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Dr. João comemora decisão do STF que permite corte de incentivos a empresas que aderirem à Moratória da Soja

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), comemorou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autoriza o estado a restringir benefícios fiscais e cessão de terras públicas a empresas que aderirem à Moratória da Soja, a partir de 1º de janeiro de 2026. A medida, proferida pelo ministro Flávio Dino, restabelece o Artigo 2º da Lei Estadual nº 12.709/2024, aprovada em 2024, e é considerada uma vitória para a economia e o setor agropecuário de Mato Grosso.

A Moratória da Soja, em vigor desde 2006, proíbe a compra de soja proveniente de áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008, mesmo que o desmatamento seja legal segundo o Código Florestal Brasileiro. Essa restrição tem gerado impactos econômicos e sociais, especialmente em municípios jovens de Mato Grosso, que dependem da produção agrícola para seu desenvolvimento.

A Lei nº 12.709/2024 busca garantir que empresas que restringem a expansão agropecuária em áreas não protegidas não recebam incentivos fiscais ou terras públicas, promovendo a competitividade do estado.

Como primeiro-secretário da ALMT, Dr. João reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso.

“Nosso estado é exemplo de produção responsável. Queremos continuar crescendo, gerando empregos e alimentando o mundo, mas sem abrir mão da nossa soberania e do direito de trabalhar”, pontuou o deputado.

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A decisão do STF veio após o ministro Flávio Dino reconsiderar uma suspensão anterior da Lei nº 12.709/2024, atendendo a pedidos do governador Mauro Mendes (DEM), da ALMT e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Segundo Dino, a adesão à Moratória da Soja é uma decisão de iniciativa privada, mas o estado não é obrigado a conceder benefícios fiscais ou terras públicas a empresas que adotem restrições além dos marcos legais.

Mato Grosso é responsável por cerca de um terço da produção nacional de grãos, com a soja sendo um dos principais pilares econômicos do estado. A decisão do STF é vista como um passo para proteger a competitividade do agronegócio, garantindo que os produtores possam atuar em áreas legalmente permitidas sem perder acesso a incentivos fiscais.

Dr. João reforçou que a decisão respeita a autonomia de Mato Grosso e os direitos de seus produtores. “Essa vitória é para todo o povo de Mato Grosso, que pode agora continuar a trabalhar e produzir com a certeza de que suas leis e sua economia serão respeitadas.”

Audiência Pública – No dia 23 de abril, durante audiência pública no Senado Federal, em Brasília (DF), organizada pelo senador Wellington Fagundes (PL), Dr. João já havia defendido a necessidade de revisar as restrições impostas pela Moratória da Soja. Em seu discurso, ele enviou um recado direto ao STF.

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“Deixa o nosso povo trabalhar, gente! Nosso povo é ordeiro, trabalhador, que arregaça as mangas. Nós, mato-grossenses, somos matutos do bem, queremos trabalhar e produzir para nosso estado e para o Brasil”, defendeu.

O deputado também destacou a importância de não permitir que acordos privados suplantem as leis estaduais: “Não podemos aceitar que acordos privados impeçam o crescimento do agronegócio, que gera emprego, renda e desenvolvimento para nosso povo. Queremos produzir com responsabilidade, mas precisamos que o Judiciário entenda a realidade do campo e permita que Mato Grosso continue alimentando o Brasil e o mundo.”

ADI – A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7774, proposta por partidos como PCdoB, PSOL, PV e Rede Sustentabilidade, ainda será analisada pelo plenário do STF, o que pode trazer novos desdobramentos. Além disso, a decisão estabelece um prazo até 2026 para diálogo entre as partes, buscando equilibrar desenvolvimento econômico e proteção ambiental.

Fonte: ALMT – MT

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“Não vou conversar com traidor do partido”, diz Ananias contra Cláudio

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Presidente estadual do PL destituiu prefeito da presidência municipal da sigla e afirmou que exigirá sua desfiliação após apoio a Pivetta

O presidente estadual do Partido Liberal (PL), Ananias Filho, reagiu duramente ao apoio declarado pelo prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Poucas horas após o anúncio, o dirigente determinou a destituição de Cláudio da presidência do diretório municipal e afirmou que vai exigir a saída do prefeito da legenda.

“Não vou conversar com traidor do partido”, disparou Ananias ao comentar a decisão de Cláudio de apoiar Pivetta, contrariando a orientação do PL em Mato Grosso, que tem o senador Wellington Fagundes como candidato ao Governo do Estado.

A medida aprofunda a crise interna da legenda e expõe o conflito entre a direção estadual e o prefeito de Rondonópolis. Cláudio deixou o palanque de Fagundes para declarar apoio ao governador, que será candidato à reeleição pelo Republicanos.

Segundo Ananias, uma carta será encaminhada ao prefeito com a exigência de desfiliação. Caso Cláudio decida permanecer no PL, a direção estadual deverá instaurar um processo disciplinar, que poderá resultar na expulsão do prefeito.

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Ao anunciar o apoio a Pivetta, Cláudio já havia admitido que sua decisão poderia gerar consequências políticas. Na ocasião, afirmou estar disposto a “pagar o preço” por apoiar um candidato de outro partido.

O prefeito também defendeu que as legendas devem priorizar os interesses da população, e não as conveniências partidárias.

A direção estadual do PL, porém, adotou uma postura mais rígida e decidiu retirar Cláudio do comando da sigla em Rondonópolis. Ananias também deixou claro que o partido não pretende tolerar integrantes que façam campanha para adversários de Wellington Fagundes.

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