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ELEIÇÕES 2026

Governador diz que CPI em período eleitoral terá cunho eleitoreiro

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Governador afirma não estar preocupado com eventual investigação sobre acordo de R$ 308 milhões entre o Estado e a Oi

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada durante o período eleitoral terá motivação política. Apesar das críticas, ele disse não estar preocupado com uma possível investigação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Não me preocupa. Os deputados têm autonomia, a Assembleia tem autonomia para decidir o que fazer. O fato é que toda a CPI criada nesse momento eleitoral vai ter cunho eleitoreiro, não tenha dúvida. Toda a CPI que se criar num momento como esse é para ser eleitoreira”, declarou.

A movimentação da Assembleia Legislativa para abertura da CPI ocorre após a deflagração da Operação Heritage, da Polícia Federal, no último dia 6. A ação investiga um acordo financeiro de R$ 308 milhões entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi.

A possibilidade de instalação da comissão surgiu em meio aos questionamentos sobre o acordo e aos desdobramentos da operação. Pivetta reconheceu a autonomia dos deputados estaduais para decidir sobre a investigação, mas afirmou que o Legislativo já dispõe de mecanismos permanentes para fiscalizar o Executivo.

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“Afinal de contas, a Assembleia tem todo o tempo para fiscalizar, fazer requerimento, cumprir com a função que é aprovar o orçamento e fiscalizar a boa aplicação do orçamento”, afirmou.

Segundo o governador, os parlamentares podem utilizar requerimentos e outros instrumentos de fiscalização para acompanhar as ações do Executivo, sem a necessidade de recorrer a uma CPI durante o processo eleitoral.

Apesar da possibilidade de a Assembleia avançar com a investigação, Pivetta reiterou que não está preocupado com a iniciativa e disse que respeitará a decisão dos deputados.

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Política MT

Moretti afirma que não disputará Governo e critica falta de diálogo do PL

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Prefeita de Várzea Grande diz que não pretende deixar o PL, mas reclama de falta de espaço nas decisões partidárias e sinaliza distância da campanha de Wellington Fagundes

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que não será candidata ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026 e evitou comentar decisões relacionadas à pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Palácio Paiaguás.

Durante entrevista, Flávia deixou claro que não pretende interferir nas escolhas envolvendo a disputa majoritária e disse que prefere aguardar a definição das chapas e a homologação das candidaturas antes de se posicionar sobre o cenário eleitoral.

“Eu não sou candidata a governo, é o Wellington. Quem tem que achar é o partido e o candidato”, declarou.

A prefeita também revelou insatisfação com a condução política do PL em Mato Grosso. Segundo ela, faltou diálogo com sua administração e com sua liderança política em Várzea Grande.

“Faltou diálogo do PL, faltou respeito à Flávia Moretti. E isso me deixou muito decepcionada com o PL Mato Grosso”, afirmou.

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Apesar do descontentamento, Flávia disse que não cogita, neste momento, deixar o partido. A prefeita, no entanto, reclamou de estar sendo deixada de fora de decisões que considera importantes para o grupo político.

“Eu não pretendo sair do PL. Não pretendo. Mas estou decepcionada com a falta de diálogo comigo”, declarou.

A prefeita também questionou o espaço que sua atuação política em Várzea Grande ocupa dentro das estratégias estaduais da legenda. Ela afirmou que vem construindo sua base política no município ao lado de vereadores aliados e integrantes de sua equipe de governo.

O distanciamento ficou ainda mais evidente quando Flávia foi questionada sobre a possibilidade de participar de atos de campanha ao lado de Wellington Fagundes caso ele avance em uma composição política que desagrade à prefeita.

A resposta foi direta: “Com quem está andando com Wellington, eu não subo no palanque”.

Flávia evitou, porém, antecipar qualquer consequência eleitoral para Wellington e disse que essa avaliação caberá aos próprios integrantes do PL.

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O posicionamento ocorre em meio às articulações para a formação das chapas que disputarão as eleições de 2026. O cenário político em Mato Grosso ainda passa por negociações entre partidos e grupos que devem definir alianças e candidaturas ao longo do período eleitoral.

A declaração da prefeita também reforça o distanciamento que vem sendo observado entre ela e setores do PL estadual. Apesar das críticas, Flávia mantém a filiação à legenda e afirma que não pretende deixar o partido neste momento.

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