Várzea Grande
Feira da Agricultura Familiar em Várzea Grande fortalece pequenos produtores e valoriza produtos naturais da região
Desde dezembro de 2022, Várzea Grande realiza mensalmente a Feira da Agricultura Familiar, um evento que reúne pequenos produtores rurais do município e de Nossa Senhora do Livramento. A feira, que acontece no Paço Municipal da Prefeitura de Várzea Grande, proporciona uma oportunidade única para os moradores adquirirem frutas, verduras, legumes, alimentos agroindustriais, artesanatos e, especialmente, produtos naturais oriundos da região.
Um dos destaques é a produtora rural dona Odilma Gabriel Maquiana, que utiliza os recursos naturais da mata local para fabricar garrafadas, pomadas, sabonetes, xaropes e outros produtos medicinais.
A Prefeitura de Várzea Grande, através da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS), desempenha um papel fundamental no sucesso da Feira da Agricultura Familiar. Um dos resultados notáveis desse apoio é a conquista da certificação do curso de “Identificação e Uso de Plantas Medicinais” pelo Senar, que possibilitou a dona Odilma e outros pequenos produtores a manipular produtos naturais para comercialização.
Esse incentivo tem fortalecido a agricultura familiar no município e aberto novas perspectivas para o pequeno produtor, como explica o prefeito Kalil Baracat: “Estamos muito felizes com o sucesso da Feira da Agricultura Familiar. É gratificante ver a dedicação dos pequenos produtores rurais e o reconhecimento do público por produtos tão especiais e sustentáveis. Acreditamos no potencial da agricultura familiar e continuaremos apoiando iniciativas como essa que promovam o desenvolvimento sustentável em nossa cidade”.
“A Feira da Agricultura Familiar é fruto de uma parceria sólida entre a Prefeitura de Várzea Grande, o SENAR de Mato Grosso e o Governo do Estado. Com cursos de capacitação gratuitos e o fornecimento de equipamentos agrícolas e insumos, estamos criando condições para que nossos produtores rurais prosperem e ofereçam produtos de qualidade aos consumidores”, destacou o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Jean Lucas Teixeira de Carvalho.
A Feira da Agricultura Familiar não só oferece uma nova opção de compra para os moradores de Várzea Grande, mas também se tornou uma vitrine para os resultados dos esforços dos pequenos produtores rurais. Com o suporte dos cursos de capacitação do SENAR e do apoio governamental, eles apresentam ao público uma diversidade de produtos de alta qualidade. Além disso, a feira contribui para o fomento da economia local, incentivando o comércio de alimentos orgânicos e de origem animal com registro no Serviço de Inspeção Municipal.
“Ver a Feira da Agricultura Familiar crescendo mês a mês é motivo de orgulho para todos nós. Acredito que a união entre os pequenos produtores e o apoio governamental é essencial para o fortalecimento da agricultura familiar. Além disso, essa iniciativa ajuda a preservar nossa cultura e valorizar os produtos naturais da região do Formigueiro e outras regiões circunvizinhas”, explica o Coordenador de Desenvolvimento Rural Sustentável, Jhonattan Ferreira.
“A Feira da Agricultura Familiar em Várzea Grande é uma iniciativa que demonstra o compromisso da gestão em apoiar e fortalecer a agricultura familiar no município. Produtores como dona Odilma Gabriel Maquiana encontram na feira uma oportunidade para comercializar seus produtos naturais, valorizando a cultura local e promovendo o desenvolvimento sustentável. A presença dos moradores e visitantes na feira é essencial para o sucesso desse projeto, que une a produção rural com a valorização dos recursos naturais da região”, conclui o secretário Jean Lucas.
Confira as datas das próximas edições da Feira da Agricultura Familiar:
06/09 – Quarta-feira (Quinta é feriado);
05/10 – Quinta-feira;
01/11 – Quarta-feira (Quinta é feriado);
07/12 – Quinta-feira.
Várzea Grande
Zoonoses de Várzea Grande faz alerta para alta de casos positivos e pede atenção da população aos sinais da doença
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Várzea Grande sempre foi uma região considerada endêmica para a Leishmaniose Visceral Canina (LVC), uma doença de caráter zoonótico causada por um protozoário do gênero Leishimania, transmitida pela picada do mosquito-palha e portanto afetando tanto humanos quanto animais. Não passa diretamente de uma pessoa para outra, no entanto, começa silenciosa e justamente por isso, vai se proliferando por meio do ataque dos mosquitos palhas, pois precisa do mosquito Lutzomyia longipalpis e outras espécies do gênero para disseminação da doença.
