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ACORDOS DA LAVA JATO

Governo Lula reduz R$ 1,2 bilhão em juros da Lava Jato; CGU diz: “Não houve perdão da dívida”

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Sete empresas tiveram acordos de leniência renegociados, com redução de mais de R$ 6 bilhões nas obrigações financeiras

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) renegociou os acordos de leniência de sete empresas envolvidas na Lava Jato e reduziu em R$ 1,2 bilhão os juros que incidiam sobre os valores a serem pagos aos cofres públicos.

A maior redução foi concedida à Odebrecht, atual Novonor, que teve quase R$ 500 milhões retirados dos juros e recebeu prazo para quitar as obrigações até 2048.

As renegociações, homologadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2025, permitiram que seis das sete empresas reduzissem em 50% o valor originalmente previsto nos acordos. Ao todo, as mudanças representam mais de R$ 6 bilhões em redução de obrigações relacionadas aos casos de corrupção.

Além dos juros, as empresas foram autorizadas a utilizar R$ 4,4 bilhões em créditos tributários para compensar parte dos valores devidos. Também foram retiradas multas que somavam mais de R$ 100 milhões.

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A Controladoria-Geral da União (CGU) contesta a interpretação de que houve perdão das dívidas. Em nota, o órgão afirmou que “não houve perdão da dívida nem redução das sanções” e que as obrigações relacionadas às multas, ao perdimento de valores e à reparação dos danos foram mantidas e corrigidas monetariamente.

Entre as empresas beneficiadas estão Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, UTC, Engevix e Braskem. Algumas delas passaram por mudanças de nome após os acordos, como a Odebrecht, que passou a se chamar Novonor.

Uma das principais mudanças foi a substituição da taxa Selic pelo IPCA nos valores vencidos até 31 de maio de 2024. A Selic voltou a ser aplicada posteriormente. Segundo a CGU, a alteração foi necessária porque a alta da taxa básica de juros elevou significativamente os débitos e dificultou o cumprimento dos acordos.

A renegociação foi discutida em processo no STF conduzido pelo ministro André Mendonça, após uma iniciativa de partidos de esquerda. A CGU e a Advocacia-Geral da União (AGU) participaram das tratativas.

O governo também justificou a revisão dos acordos pela situação financeira das empresas. Segundo a CGU, as companhias apresentaram dificuldades de pagamento provocadas, entre outros fatores, pela crise do setor de construção civil, pela pandemia e pelas condições do mercado.

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Os valores das renegociações só foram divulgados depois de um pedido de acesso à informação feito pela imprensa. O governo levou cerca de 50 dias para apresentar os números.

Para o professor Ahmed El Khatib, da Unifesp, a efetividade das mudanças dependerá do cumprimento das novas condições estabelecidas. Segundo ele, a manutenção dos pagamentos é fundamental para garantir a recuperação dos valores pelos cofres públicos.

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Política MT

Por unanimidade, TRE-MT mantém Pivetta na disputa pela reeleição

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Pleno rejeitou recurso da coligação de Wellington Fagundes que questionava a situação eleitoral do governador

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) decidiu nesta segunda-feira (14) manter o registro da candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso. O julgamento terminou com sete votos pela rejeição do recurso apresentado pela coligação “Coração da Gente”, do candidato Wellington Fagundes (PL).

A contestação apresentada pela coligação adversária questionava uma possível inelegibilidade de Pivetta relacionada a decisões do Tribunal de Contas da União (TCU) referentes ao período em que ele administrou Lucas do Rio Verde.

O pedido já havia sido negado na primeira análise do processo pelo juiz Pérsio Oliveira Landim, relator do caso. Na ocasião, o magistrado considerou improcedente a impugnação e autorizou o registro da candidatura.

Entre os fundamentos apresentados na decisão anterior, Landim destacou que as certidões juntadas ao processo não apontavam Pivetta na relação de responsáveis com contas julgadas irregulares pelo TCU para fins eleitorais.

Também foi considerado o fato de o governador não aparecer no Cadastro Nacional de Condenações Cíveis por Ato de Improbidade Administrativa e Inelegibilidade, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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O Ministério Público Eleitoral acompanhou o entendimento favorável ao candidato e se manifestou pelo deferimento do registro.

Com a decisão desta segunda-feira, o TRE-MT encerra, no âmbito do tribunal, a análise desse recurso e mantém o registro da candidatura de Pivetta para a eleição deste ano.

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