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SEM LICITAÇÃO

Moretti contrata fundação por R$ 962 mil após decretar calamidade financeira

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Prefeita autorizou contratação sem licitação para desenvolver sistema tecnológico na Secretaria de Obras, mesmo após decretar crise financeira no município.

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), contratou, sem licitação, a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (FUNADIF) por R$ 962 mil para desenvolver uma solução tecnológica destinada à modernização da Secretaria Municipal de Viação e Obras. A contratação foi formalizada mesmo após a administração municipal decretar situação de calamidade financeira.

De acordo com publicação oficial divulgada na sexta-feira (24), o contrato prevê a realização de pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico, implantação do sistema, adaptação da plataforma às necessidades do município, manutenção, atualizações, licenciamento de uso e transferência de conhecimento para os servidores da Prefeitura.

A FUNADIF, presidida por José Bispo Barbosa, tem sede no Centro de Cuiabá e será responsável pela execução integral do projeto.

A contratação foi realizada por dispensa de licitação, com base na legislação que autoriza a contratação direta de instituições para o desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras voltadas ao interesse público.

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Segundo o processo administrativo, a Procuradoria-Geral do Município emitiu parecer favorável e considerou a contratação juridicamente regular.

O contrato chama atenção porque foi firmado poucos dias após a Prefeitura de Várzea Grande decretar calamidade financeira. A administração municipal alegou dificuldades fiscais e orçamentárias para justificar medidas emergenciais, incluindo pedidos de apoio ao Governo do Estado para reestruturar áreas consideradas essenciais, como o Departamento de Água e Esgoto (DAE).

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Política MT

Câmara cassa mandatos de dois vereadores por uso irregular de diárias em MT

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Parlamentares foram considerados culpados por infrações político-administrativas após investigação da própria Câmara Municipal; defesa nega fraude e promete recorrer da decisão

A Câmara Municipal de Ribeirão Cascalheira cassou, na última sexta-feira (24), os mandatos dos vereadores Luciano Santos Costa (Solidariedade), conhecido como Luciano do Gás, e Marta Francisca de Sales (União), a Marta do Raio X, por suposta irregularidades no uso de diárias parlamentares. A decisão foi tomada durante sessão extraordinária e aprovada por sete votos favoráveis e dois contrários.

Os dois parlamentares foram considerados responsáveis por infrações político-administrativas relacionadas ao recebimento irregular de diárias, além da omissão de documentos e da obstrução da atividade fiscalizadora durante os processos instaurados pela própria Câmara.

Durante a sessão, a defesa sustentou que as viagens questionadas realmente ocorreram e afirmou que, em diversas ocasiões, os deslocamentos foram realizados em veículos particulares, razão pela qual não haveria registros de utilização da frota oficial do Legislativo.

O advogado também argumentou que a prática era adotada por outros vereadores do município, alegando tratamento seletivo contra os representados. Além disso, afirmou que não existem provas de fraude, apontou supostas nulidades no processo administrativo e defendeu que a cassação viola o princípio da presunção de inocência, já que os fatos também são investigados na esfera criminal.

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Segundo a defesa, eventuais inconsistências na prestação de contas das diárias decorreram de falhas administrativas e não de má-fé.

Apesar dos argumentos, a comissão processante concluiu que as provas reunidas demonstram a ocorrência de infrações político-administrativas suficientes para justificar a perda dos mandatos.

Na votação nominal, apenas dois vereadores se manifestaram contra a cassação, alegando falta de acesso integral aos autos e respeito ao princípio da presunção de inocência. Os demais acompanharam o parecer da comissão.

Ao encerrar a sessão, o presidente da Câmara Municipal, Alberto Bartolomeu (PSB), informou que os ex-vereadores poderão recorrer da decisão na Justiça.

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