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ELEIÇÕES 2026

Advogado diz que Maurício não teria agido da mesma forma com Natasha se ela fosse homem: “Não teria essa coragem”

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Paulo taques afirma que confusão nos bastidores do debate teria relação com o fato de Natasha ser mulher e compara episódio à violência enfrentada por mulheres em Mato Grosso

O advogado Paulo Taques, integrante da equipe da candidata ao Governo de Mato Grosso Natasha Slhessarenko (PSD), afirmou que o candidato Maurício Coelho (Mobiliza) não teria adotado a mesma postura durante a confusão nos bastidores do debate da TV Vila Real caso estivesse diante de um adversário homem.

A declaração foi feita ao comentar o episódio ocorrido na manhã desta terça-feira (1º), após o debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso.

“Vocês acham que ele faria isso com os outros candidatos que são homens? Vocês acham que ele faria isso com o sargento Laudicério? Não faria. Isso ele fez porque Natasha é mulher. Porque, se fosse homem, ele não teria essa coragem”, afirmou Paulo Taques.

O advogado também associou o episódio ao cenário de violência contra mulheres no estado e afirmou que comportamentos como o atribuído ao candidato do Mobiliza ajudam a perpetuar esse tipo de violência.

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“É por condutas como essa que as mulheres estão morrendo em Mato Grosso. Nunca ele faria isso com um homem. Jamais”, declarou.

A confusão ocorreu nos bastidores do debate realizado nos estúdios da TV Vila Real. A equipe de Natasha afirma que Maurício teria feito ameaças contra a candidata durante um desentendimento ocorrido no intervalo do programa.

Segundo a versão apresentada pela campanha do PSD, uma das expressões utilizadas pelo candidato teria sido a palavra “trucidar”, o que motivou a reação de integrantes da equipe de Natasha.

Até o momento, Maurício Coelho não se manifestou publicamente sobre a acusação específica relacionada ao suposto uso da expressão. Após a confusão, ele apresentou sua versão sobre o episódio e concentrou o relato na abordagem feita pelo marido de Natasha durante o intervalo do debate.

A equipe da candidata anunciou que pretende apresentar uma representação à Polícia e à Justiça por suposta ameaça.

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Política MT

CPI da Saúde suspende oitivas durante período eleitoral

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) suspendeu, nesta quarta-feira (2), as reuniões com convocações e oitivas durante o período eleitoral. A decisão foi comunicada após a leitura de parecer da Procuradoria-Geral da Casa Leis, que considerou juridicamente possível a suspensão dos trabalhos. O documento foi ratificado pela Mesa Diretora.

Com a medida, não foram realizados os depoimentos previstos para esta tarde. Seriam ouvidos o ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo e o atual ocupante da pasta, Juliano Melo. A reunião foi encerrada após a leitura do parecer.

Conforme o calendário definido nesta quarta-feira, os trabalhos com reuniões abertas e convocações serão retomados em 7 de outubro, primeira quarta-feira após o primeiro turno da eleição. Durante a suspensão, a CPI poderá continuar atividades internas relacionadas à produção do relatório e receber documentos e informações que contribuam para a investigação.

Segundo o procurador da Assembleia, Francisco Brito, a suspensão foi solicitada pela maioria absoluta dos integrantes da CPI para preservar a lisura do processo eleitoral e evitar eventuais interferências dos trabalhos da comissão no pleito. Ele avaliou que a suspensão não compromete o andamento da apuração diante do volume de documentos já reunidos.

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“Já há muito documento produzido, o relatório do Tribunal de Contas do Estado, o inquérito da Polícia Federal, a perícia da Polícia Federal e também os próprios pareceres da Procuradoria-Geral do Estado”, afirmou.

O procurador ainda esclareceu que os trabalhos devem ser concluídos até o término da atual legislatura, que ocorre em 31 de janeiro de 2027.

A CPI investiga possíveis irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Estado de Saúde realizados entre 2019 e 2023, relacionados às investigações que resultaram na Operação Espelho. Na reunião da semana passada, a comissão ouviu a ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar Carolina Campos e o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira.

Fonte: ALMT – MT

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