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CAMPANHA ELEITORAL

“O partido não traiu ninguém”, diz Dilmar ao explicar apoio a Pivetta e Mauro Mendes

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Dilmar afirma que vai concentrar campanha nas regiões Norte, Médio-Norte e Noroeste e projeta mais de 50 mil votos na disputa pela reeleição à Assembleia Legislativa

O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União Brasil) afirmou que vai intensificar, a partir desta sexta-feira (4), a campanha pela reeleição à Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O lançamento oficial da candidatura será realizado em Sinop, município onde o parlamentar construiu sua principal base política.

Segundo Dilmar, antes mesmo do início oficial da campanha, ele já percorreu 42 municípios de Mato Grosso e pretende concentrar agora as visitas nas regiões Norte, Médio-Norte e Noroeste, onde acredita possuir maior aceitação eleitoral.

“Já andei em 42 municípios dentro do Estado. Estou fazendo o meu papel, visitando as lideranças, amigos, conversando. Agora, vamos começar realmente uma campanha pé no chão”, afirmou.

O deputado disse que a estratégia será reforçar a presença principalmente nos municípios onde construiu uma base política ao longo dos mandatos, mas ressaltou que também já esteve em outras regiões do Estado, como Araguaia, Oeste e Noroeste.

Durante a entrevista, Dilmar também comentou a polêmica envolvendo a convenção do União Brasil, quando fez um discurso criticando a decisão do partido de apoiar a candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

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O parlamentar negou, no entanto, ter chamado alguém de “traidor”. Segundo ele, a declaração feita durante a convenção se referia à posição histórica do partido.

“Eu não usei a palavra traidor para ninguém. Eu falei que nunca tinha visto, na história do nosso partido, o partido trair o partido. Não coloquei nome nas minhas palavras”, explicou.

Apesar das críticas feitas durante a convenção, Dilmar declarou posteriormente apoio à candidatura de Pivetta ao Governo do Estado e também ao ex-governador Mauro Mendes, que disputa uma vaga ao Senado.

Segundo o deputado, a decisão segue a posição aprovada democraticamente pelo União Brasil.

“Eu sou partidário. A democracia venceu e optou pelo apoio ao governador Otaviano Pivetta. Por isso, eu estou junto com o meu partido, apoiando o governador”, afirmou.

Sobre a segunda vaga ao Senado, Dilmar disse que ainda está avaliando os nomes que irá apoiar. Ele citou a deputada estadual Janaina Riva e Margareth Buzetti como possíveis candidatas, mas afirmou que, neste momento, sua prioridade é a própria campanha à reeleição e o apoio à candidatura de Pivetta.

Dilmar também demonstrou confiança no desempenho do União Brasil na eleição para deputado estadual. Na avaliação dele, o partido tem condições de eleger pelo menos dois parlamentares para a Assembleia Legislativa.

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O deputado citou, além do próprio nome, os ex-deputados Júlio Campos e Sebastião Rezende como candidatos competitivos e afirmou acreditar que a legenda pode ultrapassar a marca de 150 mil votos.

“Eu acho que nós três temos chance. Com toda certeza, acredito que conseguimos eleger dois deputados estaduais”, declarou.

Dilmar, porém, lamentou o fato de o União Brasil ter lançado apenas nove candidatos à Assembleia Legislativa. Segundo ele, cinco dos nomes que integram a chapa foram convidados pelo próprio parlamentar.

Ao falar sobre sua expectativa pessoal, o deputado afirmou que trabalha para ultrapassar os 50 mil votos e aposta no trabalho realizado fora do período eleitoral como um dos principais diferenciais da campanha.

“Eu não faço política só na eleição. Terminou a eleição, no dia seguinte eu estou trabalhando, atendendo e visitando os municípios. Eu conheço a realidade das comunidades, dos distritos e dos municípios de Mato Grosso”, afirmou.

Dilmar destacou ainda municípios como Santa Carmem, Vera, União do Sul, Cláudia, Marcelândia e Feliz Natal, onde espera ampliar a votação conquistada em eleições anteriores.

“Estou trabalhando para fazer acima de 50 mil votos, mas acredito que existe espaço para crescer”, concluiu.

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“R$ 2,9 milhões é muita coisa”, aponta força de Nilson Leitão no Fundo Eleitoral

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Federação já distribuiu R$ 6,4 milhões aos candidatos a deputado federal em Mato Grosso; Fábio Garcia e Virginia Mendes receberam R$ 1 milhão cada

O ex-deputado federal Nilson Leitão (PP) recebeu R$ 2,9 milhões da Federação União Progressista Nacional para financiar sua campanha a deputado federal por Mato Grosso nas eleições de 2026. O valor é o maior repasse feito até o momento pela federação entre os candidatos que disputam uma vaga na Câmara dos Deputados pelo estado.

O montante destinado a Leitão representa quase metade dos R$ 6,432 milhões distribuídos pela federação em Mato Grosso. Os dados constam no DivulgaCand, sistema da Justiça Eleitoral que reúne informações sobre candidaturas e prestação de contas.

Na sequência aparecem o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) e a ex-primeira-dama de Mato Grosso Virginia Mendes (União Brasil), que receberam R$ 1 milhão cada para suas campanhas.

Também pelo União Brasil, a ex-vereadora de Juara Sandy Paula recebeu R$ 500 mil, enquanto o vice-prefeito de Tangará da Serra, Eduardo Sanchez, foi contemplado com R$ 432,9 mil.

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Entre os candidatos do Progressistas, a vereadora de Cáceres Magaly da Silva recebeu R$ 600 mil. Já o ex-deputado federal Victório Galli ainda não registra repasses do Fundo Eleitoral.

Somados, os quatro candidatos do União Brasil receberam aproximadamente R$ 2,9 milhões. No Progressistas, dois dos três candidatos já aparecem com R$ 3,5 milhões em recursos distribuídos.

O valor recebido por Nilson Leitão também chama atenção porque se aproxima do limite de gastos estabelecido pela Justiça Eleitoral para cada candidatura a deputado federal. O teto para a disputa em 2026 é de R$ 3,1 milhões.

Com o repasse de R$ 2,9 milhões, Leitão já recebeu o equivalente a cerca de 94% do limite de despesas permitido para sua campanha ao Congresso Nacional.

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