MUNDO CÃO
“Mano K” é preso por sequestro, tortura e morte de adolescente em Lucas do Rio verde
Cleonilton Barbosa Pereira estava foragido e foi localizado em Nova Canaã do Norte
O criminoso suspeito identificado como Cleonilton Barbosa Pereira, conhecido como “Mano K, que sequestrou uma jovem de 14 anos durante a madrugada de 6 de agosto, em um hotel de Lucas do Rio Verde, foi preso pela Polícia Civil na última terça- feira (25).
Segundo informações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde, afirmou que o assassino foi localizado no centro de Nova Canaã do Norte, a 682 quilômetros da Capital, após uma troca de informações entre equipes das Delegacias de Lucas do Rio Verde, Nova Canaã do Norte e Colíder. Durante a abordagem, os policiais também apreenderam porções de drogas.
Conforme a apuração, “Mano K” teria participado diretamente na execução da adolescente e seria o responsável por asfixiar a vítima.
Ao todo, quatro pessoas já foram presas por envolvimento no crime. A vítima que havia sido sequestrada, foi enterrada em uma cova rasa às margens da BR-163, na região de Sorriso e estava com as mãos amarradas e apresentava uma corda ao redor do pescoço, além de sinais de agressão e asfixia.
Após a localização do corpo, as equipes intensificaram as diligências para identificar e prender os demais envolvidos no crime.
O criminoso foi encaminhado à delegacia, juntamente com o material apreendido, e permanece à disposição da Justiça.
Polícia
Delegado explica indiciamento por homicídio: “Ela tinha o dever legal de proteger a filha”; VEJA VÍDEO
Perícia constatou que recém-nascida encontrada em lixeira de condomínio, em Várzea Grande, nasceu com vida e respirou após o parto; Polícia Civil ainda investiga possível uso de substância abortiva
O delegado Rogério Gomes, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou nesta quinta-feira (27) que a recém-nascida encontrada morta em uma lixeira no Condomínio Parque Chapada do Poente, em Várzea Grande, nasceu com vida e chegou a respirar após o parto. Por esse motivo, segundo ele, a mãe da criança deverá responder inicialmente pelo crime de homicídio.
O caso veio à tona no dia 23 de julho, quando um funcionário responsável pela limpeza do condomínio encontrou o corpo da bebê dentro de uma caixa de papelão, durante a separação de materiais destinados à reciclagem.
Diante da repercussão do caso, a Polícia Civil iniciou imediatamente as investigações para identificar quem havia descartado a criança e localizar a mãe.
Segundo Rogério Gomes, os investigadores analisaram imagens das câmeras de segurança instaladas dentro e fora do condomínio. Nas gravações, a equipe identificou uma pessoa carregando e descartando um objeto semelhante à caixa onde o corpo foi posteriormente encontrado.
A partir das características físicas da suspeita, os policiais percorreram os blocos do residencial até chegar à mulher. Inicialmente, ela negou envolvimento, mas compareceu à delegacia para prestar depoimento.
Após ser confrontada com as imagens, a mulher admitiu que havia descartado a caixa na lixeira e confirmou ser a mãe da recém-nascida.
A investigada, de 25 anos, afirmou que o parto aconteceu durante a madrugada, enquanto o marido dormia. Segundo sua versão, ela não esperava entrar em trabalho de parto naquele momento e deu à luz sozinha, dentro do banheiro da residência.
Ela negou ter ingerido qualquer substância para provocar o aborto e também afirmou que não agrediu a criança. Conforme o relato apresentado à polícia, após o nascimento, ela descartou a bebê sozinha na lixeira do condomínio.
A mulher alegou ainda que não tinha certeza de que estava grávida. Segundo sua versão, continuava apresentando sangramentos e, por isso, acreditava que não estivesse em uma gestação.
A perícia constatou que a recém-nascida nasceu com vida e respirou, ainda que por um curto período. Os exames também não identificaram lesões, sinais de asfixia ou qualquer indício de violência física contra a criança.
A causa da morte, no entanto, ainda não foi esclarecida.
Segundo o delegado, a investigação precisa aguardar exames complementares para determinar se houve ou não a utilização de alguma substância abortiva antes do parto.
A mulher concordou voluntariamente em realizar exames para confirmar que havia passado recentemente por um parto. Também foi feita a coleta de material biológico para comparação de DNA e outros procedimentos considerados necessários para esclarecer completamente o caso.
Até o momento, a Polícia Civil não encontrou indícios da participação de outras pessoas. A investigada afirmou que o marido não sabia da gravidez e que apenas tomou conhecimento do ocorrido posteriormente.
Segundo a versão apresentada pela mulher, a decisão de colocar a recém-nascida na lixeira foi tomada em meio ao desespero e à confusão emocional após o parto inesperado.
O delegado Rogério Gomes explicou que, como a perícia constatou que a criança nasceu com vida, a mãe tinha o dever legal de proteção, guarda e vigilância.
Por essa razão, segundo a investigação, ela não poderia simplesmente descartar a criança sem buscar ajuda ou acionar o socorro.
A Polícia Civil aguarda agora os resultados dos exames complementares, que podem levar de um a três meses, dependendo da complexidade da análise. Caso seja comprovado o uso de substância abortiva ou qualquer outra intervenção para provocar o parto, o enquadramento jurídico poderá ser alterado ou receber novos desdobramentos.
Enquanto isso, a mulher deverá responder inicialmente pelo crime de homicídio, e o inquérito seguirá para esclarecer todas as circunstâncias que envolveram o nascimento e a morte da recém-nascida.
Veja vídeo
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