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TRÁFICO INTERNACIONAL

“Sou freteiro”, afirma homem apontado como dono de aviões usados no tráfico

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Investigação da PF aponta nove operações com até 500 quilos de cocaína por voo entre a Bolívia e o Brasil

A Polícia Federal desarticulou uma organização criminosa que utilizava aeronaves para transportar grandes carregamentos de cocaína da Bolívia e do Peru para o Brasil. A investigação, realizada pelo Ministério Público Federal (MPF), aponta que o grupo também atuava com lavagem de dinheiro e transporte de armamentos.

Segundo decisão do juiz federal André Dias Irigon, da 4ª Vara Federal Criminal do Tocantins, a organização utilizava pelo menos três aeronaves e mantinha uma estrutura dividida entre logística, pilotos, segurança, transporte e movimentação financeira.

A análise de celulares apreendidos durante a operação identificou pelo menos nove voos realizados entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025. As cargas variavam entre 450 e 500 quilos de cocaína por viagem.

Entre os investigados está Eron Ferreira Barata Fonseca, conhecido como “Boy” ou “Paulista”, apontado como proprietário de fato das aeronaves e responsável pela coordenação dos fretes.

Em uma conversa interceptada pela investigação, ele afirmou: “Sou freteiro, meu mano, eu trabalho para quem tem droga, quem tem droga eu puxo”.

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Os aviões usados pelo grupo seriam um Cessna 210, prefixo PS-PIX, um Cessna 182 e um Bonanza, prefixo PT-IDT. As aeronaves foram apreendidas por determinação judicial.

A droga seria retirada principalmente da região do Chapare, na Bolívia, e do Peru. Os carregamentos entravam no território brasileiro por pistas clandestinas localizadas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins.

Entre os pilotos investigados está Márcio Rabello Mesquita Theodoro, conhecido como “Pollo”. Ele é irmão de Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, empresária e advogada de Cuiabá que também é alvo da investigação.

Pollo foi preso em fevereiro de 2025 com 475 quilos de cocaína em Caseara, no Tocantins.

Em uma das conversas interceptadas, o piloto demonstra a dimensão financeira das operações ao afirmar que pretendia receber até US$ 1 milhão.

“Eu vou fazer meio milhão de dólares, pô, só esse mês. Em nome de Jesus, fica na torcida aí… Quero fazer 1M”, declarou.

As mensagens também indicam que o grupo transportava armamentos junto com as cargas de drogas.

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A empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, sócia do bar Tatu Bola, na Praça Popular, em Cuiabá, aparece na investigação ligada ao núcleo financeiro da organização.

Segundo os autos, ela teria participado de operações destinadas a ocultar recursos provenientes do tráfico, utilizando contas de diferentes pessoas físicas e jurídicas e negociando bens de alto valor.

Durante o cumprimento de mandado em sua residência, a PF apreendeu R$ 84,8 mil em dinheiro, um Volkswagen T-Cross e um iPhone.

Após audiência de custódia, a prisão foi revogada. Ela responde ao processo em liberdade, com tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte e proibição de viajar.

Justiça determina bloqueio de patrimônio

O juiz federal André Dias Irigon determinou a prisão preventiva dos investigados que estão no exterior e autorizou a inclusão dos nomes na Difusão Vermelha da Interpol.

Também foram determinadas buscas e apreensões, quebra e espelhamento de dados telemáticos, bloqueio de valores pelo Sisbajud, indisponibilidade de imóveis pelo CNIB e restrição de veículos pelo Renajud.

As aeronaves utilizadas pelo grupo deverão permanecer recolhidas nos pátios da Justiça Federal em Palmas, no Tocantins.

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Criança de 5 anos é encontrada morta após desaparecer em rio de MT

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Menino estava desaparecido desde sábado (29); corpo foi localizado por mergulhadores do Corpo de Bombeiros após dois dias de buscas

Menino estava desaparecido desde sábado (29); corpo foi localizado por mergulhadores do Corpo de Bombeiros após dois dias de buscas

Uma criança de 5 anos foi encontrada morta nesta segunda-feira (31.8) após desaparecer nas águas do rio Aripuanã, nas proximidades do Balneário Primavera, em Aripuanã (a 999 km de Cuiabá). O menino havia entrado no rio no último sábado (29.8) e não foi mais visto.

Equipes de mergulhadores da 14ª Companhia Independente Bombeiro Militar (14ª CIBM) iniciaram as buscas no domingo (30.8), realizando varreduras subaquáticas e superficiais na região onde a criança havia desaparecido.

Após dois dias de operações, os bombeiros localizaram o corpo a aproximadamente um quilômetro do Balneário Primavera. A vítima foi retirada da água pelas equipes e entregue à Polícia Judiciária Civil (PJC), que deverá adotar os procedimentos legais necessários.

A operação contou com profissionais especializados em buscas subaquáticas, que atuaram de forma integrada durante todo o período na tentativa de localizar a criança.

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