ELEIÇÕES DE 2026
Diego vê Republicanos com parlamentares federais e até 6 estaduais
O deputado estadual avaliou que crescimento do partido é exponencial, mas novas filiações deverão ser analisadas internamente
O deputado estadual Diego Guimarães disse que o partido do qual faz parte, o Republicanos, pode conquistar por Mato Grosso até duas cadeiras na Câmara Federal e seis no parlamento estadual em 2026.
Atualmente, a agremiação conta com três representantes na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT): Diego Guimarães, Valmir Moretto, e Nininho. O partido, no entanto, não tem representantes federais no Poder Legislativo.
Além disso, Diego afirmou que a pré-candidatura do vice-governador, Otaviano Pivetta, à chefia do Poder Executivo estadual será uma das prioridades partidárias.
“O Republicanos está preparado para fazer eleger um governador, dois deputados federais e até seis deputados estaduais. Não tenho dúvida, com ou sem ampliação de vagas”, avaliou.
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“Temos grandes lideranças como o Pivetta e o [presidente do partido em MT] Adilton Sachetti. Nós fazemos esse trabalho de base falando a verdade e honrando os companheiros, não tem ‘puxação’ de tapete”, acrescentou.
O deputado classificou como “exponencial” o crescimento do Republicanos nas últimas eleições. Para ele, as bandeiras defendidas pela agremiação e a relevância dos filiados mato-grossenses e nacionais são interessantes aos que buscam visibilidade na política.
Diego, entretanto, pontuou que a direção do Republicanos e seus filiados deverão analisar as solicitações de filiações vindas dos políticos com mandato.
“O partido foi uma surpresa [nas últimas eleições], os números surpreenderam e o crescimento foi exponencial. É um dos partidos que mais cresceu proporcionalmente e manterá esse ritmo no ano que vem. Não só pelas figuras que estão aqui, mas pelas bandeiras carregadas e personalidades nacionais”, analisou.
“Hoje temos três deputados de mandato e será discutido internamente no partido, inclusive com os demais pré-candidatos, sobre eventuais deputados que queiram a vir [se filiar]. As decisões são tomadas democraticamente isso atrai os que querem fazer a boa política”, completou.
O deputado estadual Diego Guimarães afirmou que novas solicitações para se filiar ao Republicanos serão analisadas pela direção e pelos membros do partido
Política MT
CST de Atenção Psicossocial debate regulação e fluxo de atendimento em saúde mental em Mato Grosso
A Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), presidida pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), realizou nesta segunda-feira (11), na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, a 3ª reunião ordinária para discutir os desafios da rede de saúde mental no estado, especialmente o fluxo de urgência e emergência, a regulação de pacientes e a estrutura do Hospital Adauto Botelho.
Durante a reunião, Avallone apresentou dados levantados em visita técnica realizada no dia 6 de maio ao Hospital Adauto Botelho e às unidades vinculadas à rede estadual de saúde mental. Segundo o parlamentar, o objetivo foi compreender o funcionamento da estrutura, a capacidade de atendimento e os gargalos da regulação.
De acordo com os dados apresentados, a Unidade 1 Adauto Botelho, localizada no bairro Coophema, terá capacidade para 86 leitos após a conclusão da reforma prevista para julho. Já a Unidade 3, voltada ao atendimento de pacientes com dependência de álcool e outras drogas, funciona no bairro Paiaguás e possui 32 vagas destinadas exclusivamente ao público masculino.
Atualmente, o Adauto Botelho possui 88 pacientes internados, enquanto a Unidade 3 atende 21 pacientes. Há ainda 12 vagas destinadas ao sistema prisional dentro da estrutura hospitalar. Durante a reunião, também foi informado que existe uma decisão judicial para ampliação de vagas destinadas ao sistema prisional.
Os dados apresentados apontam ainda que 85% dos pacientes aguardam entre um e 15 dias pela regulação para internação. Outros casos chegam a esperar entre 16 e 40 dias.
Foto: Helder Faria
Outro ponto destacado foi à ocupação das vagas por pacientes de Cuiabá. Segundo o levantamento, 28 pacientes internados são da capital, o equivalente a 34% das vagas disponíveis, embora Cuiabá represente cerca de 17% da população do estado.
Avallone afirmou que a discussão busca construir um protocolo para atendimento em saúde mental nas situações de urgência e emergência, envolvendo Estado, municípios e profissionais da rede.
“Estamos criando um conceito e avançando. Não é fácil, a saúde mental é um pouco mais delicada, mas estamos confiando. O protocolo vai dar um caminho neste momento para uma crise que acontece pela falta de estruturação ainda da Rede de Atenção Psicossocial”, afirmou o deputado.
O defensor público e coordenador do subgrupo de Atuação Estratégica em Direitos Coletivos para Saúde Mental, Denis Thomaz Rodrigues, afirmou que a situação do Hospital Adauto Botelho já é acompanhada pela Defensoria Pública há anos e ressaltou que a regulação em saúde mental é um processo complexo, que exige integração entre diferentes setores da rede pública.
A técnica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Valéria da Costa Marques Vuolo, apresentou um diagnóstico sobre o fluxo de urgência e emergência em saúde mental em Mato Grosso. Com o tema “Reflexão a partir do cuidado em liberdade”, ela destacou a necessidade de fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e da Rede de Atenção à Urgência (RAU).
Segundo Valéria, o principal desafio é superar a dependência do modelo hospitalocêntrico e ampliar a atuação da rede básica e dos serviços territoriais.
“Organizar fluxo de urgência e emergência em saúde mental não é uma questão operacional, é uma questão da escolha do modelo de atenção à saúde”, afirmou.
Ela destacou que Mato Grosso possui atualmente 53 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e defendeu a qualificação permanente das equipes de saúde.
Durante a apresentação, Valéria explicou que a saúde mental ainda não está inserida na regulação estadual e que a concentração do fluxo no Hospital Adauto Botelho acaba sobrecarregando o sistema.
A técnica também apresentou estratégias em desenvolvimento pela SES para fortalecimento da rede, entre elas a capacitação de profissionais da atenção primária, a implantação de protocolos orientativos para urgência e emergência e o fortalecimento das equipes multiprofissionais conhecidas como eMulti.
Ao final da reunião, a CST definiu a criação de um grupo de trabalho, com seis membros, para elaborar uma proposta de protocolo de urgência e emergência em saúde mental. O documento deverá ser concluído até 15 de junho para posterior validação.
Fonte: ALMT – MT
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