. O alerta é de organismos internacionais como a U.S. Energy Information Administration (EIA) e a International Energy Agency (IEA).
Segundo as agências, o setor enfrenta uma espécie de “ressaca logística” após conflitos geopolíticos, resultado da alta complexidade da cadeia global do petróleo e da baixa margem para falhas operacionais.
Quando há rupturas — como guerras — os impactos vão além do período de conflito. O sistema sofre um efeito em cascata, com atrasos na entrega, quebra de contratos, acúmulo de cargas e gargalos logísticos que levam tempo para serem normalizados, mesmo após uma eventual estabilização do cenário.
Esse cenário já acende um alerta para países dependentes de importações ou sensíveis à variação internacional, como o Brasil, especialmente em relação ao diesel, combustível essencial para transporte e logística.
Diante da instabilidade, o governo brasileiro avalia medidas para conter possíveis impactos ao consumidor, incluindo a possibilidade de subsídios à gasolina, caso o conflito se intensifique.
A preocupação central é evitar que a volatilidade do mercado internacional seja repassada integralmente aos preços internos, o que poderia pressionar a inflação e afetar diretamente o custo de vida da população.
O cenário reforça a dependência global do petróleo e evidencia como crises internacionais têm reflexos diretos no cotidiano, desde o preço nas bombas até a estabilidade no abastecimento.
Economia
Secretário diz que corte de impostos não reduz preço dos combustíveis porque valor fica com Petrobras e distribuidoras
Secretário afirma que redução tributária acaba aumentando lucro da Petrobras e não beneficia o consumidor
O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, afirmou nesta quinta-feira (19) que a redução de impostos sobre combustíveis não tem impacto real no bolso do consumidor e classificou a medida como ineficaz.
“Não chega na bomba. Quando você tira o imposto, ele fica no meio do caminho, fica na Petrobras, fica nas distribuidoras”, declarou o secretário durante o Encontro Técnico Reforma Tributária na Prática.
Segundo Gallo, estudos do governo estadual indicam que a desoneração tributária acaba sendo absorvida por empresas do setor, sem que o alívio financeiro seja repassado ao consumidor final.
O secretário citou como exemplo o ano de 2022, quando houve redução significativa de impostos. De acordo com ele, o período coincidiu com o recorde de lucros da Petrobras, o que, na avaliação do gestor, reforça a tese de que o benefício não chegou aos motoristas.
A declaração ocorre em meio às discussões sobre medidas adotadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis, impulsionada pela guerra no Oriente Médio.
Na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou medidas que zeraram impostos federais sobre o diesel e criaram subsídios para tentar reduzir os preços.
Apesar disso, o governo federal tem pressionado os estados a também reduzirem o ICMS. A proposta, no entanto, enfrenta resistência do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, que aponta riscos à arrecadação dos estados.
Gallo defendeu que o foco da política tributária deve estar na simplificação do sistema e na transparência, evitando que benefícios fiscais fiquem concentrados em grandes empresas sem refletir na redução de preços para a população.
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