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BASTIDORES DA POLÍTICA

PL nega interferência do Prefeito e diz que Paula Calil buscará reeleição na Câmara; VEJA O VÍDEO

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Presidente estadual da sigla afirma que decisão sobre nova disputa pela Mesa Diretora depende do apoio da maioria dos vereadores

O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que a presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil, já comunicou ao grupo político que pretende disputar a reeleição ao comando da Mesa Diretora da Casa.

Segundo ele, a permanência da parlamentar na presidência dependerá da construção de maioria entre os vereadores.

“A Paula já declarou para o Governo que é pré-candidata à reeleição, se conseguir os 18 votos”, afirmou durante entrevista à rádio Cultura.

Ananias negou que exista interferência direta do prefeito Abilio Brunini nas articulações envolvendo a sucessão da Mesa Diretora, como apontou a vereadora Maysa Leão.

A parlamentar declarou que Paula não havia manifestado anteriormente intenção de disputar um novo mandato na presidência da Câmara e atribuiu a movimentação política ao prefeito da Capital.

Ao comentar as declarações, Ananias afirmou respeitar a posição de Maysa, mas destacou que ela faz oposição à atual gestão municipal.

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“A vereadora Maysa, que é uma das vereadoras de oposição à gestão do Abilio, mas que tem o meu respeito. Lógico que toda oposição você tem que tratar com respeito”, disse.

“O campo dela é bem declarado contrário à pessoa do Abilio e contrário à gestão do Abilio. Então, ela se coloca na posição de oposição e a gente tem que respeitar cada um que faz oposição também. As minorias também têm que ser respeitadas”, acrescentou.

O dirigente partidário também afirmou que o prefeito decidiu se afastar das discussões relacionadas à eleição interna da Câmara após desgastes provocados entre vereadores da base aliada.

Segundo Ananias, o líder do Executivo na Casa, Dilemário Alencar, segue na disputa pela presidência, assim como o vereador Ilde Taques.

“O Dilemário continua candidato. E o vereador Ilde também declarou que continua candidato e vai buscar a sua aliança. Então, os dois são candidatos e o prefeito Abílio se retirou realmente. Não haverá mais interação do prefeito Abílio nessas situações”, afirmou.

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Nos últimos meses, a atuação do prefeito em defesa da recondução de Paula gerou desconforto entre parlamentares aliados, especialmente após Dilemário oficializar interesse na disputa pelo comando da Câmara.

Questionado sobre uma possível mudança na Lei Orgânica para permitir a reeleição da atual presidente, Ananias afirmou que qualquer iniciativa nesse sentido cabe exclusivamente aos vereadores.

“Não. Aí é com os vereadores. Os vereadores que têm que ter essa iniciativa. Então, o prefeito Abilio já falou de público e ele não vai ficar interferindo”, declarou.

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Política MT

CST de Atenção Psicossocial debate regulação e fluxo de atendimento em saúde mental em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), presidida pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), realizou nesta segunda-feira (11), na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, a 3ª reunião ordinária para discutir os desafios da rede de saúde mental no estado, especialmente o fluxo de urgência e emergência, a regulação de pacientes e a estrutura do Hospital Adauto Botelho.

Durante a reunião, Avallone apresentou dados levantados em visita técnica realizada no dia 6 de maio ao Hospital Adauto Botelho e às unidades vinculadas à rede estadual de saúde mental. Segundo o parlamentar, o objetivo foi compreender o funcionamento da estrutura, a capacidade de atendimento e os gargalos da regulação.

De acordo com os dados apresentados, a Unidade 1 Adauto Botelho, localizada no bairro Coophema, terá capacidade para 86 leitos após a conclusão da reforma prevista para julho. Já a Unidade 3, voltada ao atendimento de pacientes com dependência de álcool e outras drogas, funciona no bairro Paiaguás e possui 32 vagas destinadas exclusivamente ao público masculino.

Atualmente, o Adauto Botelho possui 88 pacientes internados, enquanto a Unidade 3 atende 21 pacientes. Há ainda 12 vagas destinadas ao sistema prisional dentro da estrutura hospitalar. Durante a reunião, também foi informado que existe uma decisão judicial para ampliação de vagas destinadas ao sistema prisional.

Os dados apresentados apontam ainda que 85% dos pacientes aguardam entre um e 15 dias pela regulação para internação. Outros casos chegam a esperar entre 16 e 40 dias.

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Foto: Helder Faria

Outro ponto destacado foi à ocupação das vagas por pacientes de Cuiabá. Segundo o levantamento, 28 pacientes internados são da capital, o equivalente a 34% das vagas disponíveis, embora Cuiabá represente cerca de 17% da população do estado.

Avallone afirmou que a discussão busca construir um protocolo para atendimento em saúde mental nas situações de urgência e emergência, envolvendo Estado, municípios e profissionais da rede.

“Estamos criando um conceito e avançando. Não é fácil, a saúde mental é um pouco mais delicada, mas estamos confiando. O protocolo vai dar um caminho neste momento para uma crise que acontece pela falta de estruturação ainda da Rede de Atenção Psicossocial”, afirmou o deputado.

O defensor público e coordenador do subgrupo de Atuação Estratégica em Direitos Coletivos para Saúde Mental, Denis Thomaz Rodrigues, afirmou que a situação do Hospital Adauto Botelho já é acompanhada pela Defensoria Pública há anos e ressaltou que a regulação em saúde mental é um processo complexo, que exige integração entre diferentes setores da rede pública.

A técnica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Valéria da Costa Marques Vuolo, apresentou um diagnóstico sobre o fluxo de urgência e emergência em saúde mental em Mato Grosso. Com o tema “Reflexão a partir do cuidado em liberdade”, ela destacou a necessidade de fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e da Rede de Atenção à Urgência (RAU).

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Segundo Valéria, o principal desafio é superar a dependência do modelo hospitalocêntrico e ampliar a atuação da rede básica e dos serviços territoriais.

“Organizar fluxo de urgência e emergência em saúde mental não é uma questão operacional, é uma questão da escolha do modelo de atenção à saúde”, afirmou.

Ela destacou que Mato Grosso possui atualmente 53 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e defendeu a qualificação permanente das equipes de saúde.

Durante a apresentação, Valéria explicou que a saúde mental ainda não está inserida na regulação estadual e que a concentração do fluxo no Hospital Adauto Botelho acaba sobrecarregando o sistema.

A técnica também apresentou estratégias em desenvolvimento pela SES para fortalecimento da rede, entre elas a capacitação de profissionais da atenção primária, a implantação de protocolos orientativos para urgência e emergência e o fortalecimento das equipes multiprofissionais conhecidas como eMulti.

Ao final da reunião, a CST definiu a criação de um grupo de trabalho, com seis membros, para elaborar uma proposta de protocolo de urgência e emergência em saúde mental. O documento deverá ser concluído até 15 de junho para posterior validação.

Fonte: ALMT – MT

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