Cuiabá
BCG não é mais fabricada no Brasil e a oferta do imunizante não é suficiente para atender a demanda em Cuiabá
As quatro Regionais de saúde de Cuiabá, Norte, Sul, Leste e Oeste ainda dispõem da vacina BCG para vacinação de recém nascidos. No entanto, é uma unidade de saúde em cada pólo regional e com data exata para vacinação como meio de evitar o desperdício do imunizante. A falta da vacina é uma realidade que afeta todo o país em consequência da importação da mesma.
“O Ministério da Saúde não está mais produzindo a BCG, que agora está sendo importada e o laboratório também está com dificuldade para entregar quantidades maiores. O município de Cuiabá está recebendo pouquíssimas doses, não dá para atender toda a demanda. Dispomos de unidades em cada Regional, com dias certos da semana para aplicar a dose ”, explicou a coordenadora de Vigilância Epidemiológica Valéria de Oliveira.
A BCG é um imunizante usado para combater a Tuberculose (TB) e indicada para crianças de 0 a menor de cinco anos. É a primeira vacina da criança e, portanto, aplicada em bebês recém nascidos. Pode ser aplicada em criança até a idade de 4 anos, 11 meses e 29 dias caso não tenha sido vacinada anteriormente.
Na Regional Sul (UBS Tijucal) e na Regional Norte (Clínica da Família CPA I), a BCG é aplicada nas segundas-feiras das 9h às 15h. Na Regional Oeste (UBS Cidade Verde), na quarta-feira das 9h às 15h e na Regional Leste (UBS Pico do Amor), na sexta-feira das 13h às 17h. Fora desses locais não há disponibilidade da BCG.
A situação de Cuiabá é semelhante no restante do país, onde os órgãos de saúde foram orientados pelo Ministério da Saúde a usar com moderação para não perder dose. “Não depende do município, mas exclusivamente do Ministério da Saúde, que teria que aumentar o número de doses distribuídas. Mas, no momento, não é possível porque depende do fornecedor externo, uma vez que a BCG não é mais produzida no Brasil”, frisou Valéria.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT
Cuiabá
Cuiabá registra queda de 88,39% nos casos de Covid-19, enquanto influenza segue em alta
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), publicou o Boletim Epidemiológico de Vigilância dos Vírus Respiratórios, com dados das semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2026, período de 4 de janeiro a 25 de julho. O levantamento mostra expressiva redução nos casos de Covid-19 em comparação com o mesmo período do ano passado, ao mesmo tempo em que registra aumento das notificações de influenza A e B, comportamento esperado para esta época do ano. O boletim foi divulgado na sexta-feira (31).
De acordo com o boletim, foram registrados 121 casos de Covid-19 em Cuiabá, sendo 96 em moradores da capital e 25 em pessoas de outros municípios. No período, foram confirmados cinco óbitos pela doença, dos quais dois eram residentes de Cuiabá e três de outras cidades. A taxa de mortalidade entre moradores da capital permaneceu classificada como muito baixa, com 0,29 óbito por 100 mil habitantes.
Na comparação com as semanas epidemiológicas 1 a 29 de 2025, quando foram notificadas 1.043 ocorrências da doença, Cuiabá apresentou redução de 88,39% nos casos de Covid-19.
Em contrapartida, o boletim aponta crescimento das notificações de influenza A e B. Foram contabilizados 2.386 casos no período, sendo 1.858 entre residentes de Cuiabá e 528 em pacientes de outros municípios. Também foram confirmados 21 óbitos relacionados à influenza, dos quais 16 ocorreram entre moradores da capital.
O aumento representa crescimento de 74,95% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 1.062 casos entre residentes. Segundo a Vigilância Epidemiológica, o cenário pode ser explicado pela maior circulação dos vírus respiratórios, pela baixa cobertura vacinal e pela ampliação da oferta de exames em 2026. O boletim ressalta ainda que boa parte das notificações é proveniente da rede privada de saúde.
Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacina contra a influenza está disponível nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá. A imunização é destinada aos grupos prioritários, que incluem idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e professores. A vacinação é a principal forma de prevenção contra as complicações provocadas pelo vírus e contribui para reduzir internações e óbitos.
As crianças de até 6 anos continuam sendo o grupo mais afetado pela influenza, com 966 casos registrados. Em seguida aparecem pessoas de 15 a 59 anos, com 673 casos, e crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, com 572 notificações. Entre idosos com 60 anos ou mais, foram registrados 175 casos.
O levantamento também traz informações sobre os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre as semanas epidemiológicas 1 e 29, foram registrados 1.463 casos hospitalizados, dos quais 1.043 eram residentes de Cuiabá. Desse total, 970 pacientes receberam alta hospitalar, 373 permaneciam em investigação e foram contabilizados 120 óbitos.
Em relação às internações por Covid-19, foram registrados 27 casos de SRAG, com cinco óbitos. Já a influenza foi responsável por 332 internações por SRAG, resultando em 21 mortes, sendo 16 entre moradores de Cuiabá. A maioria dos óbitos ocorreu entre idosos com mais de 60 anos.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que pessoas com sintomas gripais mantenham os cuidados para evitar a transmissão dos vírus respiratórios, como higienizar frequentemente as mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar e procurar atendimento médico em caso de sinais de agravamento, como falta de ar, febre persistente e dificuldade para respirar. A população pertencente aos grupos prioritários também deve aproveitar a disponibilidade da vacina nas USFs para garantir proteção contra a influenza.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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