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Saúde

Saúde Digital realizou 438 mil telediagnósticos até março de 2025

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O programa Saúde Digital Mato Grosso, da Secretaria de Estado de Saúde (SES), teve 438.270 telediagnósticos entre fevereiro de 2018 e março de 2025 em Mato Grosso. Os dados da SES apontam que foram realizados 430.235 laudos de tele-eletrocardiografia (Tele-ECG), 3.688 de tele-espirometria, 2.149 de teledermatologia, 469 de tele-estomatologia, 279 de teleretinografia e 1.450 de teleraio-X.

De dezembro de 2023 a dezembro de 2024, também foram realizadas 1.298 teleconsultorias, em que os profissionais da Atenção Primária podem sanar dúvidas com médicos especialistas via mensagem de texto, e 6.862 teleinterconsultas, modalidade de consulta triangulada por vídeo em que o paciente é atendido virtualmente pelo médico especialista, tendo um profissional da Unidade Básica de Saúde como mediador.

Apesar de existir desde 2013 como Telessaúde, o programa evoluiu ao agregar, a partir de 2023, novas tecnologias e ampliar a gama de serviços de saúde, sendo integralmente disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Além dos bons resultados, somente em 2023 e 2024, os atendimentos digitais já possibilitaram a economia de aproximadamente R$ 23 milhões aos cofres públicos, notada sobretudo com o transporte de pacientes.

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O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, destacou os benefícios do programa, principalmente devido ao acesso facilitado do cidadão às avaliações de médicos especialistas.

“O Saúde Digital traz comodidade e conforto ao paciente, que não precisa se deslocar centenas de quilômetros para realizar um exame cardiológico, por exemplo, mas também gera uma economicidade para a gestão pública, que pode investir o valor economizado em outros serviços de saúde”, avalia.

Nova plataforma

A SES lançou uma nova Plataforma Web Funcional (telessaudemt.com.br) na última reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), em 10 de abril. A ferramenta teve um investimento de R$ 2,5 milhões.

Segundo a gestora da Saúde Digital, Vânia Berti, esse novo sistema foi disponibilizado para os 1.066 estabelecimentos de saúde da Atenção Primária com o objetivo de melhorar os atendimentos na saúde pública estadual através dos serviços de telessaúde.

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“Foi desenvolvido com um layout de fácil utilização, possibilitando uma gestão otimizada para cada município, com possibilidade de faturamento no formato BPA [Boletim de Produção Ambulatorial] e interoperabilidade com os sistemas estaduais, federais e privados, nos casos de contratualização dos municípios com empresas privadas”, explicou.

Com 35 especialidades cobertas por 38 médicos especialistas e 1.500 profissionais da Atenção Primária cadastrados e aptos a utilizar a plataforma, o programa não se limita apenas aos seis telediagnósticos e às teleconsultas ofertadas aos 142 municípios do Estado, mas também oferece webaulas para aprimorar a capacitação dos profissionais de saúde.

O Saúde Digital ainda tem os projetos Ambulatório Digital de Saúde Mental, o MT sem AVC, o Saúde no Cárcere e o Proadi-SUS.

Fonte: Governo MT – MT

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Saúde

Anvisa proíbe lotes irregulares de medicamento para esclerose múltipla

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Resolução foi publicada no Diário Oficial da União

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de dois lotes do medicamento Ocrevus (ocrelizumabe) 300 mg/10 ml. Os lotes são o H7953B14 e o H7953B06. A resolução foi publicada nesta sexta-feira (25) no Diário Oficial da União.

O Ocrevus teve o registro aprovado pela Anvisa em 2022 e é indicado para tratamento de pacientes com as formas recorrentes de esclerose múltipla e esclerose múltipla progressiva primária.

Em nota, a Anvisa informou que os produtos foram distribuídos em julho pela Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda. e que a empresa não está autorizada a atuar no mercado farmacêutico, incluindo o ato de distribuir, comercializar ou importar medicamentos.

A chamada Autorização de Funcionamento (AFE) da empresa, de acordo com a agência, está inativa desde outubro de 2025.

“Apesar de os produtos terem sido regularmente fabricados pela empresa detentora do registro do medicamento, esses lotes eram destinados a outros países e não ao Brasil”, informou a nota.

“Dessa forma, não é possível garantir que tenham sido mantidas as condições sanitárias necessárias à conservação e à integridade do medicamento ao longo de toda a cadeia de distribuição até sua entrada no país, ocorrida de forma irregular”, completou.

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Além da apreensão dos lotes, a medida proíbe o armazenamento, a venda, a distribuição, a exportação, a importação, a propaganda e o transporte do produto. 

“Somente os dois lotes estão proibidos por terem origem irregular”, reforçou a Anvisa.

Falsificação

Ainda de acordo com a agência, a empresa Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda já havia sido autuada por causa da distribuição de medicamentos falsificados. “Na ocasião, o caso foi encaminhado às autoridades policiais”.

A Agência Brasil entrou em contato com a Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda. e aguarda posicionamento.

Medicamentos manipulados

A resolução da Anvisa também determina o recolhimento de todos os medicamentos manipulados estéreis produzidos pela empresa ICT Farmacêutica Ltda. no período de 31 de agosto a 2 de setembro de 2026. A medida suspende a venda, distribuição, manipulação e  divulgação dos produtos.

“Foram constatadas deficiências críticas nas instalações, utilidades, qualificação de sistemas, monitoramento ambiental, processos assépticos, validação de esterilização, filtração esterilizante, integridade de recipientes e sistema de garantia da qualidade, comprometendo a garantia da esterilidade, qualidade, segurança e eficácia das preparações manipuladas”, informou a nota.

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A Agência Brasil entrou em contato com a ICT Farmacêutica Ltda. e aguarda posicionamento.

Em nota, a Roche Farma Brasil, dona do medicamento, esclarece que as unidades, identificadas em idioma estrangeiro, não têm a distribuição reconhecida pela empresa. 

Segundo a Roche, a empresa não tem nenhuma relação comercial ou vínculo de distribuição autorizado com a LAF Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda.

“Vale ressaltar que não há qualquer apontamento relacionado à qualidade ou à segurança de Ocrevus (ocrelizumabe) regularmente importados pela Roche Farma Brasil e distribuídos por meio de sua cadeia de distribuição autorizada e formalmente estabelecida no país. As unidades mencionadas pela Anvisa referem-se exclusivamente aos lotes citados, cuja importação e distribuição foram realizadas pela LAF Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda, a qual não faz parte da cadeia de distribuição qualificada pela Roche. Ressalta-se que a importação de qualquer unidade pertencente a esses lotes para o território nacional ocorreu sem a aprovação da Roche, na condição de detentora do registro”, diz comunicado.

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