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DECISÃO JUDICIAL

Juiz inocenta Emanuel e ex-secretário e aponta ausência de dolo em contratações na Saúde

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Magistrado entende que não houve intenção de desvio ou benefício indevido

O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, julgou improcedente a ação movida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT) contra o ex-prefeito Emanuel Pinheiro e o ex-secretário de Saúde Huark Douglas Correia.

Na decisão, o magistrado concluiu que não ficou comprovado dolo — ou seja, intenção deliberada — por parte dos ex-gestores nas contratações temporárias realizadas na área da saúde.

A ação teve origem em investigação iniciada em 2018, que apontou a existência de 369 contratações temporárias na Secretaria Municipal de Saúde, mesmo diante de determinações judiciais e de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para realização de concurso público.

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Apesar das irregularidades apontadas, o juiz destacou que a nova Lei de Improbidade Administrativa exige a comprovação de intenção de obter vantagem indevida para caracterizar o crime, o que não foi demonstrado no caso.

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Segundo a decisão, não há provas de que Emanuel Pinheiro ou Huark Correia tenham agido com o objetivo de obter benefício próprio ou para terceiros.

O magistrado também ressaltou que os dois não eram responsáveis pelo TAC firmado anteriormente e que as decisões administrativas ocorreram em um contexto de pressão sobre o sistema de saúde, que atende pacientes de todo o estado.

Além disso, o juiz considerou que o acordo firmado por Huark não é suficiente, por si só, para comprovar irregularidades por parte do ex-prefeito.

Com isso, a ação civil pública foi julgada improcedente, com resolução de mérito, afastando a acusação de improbidade administrativa contra os ex-gestores.

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Jurídico

OAB-MT lança cartilha para orientar práticas antirracistas na Administração Pública

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Foto da Notícia: OAB-MT lança cartilha para orientar práticas antirracistas na Administração Pública

imgCom o objetivo de contribuir para a construção de instituições públicas inclusivas e comprometidas com a igualdade racial, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) lançou a Cartilha de Boas Práticas Antirracistas na Administração Pública. A publicação foi elaborada pela Comissão de Defesa da Igualdade Racial em parceria com a Comissão de Direito Administrativo da Seccional e reúne orientações práticas para prevenir e enfrentar o racismo no serviço público.
O lançamento foi realizado no auditório da OAB-MT e reuniu representantes das duas comissões, conselheiros e integrantes da advocacia mato-grossense. Estiveram presentes a conselheira federal Fernanda Brandão; a presidente da Comissão de Defesa da Igualdade Racial, Elisandra Quellen de Souza; a vice-presidente da comissão, Roberta de Almeida Chica; a secretária-geral Juliana Tavares Pereira; a membro Crislaine Ferreira Marques de Jesus; a vice-presidente da Comissão de Direito Administrativo, Cynthia da Conceição Rodrigues; o secretário-geral Raul Costa Lima; e o secretário-geral adjunto Hugo Moraes de Oliveira.
Durante a cerimônia, os participantes destacaram que a cartilha representa um passo importante na promoção de políticas institucionais voltadas à igualdade racial.
A presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, ressaltou que a advocacia tem papel fundamental, de voz da sociedade, na promoção dos direitos fundamentais e que a Ordem busca contribuir de forma concreta para uma sociedade justa.
Presidente em Exercício da Comissão de Direito Administrativo da OAB-MT, Cynthia da Costa Rodrigues, destacou que a cartilha aproxima os princípios constitucionais da prática cotidiana da Administração Pública.
“A Administração Pública deve ser referência na promoção da igualdade e no respeito aos direitos fundamentais.”
Já a presidente da Comissão de Defesa da Igualdade Racial, Elisandra Quellen de Souza, enfatizou que o material nasce com vocação prática e educativa.
“Esta cartilha é resultado de um trabalho construído coletivamente e foi pensada para ser utilizada no dia a dia. Queremos oferecer um instrumento acessível que contribua para a conscientização, previna práticas discriminatórias e fortaleça uma cultura institucional baseada no respeito, na diversidade e na igualdade racial.”
A cartilha apresenta conceitos fundamentais sobre racismo e discriminação racial, esclarece aspectos legais relacionados ao tema, reúne canais oficiais de denúncia e traz recomendações para o ambiente de trabalho, incluindo um guia com expressões de cunho racista que devem ser evitadas e alternativas de linguagem mais respeitosas e inclusivas.

Confira a cartilha na íntegra aqui

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Keka Werneck
Assessoria de Imprensa OAB-MT
Celular/WhatsApp: 65-99610.7865
Instagram @oabmatogrosso

Fonte: OAB – MT

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