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MORTE NO TRÂNSITO

Juiz mantém preso motorista de BMW que matou motociclista e fugiu após acidente

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Hercílio Junio Freitas Cordeiro estava sem CNH e dirigia a 177 km/h antes da colisão que matou Paulo Messias Simão Costa

O juiz Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, da 13ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a prisão preventiva do motorista da BMW Hercílio Junio Freitas Cordeiro, de 22 anos, suspeito de envolvimento em dois atropelamentos, sendo um deles fatal. A decisão ocorreu após audiência de custódia realizada neste sábado (5).

Segundo a assessoria da Corregedoria do Tribunal de Justiça, o magistrado verificou que o mandado foi cumprido regularmente e não encontrou ilegalidades. Hercílio permanece preso, enquanto um eventual pedido de revogação da prisão preventiva será analisado pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá, responsável pelo processo.

O motociclista Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos, morreu após ser atingido pela BMW na madrugada do último domingo (30). O investigado não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e, segundo a apuração, foi flagrado a 177 km/h minutos antes da colisão fatal.

O registro foi feito às 0h45 por um radar da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), no cruzamento da Avenida Isaac Póvoas com a Rua Barão de Melgaço. No trecho, o limite de velocidade é de 50 km/h.

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Hercílio havia se apresentado na Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran) na quinta-feira (3), mas não prestou depoimento e foi liberado. Na sexta-feira (4), voltou à unidade acompanhado de advogado e dois seguranças, prestou depoimento e novamente deixou o local pela porta da frente. A prisão ocorreu na manhã seguinte.

Conforme o boletim de ocorrência, antes dos atropelamentos, o jovem estava em uma casa noturna e teria ingerido bebida alcoólica. Após uma confusão no estabelecimento, foi retirado pelos seguranças e deixou o local conduzindo uma BMW azul.

Por volta das 5h, ele se envolveu no primeiro acidente, no cruzamento da Avenida Isaac Póvoas com a Avenida Presidente Marques. A BMW atingiu uma motocicleta e o condutor, de 22 anos, foi arremessado e sofreu ferimentos no tornozelo e no braço direito, além de danos materiais.

O motorista não parou para prestar socorro e seguiu pela Avenida Isaac Póvoas. No cruzamento com a Rua Joaquim Murtinho, atingiu outra motocicleta, conduzida por Paulo Messias. Com a força da batida, o jovem morreu ainda no local.

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Após a segunda colisão, Hercílio continuou dirigindo até abandonar a BMW em frente ao Hospital Municipal Santa Casa. Em seguida, fugiu a pé. O veículo foi apreendido e encaminhado ao pátio da Semob.

A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias dos dois atropelamentos.

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Justiça

Land Rover estava a 97 km/h quando matou criança de 4 anos

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Gabriel Dombski Welter dirigia acima do limite da Avenida Blumenau quando atingiu o Fiat Palio onde estava Gabriel Gustavo, de 4 anos

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu que a Land Rover conduzida por Gabriel Dombski Welter trafegava a 96,899 km/h no trecho imediatamente anterior à colisão que matou Gabriel Gustavo dos Santos Fontoura, de 4 anos, em Sorriso (420 km de Cuiabá).

O acidente aconteceu na noite de 12 de julho, na Avenida Blumenau. Gabriel estava no banco traseiro de um Fiat Palio conduzido pelo pai quando o veículo foi atingido na traseira pela Land Rover. A colisão foi registrada por câmeras de segurança.

Segundo o laudo, o limite de velocidade permitido na avenida varia entre 30 km/h e 40 km/h, conforme o trecho. A via possui equipamentos de fiscalização eletrônica instalados entre lombadas e radares.

A perícia calculou que a velocidade média do veículo antes da batida ficou entre 96,554 km/h e 97,244 km/h, considerando o intervalo de confiança de 95%.

Gabriel Dombski Welter foi preso em flagrante após o acidente. Durante a audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva.

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De acordo com a Polícia Militar, o motorista estava embriagado e tinha a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa) por embriaguez ao volante.

O laudo da Politec passa a integrar a investigação que apura as circunstâncias do acidente e a responsabilidade pela morte da criança.

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