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CONDENADO

“Foi uma barbárie, não acidente”, decide júri ao condenar pais pela morte de bebê de 39 dias em Barra do Bugres

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Conselho de Sentença rejeita versão de queda e reconhece agressões contínuas contra recém-nascido; penas somam mais de duas décadas de prisão

O Tribunal do Júri de Barra do Bugres condenou, na noite desta segunda-feira (24), Francinaldo José da Silva e Talita Canavarros Soares pela morte do próprio filho, um bebê de 39 dias. O crime ocorreu em 2 de janeiro de 2021 e resultou em penas que, somadas, ultrapassam 23 anos de reclusão.

Após mais de 12 horas de julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público Estadual, que apontou que a vítima não morreu por acidente, mas sim em decorrência de agressões sucessivas que provocaram traumatismo craniano irreversível.

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A sentença foi lida pelo juiz Lawrence Pereira Midon. Talita recebeu 14 anos de reclusão pelo homicídio, com reconhecimento de atenuante de confissão e agravantes relacionados à condição da vítima. Pelo crime de fraude processual, foi condenada a seis meses de detenção e dez dias-multa, totalizando 14 anos e seis meses. O magistrado determinou o cumprimento imediato da pena e decretou a prisão preventiva.

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Já Francinaldo teve a pena fixada em oito anos de reclusão pelo assassinato, com reconhecimento de confissão espontânea e agravante pelo fato de o crime ter sido cometido contra criança. A qualificadora de paternidade não foi aplicada. Pela fraude processual, recebeu mais seis meses de detenção e dez dias-multa, somando oito anos e seis meses. Ele poderá recorrer em liberdade.

Durante o julgamento, um dos momentos mais marcantes foi a apresentação do laudo pericial elaborado por especialista em neurocirurgia. Conforme exposto pela acusação, o crânio da criança apresentava múltiplas fraturas, enquanto o cérebro havia sido comprometido por impactos repetidos.

Ao sustentar a denúncia, o promotor Roberto Arroio Farinazzo Junior afirmou que as lesões tinham diferentes estágios de evolução, indicando episódios contínuos de violência antes do golpe fatal. Imagens exibidas em plenário mostraram hematomas espalhados pelo corpo da vítima.

Em depoimento, Talita declarou ter deixado o filho cair enquanto estava sob efeito de álcool, negando intenção de matar. Também afirmou ter dificuldade em demonstrar emoção. Francinaldo, por sua vez, disse não ter participado diretamente das agressões, embora tenha admitido que ouviu o barulho da queda e não buscou atendimento médico.

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Testemunhas ouvidas reforçaram a convicção dos jurados. Uma das investigadoras relatou comportamento considerado frio por parte da mãe no dia do ocorrido, além de atitudes vistas como inadequadas diante da gravidade da situação.

A acusação ainda comprovou tentativa de alteração da cena. Segundo os autos, houve esforço para limpar o local, mas a perícia encontrou vestígios de sangue no contrapiso da residência.

Para o Ministério Público, o casal priorizou ocultar evidências em vez de acionar socorro, deixando a criança sem assistência até a morte.

Com a decisão, Talita foi encaminhada ao sistema prisional para início imediato do cumprimento da pena em regime fechado. Francinaldo, apesar da condenação, poderá aguardar eventual recurso em liberdade.

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Justiça

Juiz mantém preso motorista de BMW que matou motociclista e fugiu após acidente

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Hercílio Junio Freitas Cordeiro estava sem CNH e dirigia a 177 km/h antes da colisão que matou Paulo Messias Simão Costa

O juiz Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, da 13ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a prisão preventiva do motorista da BMW Hercílio Junio Freitas Cordeiro, de 22 anos, suspeito de envolvimento em dois atropelamentos, sendo um deles fatal. A decisão ocorreu após audiência de custódia realizada neste sábado (5).

Segundo a assessoria da Corregedoria do Tribunal de Justiça, o magistrado verificou que o mandado foi cumprido regularmente e não encontrou ilegalidades. Hercílio permanece preso, enquanto um eventual pedido de revogação da prisão preventiva será analisado pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá, responsável pelo processo.

O motociclista Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos, morreu após ser atingido pela BMW na madrugada do último domingo (30). O investigado não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e, segundo a apuração, foi flagrado a 177 km/h minutos antes da colisão fatal.

O registro foi feito às 0h45 por um radar da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), no cruzamento da Avenida Isaac Póvoas com a Rua Barão de Melgaço. No trecho, o limite de velocidade é de 50 km/h.

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Hercílio havia se apresentado na Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) na quinta-feira (3), mas não prestou depoimento e foi liberado. Na sexta-feira (4), voltou à unidade acompanhado de advogado e dois seguranças, prestou depoimento e novamente deixou o local pela porta da frente. A prisão ocorreu na manhã seguinte.

Conforme o boletim de ocorrência, antes dos atropelamentos, o jovem estava em uma casa noturna e teria ingerido bebida alcoólica. Após uma confusão no estabelecimento, foi retirado pelos seguranças e deixou o local conduzindo uma BMW azul.

Por volta das 5h, ele se envolveu no primeiro acidente, no cruzamento da Avenida Isaac Póvoas com a Avenida Presidente Marques. A BMW atingiu uma motocicleta e o condutor, de 22 anos, foi arremessado e sofreu ferimentos no tornozelo e no braço direito, além de danos materiais.

O motorista não parou para prestar socorro e seguiu pela Avenida Isaac Póvoas. No cruzamento com a Rua Joaquim Murtinho, atingiu outra motocicleta, conduzida por Paulo Messias. Com a força da batida, o jovem morreu ainda no local.

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Após a segunda colisão, Hercílio continuou dirigindo até abandonar a BMW em frente ao Hospital Municipal Santa Casa. Em seguida, fugiu a pé. O veículo foi apreendido e encaminhado ao pátio da Semob.

A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias dos dois atropelamentos.

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