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TENSÃO NO PL

“Fora de almoço de Flávio, Wellington tenta barrar articulação do próprio PL em MT”

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Senador não foi convidado para reunião com empresários e lideranças políticas; nos bastidores, teria tentado impedir a realização do encontro articulado por Odílio Balbinotti

A movimentação em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência expôs uma nova tensão dentro do PL de Mato Grosso. O senador Wellington Fagundes (PL) ficou fora de um almoço realizado nesta sexta-feira (21) com empresários do agronegócio e lideranças políticas e, segundo informações apuradas pela reportagem, teria tentado impedir que a reunião acontecesse depois de descobrir que não havia sido convidado.

O encontro foi articulado pelo candidato a suplente de senador Odílio Balbinotti (PL) e reuniu aproximadamente 50 pessoas. A reunião teve como objetivo aproximar representantes do setor produtivo da candidatura de Flávio Bolsonaro e buscar apoio para a estrutura da campanha presidencial.

Entre os participantes e articuladores do encontro estão o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o empresário Cidinho Santos (PP). A ausência de Wellington ganhou peso político porque o senador disputa o Governo de Mato Grosso pelo próprio PL e é uma das principais figuras da legenda no Estado.

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De acordo com a apuração, Wellington tomou conhecimento da realização do almoço e passou a atuar nos bastidores para tentar barrar a reunião. A articulação, porém, não avançou e o encontro foi mantido.

O episódio acontece em um momento de intensa disputa interna no PL mato-grossense. Enquanto Wellington concentra sua estratégia eleitoral na corrida pelo Palácio Paiaguás, outros grupos ligados ao partido trabalham na formação de alianças e na construção do projeto de Flávio Bolsonaro para a eleição presidencial.

A situação também revela a existência de diferentes grupos de influência dentro da legenda, que nem sempre caminham na mesma direção. A definição dos apoios para o Governo, Senado e Presidência amplia a disputa por espaço entre as lideranças que pretendem comandar o palanque do partido em Mato Grosso.

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Política MT

“Na pressa da precipitação”, diz Júlio Campos sobre ata que confirmou Gisela como vice

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Deputado afirma que não foi procurado para assinar documento que formalizou a substituição de Fábio Garcia por Gisela Simona na chapa ao Governo de Mato Grosso

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou que não foi consultado pela direção da Federação União Progressista antes da ata que formalizou a saída de Fábio Garcia (União Brasil) da candidatura a vice-governador e a entrada de Gisela Simona (União Brasil). Para o parlamentar, a ausência das assinaturas necessárias ocorreu durante a condução acelerada da mudança.

“Esse documento, realmente, nós não fomos procurados para assinar. Eu acho que, na pressa da precipitação da escolha, esqueceram desse detalhe”, declarou Júlio.

A falha foi identificada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) durante a análise do processo. Segundo a Procuradoria, a Federação União Progressista é formada por 11 integrantes e o estatuto exige maioria absoluta para validar a deliberação. Nesse caso, seriam necessárias pelo menos seis assinaturas, mas a ata encaminhada à Justiça Eleitoral apresenta apenas quatro.

Apesar da irregularidade apontada, Júlio Campos deixou claro que não questiona a escolha de Gisela Simona para a vaga. O deputado afirmou que, caso seja procurado formalmente pela direção partidária, pretende assinar o documento para regularizar o procedimento.

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“Se eu for procurado pela direção partidária para assinar, eu assinaria. O deputado estadual Dilmar Dal’Bosco assinaria, porque ninguém contesta a boa escolha do nome da companheira Gisela Simona para ser a vice-governadora”, afirmou.

O MPE estabeleceu prazo de três dias para que a federação demonstre que houve quórum suficiente para aprovar a alteração ou apresente uma nova deliberação seguindo as regras previstas no estatuto. Caso a pendência não seja corrigida, a Procuradoria alertou para a possibilidade de nulidade das substituições e pediu o indeferimento do Demonstrativo de Regularidade dos Atos Partidários (DRAP).

A palavra final caberá ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), responsável por analisar a regularidade da documentação apresentada pela federação.

Júlio Campos também destacou que, dentro das regras da federação, a indicação de Gisela Simona para a vaga de vice-governadora partiu do União Brasil. “Pelas regras partidárias, quem indicou o vice-governador na coligação, na federação, foi a União Brasil. Então a União Brasil é responsável pela indicação da Gisela Simona”, afirmou o deputado.

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