ARTICULAÇÃO
“A Câmara está tendo dificuldades”, diz Abilio após Demilson deixar vice-liderança; VEJA VÍDEO
Saída de Demilson Nogueira da vice-liderança ocorre em meio à divisão dos vereadores entre o mandato e as eleições
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), disse que ainda não sabe o motivo que levou o vereador Demilson Nogueira (PP) a deixar a vice-liderança do governo na Câmara Municipal. Os dois ainda não conversaram sobre a decisão.
Abilio afirmou que Demilson está viajando e que também esteve fora de Cuiabá nos últimos dias, o que impediu uma conversa entre eles. O prefeito espera tratar do assunto nesta segunda-feira.
“Eu estou aguardando. Ele está em viagem, ele foi para uma outra cidade. Eu também viajei, tive uma outra ausência e nós não conseguimos nos comunicar. Acredito que segunda-feira eu consigo conversar com ele”, afirmou.
Ao falar sobre o cenário político no Legislativo, Abilio avaliou que o período eleitoral tem dificultado a articulação do Executivo. Segundo ele, grande parte dos vereadores está envolvida diretamente em campanhas próprias ou apoiando outros candidatos.
“A Câmara está tendo essas dificuldades, porque praticamente quase todos ali estão envolvidos com algum tipo de campanha. Ele tem a campanha do Paulo Araújo, a Samantha tem a sua campanha própria, outros vereadores estão apoiando outros candidatos”, disse.
Demilson havia assumido a vice-liderança do prefeito em maio deste ano para auxiliar Samantha Iris (PL) na condução e articulação das pautas de interesse do Executivo. A líder do governo também divide agora a atuação na Câmara com a campanha para deputada estadual.
Apesar da saída de Demilson, Abilio negou qualquer desgaste na relação com o vereador e disse acreditar que exista outra motivação para a decisão.
“Eu e o Demilson estamos muito bem, minha relação com ele está boa. Acredito que deve ter alguma outra motivação”, declarou.
Até o momento, o prefeito não anunciou quem será escolhido para ocupar a vice-liderança do governo na Câmara Municipal.
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Política MT
“A esquerda criou o feminicídio”, diz Odilio Balbinotti ao defender mais punição a criminosos
Suplente de José Medeiros ao Senado critica criação do crime de feminicídio, questiona auxílio-reclusão e defende independência financeira das mulheres
O empresário do agronegócio Odilio Balbinotti (PL), primeiro suplente na chapa do deputado federal José Medeiros (PL-MT) ao Senado, afirmou que a criação do crime de feminicídio não trouxe resultados efetivos para reduzir os assassinatos de mulheres no país. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais.
Ao abordar os índices de violência contra a mulher, Balbinotti citou dados sobre o número de assassinatos registrados no Brasil e chamou atenção para a situação de Mato Grosso, que aparece entre os estados com maiores índices de mortes de mulheres.
“A cada 5 horas e 25 minutos, uma mulher é morta no Brasil. Os três primeiros meses foram os mais letais desde 2015. E, infelizmente, o nosso Mato Grosso é recordista nacional em morte de mulheres”, afirmou.
Na sequência, o empresário criticou a criação da tipificação específica do feminicídio e atribuiu a iniciativa à esquerda. Para Balbinotti, a mudança na legislação não resolve, por si só, o problema da violência contra as mulheres.
“A esquerda criou o feminicídio, que na realidade é o homicídio de mulheres. Não resolve nada criar um nome. O que nós precisamos realmente é de ação contra esse absurdo”, declarou.
Balbinotti também questionou o auxílio-reclusão, ao comparar o benefício pago aos dependentes de segurados presos com a falta de assistência, segundo ele, às crianças que perdem as mães vítimas de assassinato.
“Pessoal, nós temos no Brasil um absurdo que se chama auxílio-reclusão. Na realidade, é para a família de quem cometeu o crime. E aquele filho que perdeu a mãe não tem apoio nenhum do Estado. Então você vê que é uma total inversão de valores”, disse.
Como alternativa, o empresário defendeu o endurecimento das punições contra criminosos e a ampliação das condições para que mulheres tenham independência financeira e consigam romper relações abusivas.
“A solução para mim são dois pontos importantes. A primeira é acabar com a impunidade. Bandido é bandido. Cometeu crime, tem que realmente cumprir a sua pena”, afirmou.
Segundo Balbinotti, a dependência financeira ainda é um dos fatores que mantém muitas mulheres em relacionamentos marcados pela violência.
“A mulher precisa ter cultura, se educar e conseguir ter o seu ganho, a sua sustentabilidade econômica. Porque muitas mulheres, às vezes, ficam com esses homens que abusam delas, que batem e que acabam culminando com um homicídio, porque elas ficam reféns desses homens”, declarou.
Ao final do vídeo, Balbinotti defendeu políticas que garantam maior autonomia econômica às mulheres.
“Então nós precisamos empoderar essas mulheres e dar condição de elas subsistirem e terem o seu caminho independente desses homens”, concluiu.
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