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CASO ANA CRISTINA

Delegado questiona versão de subtenente sobre ligação de oito minutos com suspeito de feminicídio

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Bruno Abreu considera que duração da conversa e retorno feito por Fabiano Oliveira indicam possível relação de confiança entre o policial e o investigado

O delegado Bruno Abreu colocou em dúvida a versão apresentada pelo subtenente Joarez Candido Silva, do 9º Batalhão da Polícia Militar, sobre a ligação de aproximadamente oito minutos com Fabiano Oliveira, suspeito de matar Ana Cristina Pacheco Matos.

Joarez declarou que procurou Fabiano com a intenção de convencê-lo a se entregar. Para Bruno Abreu, porém, a duração da conversa e o fato de o próprio suspeito ter retornado a ligação levantam questionamentos sobre o grau de proximidade entre os dois.

Segundo o delegado, Joarez reconheceu Fabiano após ver uma foto do suspeito compartilhada em um grupo. O policial teria tentado entrar em contato, mas Fabiano não atendeu naquele momento. Cerca de dez minutos depois, o investigado teria retornado a ligação.

“Ele falou que conhece ele, porque ele sempre arruma telefone lá. E quando ele viu a foto no grupo, ele entrou em contato com ele, aí ele não atendeu e ele retornou, o suspeito retornou pra ele dez minutos depois. Já eram todos de 10h50 da manhã, 10h53 era o horário lá. E ele ficou oito minutos no telefone”, relatou Bruno Abreu.

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O delegado considera pouco provável que Fabiano, naquele momento procurado por suspeita de feminicídio, permanecesse por tanto tempo em uma ligação com um policial caso não houvesse algum nível de confiança entre eles.

“A versão dele é que ele estava tentando fazer com que o cara se entregasse. Agora, um suspeito que acaba de matar uma ex-namorada estava falando no telefone com o policial militar. Eu acho difícil um suspeito ficar oito minutos no telefone com o policial militar, dando essa brecha de ficar esse tempo todo no telefone”, declarou.

Para Bruno, o retorno da ligação é outro ponto que chama atenção. Na avaliação do delegado, se Fabiano tivesse considerado Joarez apenas um desconhecido, dificilmente teria retomado o contato e permanecido vários minutos conversando.

“O suspeito confiava nele. Confiava nele, provavelmente, porque oito minutos no telefone. Dá tempo de você, às vezes, rastrear. Tem várias formas de a gente conseguir identificar a pessoa e tentar prender”, disse.

O delegado também ressaltou que a relação entre os dois precisa ser esclarecida pela investigação.

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“Eu acredito que o suspeito não ia ficar realmente no telefone com, entre aspas, um estranho”, afirmou.

Joarez já declarou que conhecia Fabiano porque o suspeito realizava consertos em seu celular e negou ter oferecido qualquer benefício ou ajuda para facilitar a fuga. O subtenente também se apresentou espontaneamente à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para prestar esclarecimentos.

A Polícia Civil agora busca esclarecer qual era a relação entre o militar e Fabiano e o que foi tratado durante os oito minutos de conversa. Até o momento, a investigação não concluiu que Joarez tenha ajudado diretamente o suspeito a fugir.

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Polícia

Mulher condenada por homicídio em Tesouro é presa 14 anos após crime em Campo Grande

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Foragida foi localizada pela Polícia Civil de Mato Grosso em Campo Grande (MS) e cumprirá pena de 14 anos em regime fechado

Uma mulher de 49 anos, condenada por homicídio qualificado cometido em Mato Grosso, foi presa pela Polícia Civil na tarde de quinta-feira (13), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

A prisão ocorreu após a Polícia Civil identificar o paradeiro da condenada, que tinha um mandado de prisão definitiva expedido pela Vara Única da Comarca de Guiratinga. A sentença já havia transitado em julgado e ainda restavam 14 anos de pena para serem cumpridos em regime fechado.

A localização da mulher foi possível após diligências realizadas por investigadores da Gerência Estadual de Polinter e Capturas e da Delegacia de Guiratinga. Com apoio da 5ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, as equipes conseguiram encontrá-la e cumprir a ordem judicial.

O crime ocorreu na madrugada de 18 de agosto de 2012, em uma fazenda localizada no distrito de Batovi, município de Tesouro. A vítima, um homem de 60 anos, foi atacada dentro do quarto da propriedade e morreu após ser atingida por golpes de barra de ferro.

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Segundo a investigação conduzida pela Delegacia de Guiratinga, duas mulheres participaram do homicídio. Na época, ambas tinham 35 anos. Uma delas era filha da vítima e a outra, amiga dela, é a mulher presa agora em Campo Grande.

A motivação investigada estava relacionada a interesses financeiros envolvendo a propriedade rural e uma possível herança. Conforme a apuração, a filha teria participado diretamente da execução, enquanto a amiga teria auxiliado no crime e na tentativa de sustentar a versão de que a fazenda havia sido invadida durante um assalto.

Após o assassinato, as envolvidas ainda teriam tentado eliminar vestígios e se desfazer de objetos relacionados ao crime em um rio próximo à propriedade. Durante as diligências realizadas na época, policiais encontraram roupas e outros materiais com possíveis manchas de sangue, que foram encaminhados para perícia.

A investigação também reuniu informações sobre conflitos familiares e questões patrimoniais relacionadas à fazenda, elementos que ajudaram a esclarecer a possível motivação do homicídio.

Após a prisão, a mulher foi encaminhada à 5ª Delegacia de Polícia de Campo Grande, onde foram adotadas as providências necessárias. Ela permanece à disposição da Justiça para o cumprimento da pena.

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A prisão faz parte do trabalho da Polícia Civil de Mato Grosso para localizar pessoas condenadas que permanecem foragidas, mesmo após anos da prática dos crimes.

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