No ambiente urbano, o cão atua como o principal reservatório do protozoário. Portanto, o aumento de casos nos animais eleva diretamente o risco de contágio para os seres humanos.
Como explica o Médico Veterinário e Responsável Técnico do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ VG), Luciano Miranda, a pressão da doença no Município deixa as autoridades em Saúde Pública sempre em alerta. “Somente neste ano, de janeiro a junho, já registramos quase 500 testes realizados em animais suspeitos de LVC em Várzea Grande. Uma das explicações para alta incidência está no avanço do desmatamento urbano, com as habitações e a circulação de pessoas avançando cada vez mais nessas regiões. Um exemplo dessa realidade no Município é a região do Jardim Maringá, em plena expansão, e concidentemente tendio um aumento de sua incidência nessa região.
Apesar do bairro ser destaque nesse mapeamento, o Médico Veterinário faz questão de ressaltar que a doença não pode mais ser ‘marginalizada’, pois já se encontram casos de cães positivos que vivem com seus tutores em apartamentos. Essa constatação só reforça o sinal de alerta para a prevenção e cuidados com nossos pets”.
SINAIS DE ALERTA – O Dr. Luciano chama à atenção para sintomas clássicos como o emagrecimento sem sentido algum, onde o animal muitas vezes está comendo bem, porém o pet nunca engorda e fica na situação cada vez mais de emagrecimento. Isso porque provavelmente a doença já atingiu fígado, o baço, que são um dos órgãos mais acometidos pela doença. No geral o animal come, mas o fígado atacado e inflamado, não consegue atuar de forma normal em seu auxílio à digestão, levando ao emagrecimento progressivo. Além do emagrecimento, existem as feridinhas, queda de pelos, etc onde essas feridas acabam por nunca se cicatrizarem, principalmente em extremidades de focinho e pavilhão auricular, etc. Em relação à crença de que unhas compridas são sinal de leishmaniose, Miranda esclarece que nem sempre essa observação é o suficiente para se condenar um animalzinho, pois fatores externos, como o piso liso farão com que o cãozinho não tenha o desfaste de suas unhas. Aí existem pessoas que por causa da unha trazem o cãozinho no CCZ para eutanásia”.
Sobre a eutanásia, ela só é feita no CCZ VG quando há comprovação do diagnóstico da doença, conforme determinação do Ministério da Saúde. “O diagnóstico é essencial, pois hão doenças que parecem ser a leishmaniose sendo confundidas com a mesma, daí sendo interessante fazermos os testes diagnósticos para a comprovação ou não da doença. Dentre doenças que podem ser confundidas com a Leishimaniose, temos
doenças bacterianas, fúngicas, doenças auto imunes e até mesmo a sarna. “Infelizmente a população muitas vezes chega aqui impondo eutanásia no animal sem qualquer comprovação. Diante da nossa negativa em relação ao sacrifício, há agressões com palavras e ameaças de todo tipo”, lamenta.
Em caso de suspeita, o tutor pode levar o animalzinho até o CCZ VG para realizar a testagem e confirmação ou não da doença. O CCZ diariamente realiza o teste de triagem dos casos suspeitos sendo o diagnóstico final realizado pelo laboratório do Estado (Lacen), necessitando assim da comprovação de todos os testes citados para a comprovação da doença.
“A população em geral precisa entender que cachorro com excesso de carrapatos, cachorro com viroses como Parvovirose e Cinomose não são casos de atendimento do CCZ por não se tratarem de zoonoses. Nós não somos centro de descarte de animais. Somos um centro de controle e prevenção de zoonoses”, desabafa o Responsável Técnico.
MANEJO – A equipe veterinária do setor de monitoramento de zoonoses reforça que os números refletem uma urgência de mobilização social. “Precisamos que a população entenda que o combate ao vetor é a única forma de interromper essa cadeia de transmissão e esse combate é o mesmo que vale para o Aedes aegypti”, reforça o Médico Veterinário.
Como não há campanhas públicas de vacinação em massa contra a leishmaniose voltadas para animais, as diretrizes do Ministério da Saúde focam no manejo ambiental e na proteção individual dos cães. A recomendação técnica principal foca no uso de barreiras químicas e físicas.
“O uso contínuo de coleiras repelentes à base de deltametrina e a limpeza rigorosa de quintais, eliminando folhas e frutos caídos (matéria úmida) são no entanto as únicas barreiras eficientes para proteger as famílias e os pets”, completa.
SERVIÇO – Os moradores que precisarem realizar testes em seus animais ou denunciar focos de alta infestação podem entrar em contato com o CCZ de Várzea Grande em horário comercial, localizado na Rua 42, Bairro Jardim Paiaguás I, ou, pelo (65) 98476-5719.
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