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CASO DE POLÍCIA

Subtenente confirma ligação de oito minutos com suspeito de feminicídio

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Joarez Candido Silva afirmou que telefonou para Fabiano Oliveira com a intenção de convencê-lo a se entregar e negou ter oferecido qualquer benefício ao investigado

O subtenente Joarez Candido Silva, do 9º Batalhão da Polícia Militar, confirmou nesta segunda-feira (17) que telefonou para Fabiano Oliveira, suspeito de matar Ana Cristina Pacheco Matos, com o objetivo de convencê-lo a se entregar à polícia. A ligação, que durou aproximadamente oito minutos, foi identificada durante a investigação da Polícia Civil.

Segundo Joarez, o número de Fabiano estava salvo em seu celular porque o suspeito realizava consertos em seu aparelho. O policial negou, entretanto, ter oferecido qualquer tipo de benefício ou vantagem para que o investigado se entregasse.

“Eu fiz a ligação na melhor das intenções, para que pudéssemos fazer a detenção do Fabiano. O fato de eu ter o contato dele, porque ele consertava meu celular, não significa que eu tenha oferecido algum benefício ou vantagem. A intenção, realmente, era fazer a detenção do Fabiano”, afirmou.

O subtenente também explicou por que não acionou imediatamente outras equipes da Polícia Militar após entrar em contato com o suspeito. De acordo com ele, a intenção era aguardar uma manifestação de Fabiano de que pretendia se entregar.

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“Eu ia chamar a guarnição no momento oportuno. Se ele falasse: ‘eu quero me entregar’, aí sim acionaria na hora. Eu estava esperando o momento oportuno”, declarou.

Questionado sobre o que seria esse momento, Joarez afirmou que aguardava uma confirmação direta do suspeito.

“Assim que ele falasse: ‘não, eu quero me entregar’. Como ele não falou, aí eu tinha que avisar. Eu avisei. Eu sou um policial. Tenho autonomia para pegar e conduzir algumas situações e reportar ao meu comandante. Como achei que o momento era aguardar ele dar o pronto para se entregar, foi o que fiz”, explicou.

A existência da ligação foi revelada pelo delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação do feminicídio ocorrido no sábado (15). Segundo o delegado, o contato entre o policial e Fabiano ocorreu quando Joarez já teria conhecimento de que o homem era apontado como autor do crime.

Após a repercussão do caso, o subtenente compareceu espontaneamente à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para prestar esclarecimentos sobre sua relação com o suspeito e o teor da conversa.

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A Polícia Civil apura as circunstâncias da ligação e busca esclarecer se houve alguma irregularidade na conduta do militar.

Fabiano Oliveira continua foragido.

CONFIRA A NOTA

A Polícia Militar de Mato Grosso esclarece que não procede a informação de que um policial foi detido por envolvimento na fuga do suspeito de um feminicídio ocorrido em Cuiabá, no sábado (15).

O militar prestou depoimento na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), expontaneamente, nesta segunda-feira (17), e contou que tentou contato com o criminoso para intermediar a prisão, contribuindo com mais informações sobre o suspeito.

A Polícia Militar informa ainda que trabalha na captura do foragido e que o caso segue em investigação pela Polícia Civil.

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Polícia

Mulher condenada por homicídio em Tesouro é presa 14 anos após crime em Campo Grande

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Foragida foi localizada pela Polícia Civil de Mato Grosso em Campo Grande (MS) e cumprirá pena de 14 anos em regime fechado

Uma mulher de 49 anos, condenada por homicídio qualificado cometido em Mato Grosso, foi presa pela Polícia Civil na tarde de quinta-feira (13), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

A prisão ocorreu após a Polícia Civil identificar o paradeiro da condenada, que tinha um mandado de prisão definitiva expedido pela Vara Única da Comarca de Guiratinga. A sentença já havia transitado em julgado e ainda restavam 14 anos de pena para serem cumpridos em regime fechado.

A localização da mulher foi possível após diligências realizadas por investigadores da Gerência Estadual de Polinter e Capturas e da Delegacia de Guiratinga. Com apoio da 5ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, as equipes conseguiram encontrá-la e cumprir a ordem judicial.

O crime ocorreu na madrugada de 18 de agosto de 2012, em uma fazenda localizada no distrito de Batovi, município de Tesouro. A vítima, um homem de 60 anos, foi atacada dentro do quarto da propriedade e morreu após ser atingida por golpes de barra de ferro.

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Segundo a investigação conduzida pela Delegacia de Guiratinga, duas mulheres participaram do homicídio. Na época, ambas tinham 35 anos. Uma delas era filha da vítima e a outra, amiga dela, é a mulher presa agora em Campo Grande.

A motivação investigada estava relacionada a interesses financeiros envolvendo a propriedade rural e uma possível herança. Conforme a apuração, a filha teria participado diretamente da execução, enquanto a amiga teria auxiliado no crime e na tentativa de sustentar a versão de que a fazenda havia sido invadida durante um assalto.

Após o assassinato, as envolvidas ainda teriam tentado eliminar vestígios e se desfazer de objetos relacionados ao crime em um rio próximo à propriedade. Durante as diligências realizadas na época, policiais encontraram roupas e outros materiais com possíveis manchas de sangue, que foram encaminhados para perícia.

A investigação também reuniu informações sobre conflitos familiares e questões patrimoniais relacionadas à fazenda, elementos que ajudaram a esclarecer a possível motivação do homicídio.

Após a prisão, a mulher foi encaminhada à 5ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, onde foram adotadas as providências necessárias. Ela permanece à disposição da Justiça para o cumprimento da pena.

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A prisão faz parte do trabalho da Polícia Civil de Mato Grosso para localizar pessoas condenadas que permanecem foragidas, mesmo após anos da prática dos crimes.

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