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Polícia Civil cumpre prisão de autor de homicídio de corretor de imóveis ocorrido há 14 anos em Cuiabá

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Policiais da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá cumpriram, nesta sexta-feira (06.09), o mandado de prisão definitiva de um policial militar aposentado, autor de um assassinato ocorrido há 14 anos na Capital .

Waliton Francisco de Souza, de 46 anos, foi localizado no bairro Jardim Vitória, em Cuiabá. Ele foi condenado a 12 anos de prisão por homicídio qualificado, após sentença transitada em julgado, quando não cabe mais recurso.

O mandado da prisão definitiva foi decretado pela 2a Vara Criminal de Cuiabá. Após o cumprimento da prisão, ele foi encaminhado à DHPP e depois será apresentado em audiência de custódia no Fórum da Capital.

Homicídio

O crime ocorreu em no bairro Dom Aquino, em outubro de 2010. À época do crime, Waliton era cabo da Polícia Militar e foi identificado como o autor dos disparos contra Valdevino Antônio da Silva, 34 anos, que era corretor de imóveis.

Conforme a apuração da DHPP, na noite de 24 de outubro de 2010, a vítima estava em companhia de várias pessoas no interior do bar, quando houve um desentendimento entre uma mulher, o autor do crime e Valdevino devido ao valor das bebidas consumidas. A vítima e o suspeito já tinham se desentendido em outras ocasiões e depois de discutirem no bar, Waliton foi até seu quarto, pegou uma arma de fogo e fez seis disparos contra Valdevino e depois fugiu do local. A vítima e o autor do crime eram cunhados.

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Em 2018, Waliton foi condenado no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá a 13 anos de prisão. Após diversos recursos judiciais, o Poder Judiciário confirmou a sentença em 12 anos de prisão.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Delegado explica indiciamento por homicídio: “Ela tinha o dever legal de proteger a filha”; VEJA VÍDEO

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 Perícia constatou que recém-nascida encontrada em lixeira de condomínio, em Várzea Grande, nasceu com vida e respirou após o parto; Polícia Civil ainda investiga possível uso de substância abortiva

O delegado Rogério Gomes, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou nesta quinta-feira (27) que a recém-nascida encontrada morta em uma lixeira no Condomínio Parque Chapada do Poente, em Várzea Grande, nasceu com vida e chegou a respirar após o parto. Por esse motivo, segundo ele, a mãe da criança deverá responder inicialmente pelo crime de homicídio.

O caso veio à tona no dia 23 de julho, quando um funcionário responsável pela limpeza do condomínio encontrou o corpo da bebê dentro de uma caixa de papelão, durante a separação de materiais destinados à reciclagem.

Diante da repercussão do caso, a Polícia Civil iniciou imediatamente as investigações para identificar quem havia descartado a criança e localizar a mãe.

Segundo Rogério Gomes, os investigadores analisaram imagens das câmeras de segurança instaladas dentro e fora do condomínio. Nas gravações, a equipe identificou uma pessoa carregando e descartando um objeto semelhante à caixa onde o corpo foi posteriormente encontrado.

A partir das características físicas da suspeita, os policiais percorreram os blocos do residencial até chegar à mulher. Inicialmente, ela negou envolvimento, mas compareceu à delegacia para prestar depoimento.

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Após ser confrontada com as imagens, a mulher admitiu que havia descartado a caixa na lixeira e confirmou ser a mãe da recém-nascida.

A investigada, de 25 anos, afirmou que o parto aconteceu durante a madrugada, enquanto o marido dormia. Segundo sua versão, ela não esperava entrar em trabalho de parto naquele momento e deu à luz sozinha, dentro do banheiro da residência.

Ela negou ter ingerido qualquer substância para provocar o aborto e também afirmou que não agrediu a criança. Conforme o relato apresentado à polícia, após o nascimento, ela descartou a bebê sozinha na lixeira do condomínio.

A mulher alegou ainda que não tinha certeza de que estava grávida. Segundo sua versão, continuava apresentando sangramentos e, por isso, acreditava que não estivesse em uma gestação.

A perícia constatou que a recém-nascida nasceu com vida e respirou, ainda que por um curto período. Os exames também não identificaram lesões, sinais de asfixia ou qualquer indício de violência física contra a criança.

A causa da morte, no entanto, ainda não foi esclarecida.

Segundo o delegado, a investigação precisa aguardar exames complementares para determinar se houve ou não a utilização de alguma substância abortiva antes do parto.

A mulher concordou voluntariamente em realizar exames para confirmar que havia passado recentemente por um parto. Também foi feita a coleta de material biológico para comparação de DNA e outros procedimentos considerados necessários para esclarecer completamente o caso.

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Até o momento, a Polícia Civil não encontrou indícios da participação de outras pessoas. A investigada afirmou que o marido não sabia da gravidez e que apenas tomou conhecimento do ocorrido posteriormente.

Segundo a versão apresentada pela mulher, a decisão de colocar a recém-nascida na lixeira foi tomada em meio ao desespero e à confusão emocional após o parto inesperado.

O delegado Rogério Gomes explicou que, como a perícia constatou que a criança nasceu com vida, a mãe tinha o dever legal de proteção, guarda e vigilância.

Por essa razão, segundo a investigação, ela não poderia simplesmente descartar a criança sem buscar ajuda ou acionar o socorro.

A Polícia Civil aguarda agora os resultados dos exames complementares, que podem levar de um a três meses, dependendo da complexidade da análise. Caso seja comprovado o uso de substância abortiva ou qualquer outra intervenção para provocar o parto, o enquadramento jurídico poderá ser alterado ou receber novos desdobramentos.

Enquanto isso, a mulher deverá responder inicialmente pelo crime de homicídio, e o inquérito seguirá para esclarecer todas as circunstâncias que envolveram o nascimento e a morte da recém-nascida.

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