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“Essa licença já deveria ter saído”, cobra Pivetta sobre túnel na MT-251

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Governador afirma que demora na autorização ambiental prejudica moradores e defende duplicação da rodovia entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) classificou como um “castigo” a demora para a liberação da licença ambiental necessária à construção do túnel na região conhecida como Portão do Inferno, na MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.

“Então, o que nós precisamos mesmo é duplicar 251 e fazer o túnel desse local, que eu prefiro não pronunciar o nome, que realmente está sendo um castigo para o povo de Chapada e para quem frequenta a Chapada, desnecessário”, afirmou.

Segundo Pivetta, o Governo de Mato Grosso tem condições de executar a obra, mas depende da autorização do órgão ambiental federal para iniciar os trabalhos.

“Essa licença já deveria ter saído e nós já deveríamos ter feito essa obra. Porque nós temos capacidade de fazer e, infelizmente, dependemos da licença do órgão federal”, criticou.

O governador também defendeu a duplicação da MT-251 como uma das principais medidas para melhorar o acesso à Chapada dos Guimarães e reduzir os problemas provocados pelas restrições no trecho.

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Pivetta citou ainda a MT-030, projetada como uma alternativa de acesso à região. Segundo ele, o Estado está concluindo o projeto dos primeiros 20 quilômetros da rodovia.

“A MT-030 nós estamos terminando o projeto dos primeiros 20 quilômetros e, na sequência, a intenção é fazer uma estrada ecológica, uma estrada-parque ecológica, permeável, para subir um veículo leve, bicicleta, moto, etc.”, explicou.

Apesar da alternativa em estudo, o governador afirmou que a duplicação da MT-251 e a construção do túnel continuam sendo as principais soluções defendidas pelo Estado para melhorar definitivamente o acesso entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.

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Política MT

CPI da Saúde ouve investigada e remarca depoimento de ex-secretário para 2 de setembro

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Na tarde desta quarta-feira (26), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou mais uma reunião para ouvir depoentes e avançar na apuração de possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) firmados durante a pandemia de Covid-19.

A ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Carolina Campos, prestou depoimento na condição de investigada. Também foi ouvido, por videoconferência, o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira, na condição de testemunha. As duas oitivas ocorreram em sessão reservada.

O depoimento do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo, que não compareceu à sessão, foi reagendado para a próxima quarta-feira (2), às 14h. Segundo a CPI, a convocação foi remarcada após a defesa alegar compromissos.

Carolina Campos afirmou que solicitou que sua oitiva fosse realizada de forma reservada para evitar que o conteúdo do depoimento fosse utilizado no contexto eleitoral. “Minha posição nesse processo sempre foi técnica. Pedi que essa condição fosse respeitada”, disse, em entrevista concedida após a oitiva.

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Carolina destacou ainda que respondeu às 70 perguntas feitas pelos integrantes da comissão e que apresentou documentos e esclarecimentos que, segundo ela, já haviam sido levados anteriormente às autoridades responsáveis pelas investigações no Ministério Público e no judiciário.

A ex-secretária adjunta também declarou que decisões judiciais anteriores já haviam afastado sua participação nas acusações investigadas. Segundo Carolina, ela nunca chegou a ser ré e apresentou provas ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para demonstrar que não tinha envolvimento com as irregularidades apuradas.

Ao ser questionada sobre os contratos sem licitação investigados pela CPI, Carolina afirmou que não era responsável por licitações, compras ou pagamentos dentro da Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com seu relato, sua atuação se restringia à gestão dos hospitais regionais.

Após a oitiva, a comissão informou que as respostas serão analisadas pela equipe responsável pelos trabalhos. A CPI investiga denúncias de irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Estado de Saúde realizados entre 2019 e 2023, que resultaram na Operação Espelho, da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.

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Outro assunto discutido durante a reunião foi a possibilidade de suspensão dos trabalhos da CPI durante o período eleitoral. Um requerimento foi apresentado propondo que as atividades sejam interrompidas até o fim das eleições. A medida ainda não foi submetida à votação e foi encaminhada à Procuradoria da CPI para análise jurídica e elaboração de parecer sobre sua legalidade.

Os trabalhos da CPI da Saúde foram prorrogados por mais 180 dias pelo plenário da Assembleia Legislativa. Instalada em 4 de março, a comissão tinha prazo inicial de 180 dias, com encerramento previsto para 4 de setembro. Com a prorrogação, os trabalhos poderão prosseguir até 4 de março de 2027.

Além de Gilberto Figueiredo, que deverá ser ouvido na próxima quarta-feira, a comissão informou que o secretário Juliano Melo também é esperado para prestar depoimento na mesma data.

A CPI tem como objetivo reunir informações e documentos de investigados e testemunhas para esclarecer as possíveis irregularidades relacionadas aos contratos da Secretaria de Estado de Saúde.

Fonte: ALMT – MT

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