DECISÃO POLÍTICA
“Declaro meu voto”: Prefeita de Várzea Grande anuncia apoio a Pivetta; VEJA VÍDEO
Flávia ignora orientação do PL e afirma que decisão foi motivada pela atuação do governador em demandas do município
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que não vai seguir a orientação partidária de apoiar o projeto de Wellington Fagundes (PL) e declarou voto no governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para a disputa pela reeleição. O anúncio foi feito nas redes sociais.
Ao justificar a escolha, Flávia afirmou que sua decisão não foi tomada por interesses partidários ou eleitorais, mas pela avaliação que fez da capacidade administrativa do governador desde que assumiu o comando da Prefeitura de Várzea Grande.
“Hoje declaro não apenas o apoio. Declaro meu voto. O coração manda e a razão obedece. O mais importante é que não é por partido. Não é por eleição. É por ter conhecido o senhor. É pela competência de gestor público que o senhor nos traz”, declarou.
A prefeita também destacou o apoio recebido durante sua gestão em áreas consideradas prioritárias para a cidade. Segundo ela, Pivetta atuou diretamente em demandas relacionadas à saúde, infraestrutura, pavimentação e recapeamento.
Flávia citou atendimentos no Pronto-Socorro, ações da Secretaria de Saúde e investimentos realizados por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra). Na avaliação dela, o governador passou a tratar Várzea Grande como uma prioridade da administração estadual.
“Mostrei os problemas e o senhor atendeu de pronto. Me atendeu no pronto-socorro, na Secretaria de Saúde, pela Sinfra com asfalto, infraestrutura e recapeamento que hoje acontece nos quatro cantos do município. Agora, abraçou Várzea Grande com a aliança pela água”, afirmou.
Com a declaração, Flávia passa a integrar a lista de prefeitos do PL que demonstraram apoio à candidatura de Pivetta, mesmo com a legenda trabalhando pela candidatura de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso.
Ao finalizar a manifestação, a prefeita classificou Pivetta como uma referência de gestão pública e disse que pretende levar para sua administração a combinação entre sensibilidade e conhecimento técnico atribuída por ela ao governador.
“As decisões são tomadas pelo senhor pela forma do coração, mas também pela da razão. Em 1 ano e 8 meses como prefeita, aprendi que tenho que ser como o senhor”, concluiu.
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Política MT
“A esquerda criou o feminicídio”, diz Odilio Balbinotti ao defender mais punição a criminosos
Suplente de José Medeiros ao Senado critica criação do crime de feminicídio, questiona auxílio-reclusão e defende independência financeira das mulheres
O empresário do agronegócio Odilio Balbinotti (PL), primeiro suplente na chapa do deputado federal José Medeiros (PL-MT) ao Senado, afirmou que a criação do crime de feminicídio não trouxe resultados efetivos para reduzir os assassinatos de mulheres no país. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais.
Ao abordar os índices de violência contra a mulher, Balbinotti citou dados sobre o número de assassinatos registrados no Brasil e chamou atenção para a situação de Mato Grosso, que aparece entre os estados com maiores índices de mortes de mulheres.
“A cada 5 horas e 25 minutos, uma mulher é morta no Brasil. Os três primeiros meses foram os mais letais desde 2015. E, infelizmente, o nosso Mato Grosso é recordista nacional em morte de mulheres”, afirmou.
Na sequência, o empresário criticou a criação da tipificação específica do feminicídio e atribuiu a iniciativa à esquerda. Para Balbinotti, a mudança na legislação não resolve, por si só, o problema da violência contra as mulheres.
“A esquerda criou o feminicídio, que na realidade é o homicídio de mulheres. Não resolve nada criar um nome. O que nós precisamos realmente é de ação contra esse absurdo”, declarou.
Balbinotti também questionou o auxílio-reclusão, ao comparar o benefício pago aos dependentes de segurados presos com a falta de assistência, segundo ele, às crianças que perdem as mães vítimas de assassinato.
“Pessoal, nós temos no Brasil um absurdo que se chama auxílio-reclusão. Na realidade, é para a família de quem cometeu o crime. E aquele filho que perdeu a mãe não tem apoio nenhum do Estado. Então você vê que é uma total inversão de valores”, disse.
Como alternativa, o empresário defendeu o endurecimento das punições contra criminosos e a ampliação das condições para que mulheres tenham independência financeira e consigam romper relações abusivas.
“A solução para mim são dois pontos importantes. A primeira é acabar com a impunidade. Bandido é bandido. Cometeu crime, tem que realmente cumprir a sua pena”, afirmou.
Segundo Balbinotti, a dependência financeira ainda é um dos fatores que mantém muitas mulheres em relacionamentos marcados pela violência.
“A mulher precisa ter cultura, se educar e conseguir ter o seu ganho, a sua sustentabilidade econômica. Porque muitas mulheres, às vezes, ficam com esses homens que abusam delas, que batem e que acabam culminando com um homicídio, porque elas ficam reféns desses homens”, declarou.
Ao final do vídeo, Balbinotti defendeu políticas que garantam maior autonomia econômica às mulheres.
“Então nós precisamos empoderar essas mulheres e dar condição de elas subsistirem e terem o seu caminho independente desses homens”, concluiu.
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