Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
CUIABÁ
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

SAÚDE MENTAL

“Precisamos ampliar a rede de saúde mental infantil”, diz Deputado

Publicado em

Parlamentar lidera reunião da CST e discute expansão de CAPS, leitos e serviços de acompanhamento contínuo para crianças e adolescentes em Mato Grosso.

O deputado Carlos Avallone (PSDB) afirmou na manhã de segunda-feira (09), durante a primeira reunião ordinária de 2026 da Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção Psicossocial, que é urgente ampliar a rede de saúde mental voltada a crianças e adolescentes em Mato Grosso. O encontro aconteceu na Assembleia Legislativa do Estado (ALMT) e contou com especialistas e autoridades que destacaram a necessidade de fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e acelerar a implantação de unidades do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

Segundo Avallone, apesar dos avanços obtidos nos últimos três anos e meio, ainda há desafios históricos significativos na área. “Precisamos ampliar a rede de saúde mental infantil e garantir atendimento contínuo às crianças e adolescentes”, reforçou. Ele explicou que recursos foram aprovados para apoiar a expansão da rede, incluindo a conclusão da reforma do CAPS II e a criação de cinco novos CAPS infantojuvenis em municípios como Primavera do Leste, Cáceres, Lucas do Rio Verde e Sorriso, além de quatro unidades do CAPS I. Também estão previstas ações para implantar leitos de saúde mental no Hospital Geral de Cuiabá, com até 30 vagas, e acelerar a implantação de CAPS III 24 horas na capital.

Leia Também:  Geada preocupa triticultores no Paraná

A psiquiatra infantil Luana Frick destacou que, além da abertura de leitos, é essencial garantir acompanhamento após a alta, trabalho interdisciplinar, monitoramento constante e atenção a fatores nutricionais e dietas que favoreçam o desenvolvimento cognitivo das crianças. Atualmente, das 22 crianças internadas nas unidades, 16 possuem histórico de abusos, reforçando a necessidade de uma rede de proteção estruturada e acompanhamento contínuo.

Avallone também apontou que mudanças recentes nas regras de financiamento ampliaram os repasses para custeio dessas unidades e serviços como residências terapêuticas, embora desafios permaneçam para habilitação junto ao Ministério da Saúde e manutenção das estruturas já existentes. A prioridade do deputado é fortalecer a RAPS, especialmente em municípios menores, garantindo atendimento integral para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

Advertisement

Agronegócio

Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

Published

on

O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

Leia Também:  BNDES emprestou R$ 40,6 bilhões no primeiro semestre; 54% a mais para o agronegócio

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

Leia Também:  Juiz Criminal aceita denúncia do MPE, mas nega pedido de prisão contra PMs

Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

Continue Reading

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA