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Cidades

Povos do Parque Indígena do Xingu vão ter acesso à energia por meio de placas solares

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Povos do Parque Indígena do Xingu vão ter fornecimento de energia elétrica por meio de geração solar mesmo à noite. A frase soa estranha em um primeiro momento. Mas é sim possível por meio da tecnologia de armazenamento utilizando baterias. Sistemas fotovoltaicos estão sendo instalados na região por meio do programa federal Mais Luz Pra Amazônia e que leva energia aos lugares isolados nos estados que compõem a Amazônia Legal Brasileira.

Em Mato Grosso o programa é coordenado pela Energisa e já atendeu mais de 400 famílias, incluindo o Pantanal, com um investimento de R$ 16,5 milhões. “Essa tecnologia é importante porque chega em regiões onde haveriam limitações físicas pra passar com a rede convencional, principalmente ambientais. Ela foi desenvolvida inicialmente por meio do programa ‘Ilumina Pantanal’ e agora está chegando a todos os ribeirinhos, povos originários do Xingu, entre outras aldeias,” destacou Marcelo Pazoti, gerente de construção, manutenção e distribuição da Energisa.

O sistema implantado pela Energisa usa placas solares conectadas a baterias que podem abastecer as moradias durante o dia e a noite ou até mesmo em dias chuvosos, atendendo a equipamentos que geram conforto as comunidades como geladeira, rádios de comunicação, celulares, televisores e ventiladores.

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O primeiro a receber a instalação no Pantanal mato-grossense foi o caseiro Paulo Rogério da Silva, que mora em Poconé e só ligava o gerador a cada dois dias por 3 horas, por causa do alto custo do diesel. “Para deixar a geladeira ligada a noite toda, eu gastaria de 20 a 30 litros de diesel, que eu pagava R$ 7 o litro. Então, ficaria muito caro para mim”, conta.

Com a instalação das placas solares, os brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) passaram a acompanhar o sistema em tempo real. “Assim, é possível enviar a equipe mais rápido para combater o fogo”, conta a agente administrativa do ICMBio Zilma Pereira Silva de Oliveira.

Na Terra Indígena Guató, que fica na borda do Pantanal, sessenta e oito indígenas foram contemplados. A moradora da Aldeia Aterradinho, Karine Alves de Arruda, afirma que a vida dela mudou com o acesso à energia. “Agora temos luz, ventilador para dormir fresquinho, geladeira para congelar o peixe”, diz Karine.

Energia no Xingu

O Parque Indígena do Xingu é considerado a maior e uma das mais famosas reservas do gênero no mundo, criado em 1961. Atualmente vivem na área cerca de 5.500 indígenas de quatorze etnias diferentes. Mais de mil famílias serão atendidas pela Energisa, com a instalação das placas solares juntamente com baterias.

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O coordenador de construção e manutenção da Energisa Ricardo Rubira explica que a geração ocorre por conta dos raios solares e, não, pelo calor do sol. “Em dias com menos sol, a eficiência pode diminuir, mas para isso que existem as baterias. Elas armazenam a energia que foi excedente durante o dia. A mesma regra vale para a noite e dias chuvosos”, explica o coordenador.

Além de informações básicas dos cuidados neste período, os consumidores também receberam dicas de consumo. “Nosso papel não é apenas distribuir energia elétrica, mas levar oportunidades de desenvolvimento social e econômico, resultando em inclusão, sustentabilidade, cidadania e bem-estar para nossos clientes”, complementa Ricardo.

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Várzea Grande

Projetos do Executivo estão parados desde 2025 e aguardam votação na Câmara de Várzea Grande

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Ao todo, 17 projetos de lei encaminhados pelo Poder Executivo à Câmara Municipal ainda aguardam votação dos vereadores de Várzea Grande. Entre as propostas pendentes estão matérias protocoladas desde 2025, que permanecem sem deliberação do Legislativo.

Entre os projetos que ainda aguardam análise, quatro foram protocolados em 2025. O mais antigo deles foi apresentado em 8 de agosto daquele ano e trata da criação do Fundo de Desenvolvimento do Sistema de Gestão de Pessoas do Município de Várzea Grande.

A proposta busca instituir um fundo destinado ao desenvolvimento das políticas de gestão de pessoas no município. O projeto permanece entre as matérias encaminhadas pelo Executivo que dependem de análise e votação do Legislativo municipal.

Também está pendente o projeto que autoriza Várzea Grande a aderir ao Consórcio Interfederativo de Compras Públicas do Estado de Mato Grosso (CINCOP-MT). A iniciativa prevê a participação do município em uma estrutura de compras públicas compartilhadas, com o objetivo de ampliar a cooperação entre os entes públicos.

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Outro projeto encaminhado ainda em 2025 altera a Lei nº 5.386/2025, adequando normas relacionadas à Política Municipal de Assistência Social e ao Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS). A proposta também permanece entre as matérias que aguardam deliberação da Câmara.

Entre os projetos mais recentes está a proposta que institui o Polo Tecnológico e de Inovação de Várzea Grande (PIT-VG). O texto estabelece a área de implantação do polo, define critérios para o credenciamento de empresas de tecnologia e inovação, disciplina sua gestão e prevê a possibilidade de concessão de incentivos fiscais.

Na área ambiental, outro projeto prevê a criação do Parque Natural Municipal Bernardo Berneck. A proposta foi encaminhada ao Legislativo e consta entre as matérias que aguardam deliberação.

A relação inclui ainda um projeto voltado à segurança alimentar e nutricional. A proposta institui a Câmara Intersetorial Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN/VG) e cria o Fundo Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Várzea Grande (FUMSEA/VG), além de tratar da organização do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (COMSEA/VG).

Os projetos abrangem diferentes áreas da administração pública, envolvendo políticas de gestão de pessoas, assistência social, desenvolvimento econômico, inovação, meio ambiente e segurança alimentar.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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