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OPERAÇÃO HERITAGE

Medeiros questiona data da Operação Heritage: “É muita coincidência para ser só coincidência”

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Parlamentar afirma que operação ocorreu no mesmo dia do registro das candidaturas e diz que ações durante a campanha podem afetar coligações

O deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) questionou o momento escolhido para a deflagração da Operação Heritage, realizada na mesma data em que os candidatos formalizaram o registro de suas chapas na Justiça Eleitoral.

Embora Mauro Mendes (União) seja seu adversário direto na disputa pelo Senado, Medeiros afirmou que a proximidade entre a operação e o registro das candidaturas levanta dúvidas sobre o momento escolhido para a ação policial.

“Em que pese ser meu adversário, é uma operação no dia do registro das candidaturas. É muita coincidência para ser só coincidência”, declarou.

Na avaliação do candidato, ações policiais deflagradas durante o período eleitoral podem gerar impactos que vão além da esfera individual dos investigados. Segundo Medeiros, os efeitos podem atingir toda a coligação, além dos partidos e demais candidatos aliados.

O parlamentar argumentou que uma operação realizada durante a campanha pode interferir diretamente no cenário eleitoral, especialmente quando envolve nomes que ocupam posições de destaque nas chapas e grupos políticos.

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Diante disso, Medeiros defendeu que seja estabelecido um limite temporal para a realização de determinadas intervenções policiais durante o período eleitoral. Para ele, a definição de regras mais claras poderia garantir maior previsibilidade e segurança jurídica aos candidatos e partidos.

A Operação Heritage atingiu aliados do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), entre eles Mauro Mendes, Fábio Garcia (União) e Mauro Carvalho. Os desdobramentos da investigação também provocaram mudanças na composição da chapa governista para as eleições deste ano.

Mesmo sendo adversário político de Mendes, Medeiros afirmou que a questão levantada por ele está relacionada ao momento da operação e aos possíveis reflexos eleitorais, e não a uma defesa dos investigados ou a uma contestação do trabalho das autoridades responsáveis pela investigação.

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Política MT

ALMT e TRE lançam campanha para combater desinformação nas eleições de 2026

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Em um período marcado pela rápida circulação de conteúdos nas redes sociais e aplicativos de mensagens, identificar informações falsas, manipuladas ou retiradas de contexto se tornou um dos desafios enfrentados pelos eleitores. Para ajudá-los a reconhecer esse tipo de conteúdo e verificar as informações antes de compartilhá-las, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) desenvolveram uma campanha de educação midiática e combate à desinformação para as eleições gerais de 2026.

A iniciativa integra Acordo de Cooperação Técnica firmado entre as duas instituições. O documento prevê ações educativas, informativas e de utilidade pública para o enfrentamento da desinformação, a orientação do eleitorado e a divulgação de informações sobre o processo eleitoral.

A campanha, lançada nesta semana, corresponde à segunda etapa do projeto Comunicação Cidadã – Eleições Gerais 2026 e reúne VT de 60 segundos, spots de rádio, anúncios para jornal e revista, banners, carrosséis e vídeos para redes sociais. Na primeira etapa, realizada em abril, o objetivo foi alertar os eleitores sobre o fim do prazo para emissão, transferência ou regularização do título de eleitor.

Construção da mensagem – Noemia Almeida, gerente de Marketing da ALMT, explica que a ação foi construída a partir de situações comuns no ambiente digital, como uma fala verdadeira retirada de contexto, uma imagem antiga apresentada como atual, um título exagerado ou um conteúdo manipulado por inteligência artificial.

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“A partir dessas situações, foi desenvolvido o conceito ‘A verdade recortada’, que busca mostrar como uma informação pode perder o sentido original quando apresentada de forma parcial”, conta.

Foto: GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Segundo a gerente, um dos principais desafios foi transformar um tema complexo em uma comunicação simples e próxima da realidade das pessoas.

“A estratégia busca orientar sem responsabilizar ou acusar o cidadão, estimulando o pensamento crítico e a checagem das informações antes do compartilhamento”, acrescenta.

Do celular à urna – Entre os temas abordados nas peças estão pesquisas eleitorais, informações falsas sobre a urna e o local de votação, além de conteúdos antigos ou manipulados apresentados como atuais.

A inteligência artificial também ocupa espaço importante. Um dos materiais trata das deepfakes e de outras formas de manipulação digital capazes de reproduzir rostos e vozes com grande semelhança. Nesses casos, a orientação é desconfiar de conteúdos que provoquem reação imediata e verificar sua origem antes de compartilhar.

Para Daniel Dino, assessor de Comunicação Social do TRE-MT, “mais importante do que transformar o cidadão em especialista em tecnologia é estimular o hábito da checagem”. Segundo ele, a campanha orienta o público a observar quem produziu o conteúdo, verificar se há uma fonte identificada, procurar a mesma informação em veículos confiáveis e recorrer aos canais oficiais quando o assunto envolver a Justiça Eleitoral.

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Dino explica que a campanha também leva em conta a forma como a desinformação circula nas redes sociais e nos grupos de mensagens, onde conteúdos podem alcançar muitas pessoas rapidamente. Segundo ele, uma das abordagens adotadas é o chamado prebunking, que busca mostrar antecipadamente ao público algumas das técnicas usadas para produzir e disseminar desinformação.

Atuação conjunta – A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, afirma que o combate à desinformação está diretamente relacionado à liberdade de escolha do eleitor. Para ela, o voto livre pressupõe que cada pessoa possa formar sua convicção com base em informações corretas e confiáveis.

“O combate à desinformação não é apenas uma questão de comunicação, mas também de proteção da própria democracia”, diz.

Na avaliação da presidente, a parceria amplia a capacidade de diálogo com a população ao unir a informação técnica da Justiça Eleitoral à estrutura de comunicação da Assembleia, que conta com televisão, rádio, redes sociais e outros canais de alcance estadual.

O secretário de Comunicação Social da ALMT, coronel Henrique Santos, destaca a importância da parceria institucional entre a Assembleia Legislativa e o TRE-MT no período eleitoral.

“Essa parceria que foi feita entre a Assembleia e o TRE é uma forma que o Parlamento encontra de fazer parte desse processo democrático de direito, que é a eleição”, frisa.

Fonte: ALMT – MT

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