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Governo Federal, estados e municípios passarão a adquirir alimentos de produtores afetados pelo tarifaço

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O Governo Federal, estados e municípios irão adquirir gêneros alimentícios produzidos por agricultores familiares e por pessoas jurídicas que deixaram de exportar alimentos em virtude da imposição de tarifas adicionais sobre as exportações brasileiras aos Estados Unidos. A medida foi regulamentada por meio da Portaria Interministerial Nº12 , assinada entre os ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Agricultura e Pecuária, publicada na noite da última sexta-feira (22), no Diário Oficial da União.

Os produtores poderão participar de chamadas de compras públicas de alimentos previstas na MP 1309/25 , que institui o Plano Brasil Soberano. A Portaria traz uma lista de alimentos que poderão ser adquiridos pela administração pública por meio de contratação direta via dispensa de licitação: o açaí, água de coco, castanha de caju, castanha do Brasil, mel, manga, pescados e uva. A relação poderá ser atualizada periodicamente por ato conjunto de ambos os ministérios. Os alimentos adquiridos vão abastecer as escolas públicas e proporcionar a formação de estoques.

 

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Habilitação

Para vender direto ao governo, os produtores deverão apresentar documentação que comprove que foram afetados pelo “tarifaço”. As pessoas jurídicas devem apresentar Declaração de Perda (DP) na exportação do produto objeto da aquisição excepcional em função da imposição de tarifas, Declaração Única de Exportação (DU-E) para os Estados Unidos da América para o produto objeto de aquisição excepcional, a partir de janeiro de 2023. Já os produtores que fornecem direta ou indiretamente para pessoas jurídicas exportadoras devem apresentar, Autodeclaração de Perda (AP) na exportação do produto objeto da aquisição excepcional em função da imposição de tarifas.

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Plano Brasil Soberano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, no último dia 13, o Plano Brasil Soberano, conjunto inicial de medidas para mitigar os impactos econômicos da elevação unilateral, em até 50%, das tarifas de importação sobre produtos brasileiros anunciadas pelo governo norte-americano no último dia 30 de julho.

As ações buscam proteger exportadores brasileiros, preservar empregos, incentivar investimentos em setores estratégicos e assegurar a continuidade do desenvolvimento econômico do país. O Plano é composto por ações separadas em três eixos: fortalecimento do setor produtivo; proteção aos trabalhadores e diplomacia comercial e multilateralismo.

As medidas do Plano Brasil Soberano garantem R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) para crédito com taxas acessíveis, com ampliação das linhas de financiamento às exportações; prorrogação da suspensão de tributos para empresas exportadoras; aumento do percentual de restituição de tributos federais via Reintegra; e facilitação da compra de gêneros alimentícios por órgãos públicos.

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Política Nacional

Mendonça afirma que “prerrogativas da magistratura” foram violadas ao afastar chefe da PF

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Decisão também atinge diretor de Inteligência da corporação e suspende produção de relatórios sobre integrantes do STF, AGU e Polícia Federal

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa. A decisão ocorre em meio aos desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master.

Segundo Mendonça, o afastamento é necessário para garantir que ministros do STF, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e servidores da própria Polícia Federal possam exercer suas funções sem sofrer interferências ou constrangimentos ilegais.

Na mesma decisão, o ministro determinou a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar a atuação funcional de magistrados, integrantes da advocacia pública ou servidores envolvidos na atividade de polícia judiciária.

De acordo com a decisão, Andrei Rodrigues encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do Inquérito das Fake News, ao menos seis relatórios de inteligência produzidos de forma sigilosa entre os dias 3 e 31 de agosto de 2026.

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Mendonça classificou como graves as circunstâncias envolvendo os documentos e afirmou que seriam necessárias medidas imediatas para impedir que as prerrogativas do Judiciário, da advocacia pública e da própria Polícia Federal continuassem sendo violadas.

O ministro também afirmou que teria sido alvo de monitoramento considerado ilegal por integrantes da inteligência policial durante mais de 30 dias. A decisão ainda aponta questionamentos sobre a atuação de Andrei Rodrigues e sobre a produção dos chamados relatórios de inteligência.

O afastamento ocorre em meio à crise envolvendo as investigações sobre o Banco Master e mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, Vorcaro mantinha conversas com Alexandre de Moraes e chegou a pedir ao ministro que tentasse reverter medidas relacionadas às investigações junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da PF.

Em uma das mensagens, enviada em 15 de novembro de 2025, Vorcaro escreveu a Moraes: “Não conseguimos reverter isso com Paulo e Andrei? Muita sacanagem isso. Isso em Brasília?”.

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A decisão de Mendonça representa uma nova escalada do conflito institucional envolvendo o Supremo, a Polícia Federal e as investigações sobre o Banco Master. O afastamento de Andrei Rodrigues ainda depende de análise da Segunda Turma do STF.

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