CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ
Chico 2000 convida integrante do MT Mamma para Tribuna em ação Outubro Rosa
A Diretora Administrativa do MT Mamma, Cleuza Dias, usou a tribuna do Legislativo Cuiabano nesta quinta (05/10), para trazer visibilidade e pedir apoio à entidade que dá suporte às mulheres que passam pelo tratamento contra o câncer na mama. O convite partiu do presidente da Casa, Chico 2000 (PL), como parte de uma das ações da campanha de Outubro Rosa. Também esteve presente a presidente da entidade, Karen Mathias.
“Muitas mulheres não têm apoio da família. Cerca de 30% dos maridos abandonam as esposas por não ter estrutura emocional de acompanhar o tratamento que é muito doloroso. As cirurgias mutilam as mulheres, o cabelo cai com a quimioterapia”, relatou.
Cleuza conta que a MT Mamma atua há 14 anos dando suporte a essas pacientes e ela também já passou pelo câncer de mama. A diretora explica que sua irmã, aos 37 anos, morreu em decorrência do agravamento da doença. Diferente do caso dela, a irmã descobriu que tinha câncer já mais tarde e não no início.
“Ela deixou uma filha de 6 e 14 anos e a família se desestruturou após a morte dela. A mulher é o apoio e o esteio de uma família. Eu descobri o câncer em um exame de rotina. Fiz quimio, radio e foi uma fase muito difícil porque eu tinha acabado de perder meu marido em um acidente e tinha saído de um emprego de com mais de 20 anos. Eu estava desestruturada, fiz o tratamento pelo SUS no Hospital de Câncer, tive a cura e lá conheci a MT Mamma”.
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A entidade tem papel fundamental na vida de mais de 200 mulheres que já passaram por esse processo e são acompanhadas até hoje, pois o câncer é uma doença que precisa de acompanhamento periódico.
“Recebemos muitas mulheres em depressão profunda pelo abandono da família, dos amigos que pensam que vai precisar de apoio financeiro e se afastam. É desgastante emocionalmente e por isso elas precisam desse acolhimento. Lá na MT Mamma temos diversas atividades como reiki, dança do ventre, meditação, customização, hidroginástica, atividades que ocupam a mente de alguma forma dessas pessoas”.
Cleuza pediu apoio da Câmara para fazer gestão junto a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá e do Estado para que possam promover campanhas de exames e consultas para diagnosticar a doença.
“Nossa principal fonte de renda são as vendas de camisetas e produtos. Até o dia 27 de outubro estaremos no Shopping Pantanal e até 20 de outubro no Shopping de Várzea Grande. Pedimos ajuda na divulgação e que apoiem a causa comprando produtos e dando conforto a quem precisa”.
O presidente da Câmara Municipal, Chico 2000, agradeceu a presença das dirigentes da MT Mamma e as parabenizou pela dedicação e pelo trabalho que realizam.
“É uma causa muito importante a esta Casa, tenho certeza que, neste outubro, somos todos rosa e em direção ao combate do câncer de mama”, finalizou Chico.
Política MT
“A esquerda criou o feminicídio”, diz Odilio Balbinotti ao defender mais punição a criminosos
Suplente de José Medeiros ao Senado critica criação do crime de feminicídio, questiona auxílio-reclusão e defende independência financeira das mulheres
O empresário do agronegócio Odilio Balbinotti (PL), primeiro suplente na chapa do deputado federal José Medeiros (PL-MT) ao Senado, afirmou que a criação do crime de feminicídio não trouxe resultados efetivos para reduzir os assassinatos de mulheres no país. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais.
Ao abordar os índices de violência contra a mulher, Balbinotti citou dados sobre o número de assassinatos registrados no Brasil e chamou atenção para a situação de Mato Grosso, que aparece entre os estados com maiores índices de mortes de mulheres.
“A cada 5 horas e 25 minutos, uma mulher é morta no Brasil. Os três primeiros meses foram os mais letais desde 2015. E, infelizmente, o nosso Mato Grosso é recordista nacional em morte de mulheres”, afirmou.
Na sequência, o empresário criticou a criação da tipificação específica do feminicídio e atribuiu a iniciativa à esquerda. Para Balbinotti, a mudança na legislação não resolve, por si só, o problema da violência contra as mulheres.
“A esquerda criou o feminicídio, que na realidade é o homicídio de mulheres. Não resolve nada criar um nome. O que nós precisamos realmente é de ação contra esse absurdo”, declarou.
Balbinotti também questionou o auxílio-reclusão, ao comparar o benefício pago aos dependentes de segurados presos com a falta de assistência, segundo ele, às crianças que perdem as mães vítimas de assassinato.
“Pessoal, nós temos no Brasil um absurdo que se chama auxílio-reclusão. Na realidade, é para a família de quem cometeu o crime. E aquele filho que perdeu a mãe não tem apoio nenhum do Estado. Então você vê que é uma total inversão de valores”, disse.
Como alternativa, o empresário defendeu o endurecimento das punições contra criminosos e a ampliação das condições para que mulheres tenham independência financeira e consigam romper relações abusivas.
“A solução para mim são dois pontos importantes. A primeira é acabar com a impunidade. Bandido é bandido. Cometeu crime, tem que realmente cumprir a sua pena”, afirmou.
Segundo Balbinotti, a dependência financeira ainda é um dos fatores que mantém muitas mulheres em relacionamentos marcados pela violência.
“A mulher precisa ter cultura, se educar e conseguir ter o seu ganho, a sua sustentabilidade econômica. Porque muitas mulheres, às vezes, ficam com esses homens que abusam delas, que batem e que acabam culminando com um homicídio, porque elas ficam reféns desses homens”, declarou.
Ao final do vídeo, Balbinotti defendeu políticas que garantam maior autonomia econômica às mulheres.
“Então nós precisamos empoderar essas mulheres e dar condição de elas subsistirem e terem o seu caminho independente desses homens”, concluiu.
Veja vídeo
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