Suellen Acosta Marques é acusada de tentar matar Laura Fernanda em uma escola estadual de Cuiabá; crime ocorreu em 2022.
O Tribunal do Júri de MT solicitou o julgamento da réu Suellen Acosta Marques pela tentativa de homicídio qualificado contra a colega de classe Laura Fernanda da Costa Rocha da Silva, esfaqueada dentro de uma sala de aula na Escola Estadual Professor Antônio Cesário de Figueiredo Neto, em Cuiabá.
O juiz André Barbosa Guanaes Simões, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, que reconheceu haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para levar a acusada a julgamento. O magistrado também manteve as qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O crime ocorreu em 13 de setembro de 2022, após desentendimentos entre as duas estudantes. Segundo o Ministério Público, durante uma discussão dentro da sala de aula, Suellen teria utilizado uma pequena lâmina para atingir Laura no pescoço, na clavícula, no ombro e na mão.
Os ferimentos provocaram intensa perda de sangue e choque hipovolêmico. A vítima precisou passar por cirurgias vasculares de emergência, ficou internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, conforme os laudos médicos, correu risco de morte.
Durante o interrogatório, Suellen admitiu ter atingido a colega com uma pequena lâmina, que teria sido retirada de um apontador, mas alegou ter agido em legítima defesa.
A defesa também pediu a absolvição da acusada ou a desclassificação do crime para lesão corporal, sustentando que não houve intenção de matar Laura.
O juiz, porém, entendeu que a gravidade das lesões e os golpes desferidos em regiões vitais, especialmente no pescoço, justificam o envio do caso ao Tribunal do Júri. As teses de legítima defesa e de ausência de intenção de matar serão analisadas pelos jurados.
Suellen responderá por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e pelo recurso que teria dificultado a defesa da vítima. Ela poderá aguardar o julgamento em liberdade.
A decisão de pronúncia não representa uma condenação. A responsabilidade da acusada será decidida pelo Tribunal do Júri. A data do julgamento ainda não foi definida.