Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
CUIABÁ
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

AÇÃO INDENIZATÓRIA

Mãe de homem morto a tiros por procurador pede pensão vitalícia e R$ 500 mil

Publicado em

Ação de indenização cobra pagamento de benefício mensal e reparação por danos morais após o homicídio ocorrido em Cuiabá

O procurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Luiz Eduardo Figueiredo Rocha Silva, acusado de matar a tiros Ney Müller Alves Pereira em abril de 2025, após ter o veículo danificado, em Cuiabá, passou a responder a uma ação de indenização movida pela mãe da vítima. Segundo o processo, Iracema Alves Ferreira da Silva pede o pagamento de uma pensão mensal de R$ 4.972,33, além de R$ 500 mil por danos morais.

Na ação, a mãe de Ney sustenta que o filho estava prestes a receber uma pensão por morte do pai, policial rodoviário federal aposentado, benefício que auxiliaria no sustento dos dois. Com a morte dele, segundo a autora, esse direito deixou de existir, causando prejuízo financeiro.

Por isso, ela pede que Luiz Eduardo seja condenado ao pagamento da pensão no valor de R$ 4.972,33 por mês, pelo período de 32 anos ou até seu falecimento, caso ocorra antes. Também requer o pagamento das parcelas vencidas desde a data do homicídio, estimadas em R$ 74.584,95.

Leia Também:  SES alerta para medidas de prevenção contra a dengue, zika e chikungunya

Além dos danos materiais, Iracema solicita indenização de R$ 500 mil por danos morais, alegando que sofreu profundo abalo emocional com a morte do único filho.

“A mãe da vítima, ora requerente, ficou profundamente abalada pela perda de seu único filho, que ocorreu pelo ato violento, inesperado, desarrazoado e calculado do requerido, que poderia ter resolvido a questão de outra forma, sem ceifar a vida de um filho querido, que não teve chances de defesa e veio a óbito na rua como se sua vida não tivesse valor”, diz trecho da petição.

Luiz Eduardo está preso desde abril de 2025. Conforme a denúncia do Ministério Público, ele jantava com a família quando teve o carro danificado. Após deixar os familiares em casa, voltou armado ao local para procurar o suposto responsável.

Segundo a acusação, ao encontrar Ney Müller, que era morador de rua, tinha transtorno mental e estava desarmado, o procurador chamou sua atenção e efetuou um disparo à queima-roupa no rosto, fugindo em seguida. A arma utilizada no crime era registrada em seu nome.

Leia Também:  Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS final 6

O Ministério Público sustenta que o homicídio foi motivado por vingança e praticado de forma que impossibilitou qualquer chance de defesa da vítima.

Luiz Eduardo foi preso em flagrante no dia seguinte, teve a prisão preventiva decretada e posteriormente foi pronunciado para ser julgado pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado.

Na ação cível, Iracema também destaca que o próprio réu admite ter efetuado o disparo, alegando apenas que agiu em legítima defesa, tese que será analisada durante o julgamento.

Advertisement

Justiça

Carlinhos Bezerra diz ao júri que crime foi o maior erro de sua vida e afirma se arrepender todos os dias

Published

on

Empresário afirmou durante o júri que cometeu o maior erro da vida, negou ter perseguido a ex-companheira e disse que perdeu o controle antes dos disparos

O empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, réu confesso pelo assassinato da ex-companheira Thays Machado e do namorado dela, Willian César Moreno, afirmou nesta sexta-feira (31), durante o Tribunal do Júri, que se arrepende diariamente do crime cometido em janeiro de 2023 e que convive todos os dias com o peso da decisão que tomou.

“Assumo que errei como nunca poderia ter errado na minha vida. Digo com certeza que essa coisa me corrói todos os dias”, declarou.

Durante cerca de duas horas de interrogatório, Carlinhos respondeu aos questionamentos da defesa, do Ministério Público e da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Em outro momento do depoimento, afirmou que não passa um dia sem lamentar a morte de Thays e reconheceu que destruiu a própria vida ao cometer o crime.

Segundo o empresário, o relacionamento com Thays durou três anos e sete meses e, apesar das constantes separações e reconciliações, os dois chegaram a planejar o casamento. Ele afirmou que ainda acreditava em uma reconciliação quando decidiu procurá-la após o fim do relacionamento.

Leia Também:  Ministério da Saúde anuncia medidas no caso da contaminação de órgãos

Carlinhos relatou que, como ambos compartilhavam a localização dos celulares, viu que Thays estava na rodoviária e foi até o local para conversar. Depois, afirmou que passou a seguir o veículo da ex-companheira apenas para descobrir quem era o homem que a acompanhava.

Ao falar sobre o dia do crime, o empresário disse que encontrou novamente Thays e Willian quando seguia para um shopping. Segundo ele, parou o carro ao lado do casal para perguntar por que a ex-companheira não atendia suas ligações. Na sequência, afirmou que Willian caminhou em direção ao veículo e o insultou.

“Na hora em que ele veio para a minha direção e me xingou, eu perdi o controle”, disse.

O réu afirmou que o primeiro disparo tinha como alvo Willian, e não Thays, e alegou que sofreu um “apagão”, razão pela qual não se recorda dos demais momentos da ação.

Questionado pelo Ministério Público sobre o motivo de essa versão não ter sido apresentada durante a investigação, respondeu que havia contado os fatos ao antigo advogado, mas que, após ser preso, mal conseguia falar.

Carlinhos também negou ter perseguido Thays, apesar das provas reunidas pela Polícia Civil. Segundo ele, as anotações encontradas em sua residência eram apenas um hábito pessoal de registrar informações, enquanto os deslocamentos da ex-companheira eram acompanhados por meio do compartilhamento de localização dos celulares.

Leia Também:  Governo Federal não preve reajuste no bolsa família para 2025

O empresário ainda negou que as ligações insistentes configurassem perseguição. “Eu não gosto de escrever. Eu gosto de falar”, afirmou.

Ao explicar por que deixou Cuiabá após o crime, Carlinhos disse que seguiu para Campo Verde para tentar compreender o que havia acontecido antes de se apresentar à polícia.

“Em momento algum pensei em fugir”, declarou.

O empresário também negou ter descumprido medidas cautelares impostas pela Justiça e criticou parte da cobertura do caso, afirmando que algumas informações divulgadas não correspondiam à realidade.

Carlinhos Bezerra responde pelo assassinato de Thays Machado, de 44 anos, e Willian César Moreno, de 30 anos. O crime ocorreu em 18 de janeiro de 2023, em frente ao Edifício Solar Monet, no bairro Consil, em Cuiabá, quando o casal aguardava um carro de aplicativo e foi surpreendido pelos disparos. Conforme a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Thays foi atingida por três tiros e Willian por disparos no braço e no peito.

Continue Reading

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA