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Política MT

CPI apresenta relatório preliminar sobre despesas e contratos da rede estadual de saúde

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) apresentou, na tarde desta quarta-feira (30), um relatório preliminar com resultados da análise documental sobre despesas da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), entre 2019 e 2025. O levantamento aponta pagamentos indenizatórios superiores a R$ 1 bilhão, além de possíveis irregularidades em contratações, execução de serviços e comprovação de despesas.

A apresentação ocorreu durante coletiva de imprensa realizada na Sala de Comissões do Parlamento estadual. O documento foi elaborado a partir de depoimentos e de materiais encaminhados pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Controladoria-Geral do Estado (CGE), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Polícia Federal. Segundo o assessor jurídico da CPI, André Luis Rufino, a análise envolve aproximadamente 10 mil documentos.

Um dos principais pontos identificados pela CPI foi o crescimento dos pagamentos por reconhecimento de dívida, modalidade utilizada quando serviços são prestados sem cobertura contratual prévia e a administração reconhece posteriormente a obrigação de pagamento. Conforme a análise apresentada, o procedimento, inicialmente associado a situações excepcionais, passou a ser utilizado de forma recorrente, com aumento superior a 400% no período examinado.

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O relatório detalha que R$ 750,5 milhões foram pagos a empresas relacionadas à Operação Espelho, sendo R$ 109,1 milhões provenientes de recursos federais e o restante de recursos estaduais. Considerando outras prestadoras de serviços da SES, o volume de despesas indenizatórias ultrapassa R$ 1 bilhão.

André Luis Rufino, assessor jurídico da CPI.

André Luis Rufino, assessor jurídico da CPI.

Foto: Helder Faria

A comissão também apresentou apontamentos sobre alertas feitos na época pela CGE e PGE relacionados à regularidade das contratações e dos pagamentos. Segundo Rufino, a análise identificou baixo atendimento às recomendações do controle interno, além da continuidade de procedimentos que demandavam adequação.

Outro eixo da investigação envolve possíveis inconsistências na comprovação de plantões médicos, registros de frequência, atestados de execução e pagamentos por serviços. O material apresentado reúne apontamentos sobre divergências entre escalas e registros, ausência de comprovação de atendimentos e possíveis falhas na fiscalização contratual, inclusive em serviços de terapia intensiva.

O relatório também detalhou possíveis responsabilidades em diferentes níveis da administração pública e entre empresas prestadoras de serviços, além de encaminhamentos que poderão ser avaliados ao longo da investigação, como apuração administrativa, ressarcimento de recursos e comunicação aos órgãos competentes. Os apontamentos integram um relatório preliminar e ainda dependem da continuidade dos trabalhos e das providências cabíveis.

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Mesmo com a suspensão temporária das oitivas durante o período eleitoral, a CPI manteve a análise dos documentos. Instalada em 4 de março de 2026, a comissão tinha prazo inicial de 180 dias, com encerramento previsto para 4 de setembro. O plenário da ALMT aprovou a prorrogação dos trabalhos para até janeiro de 2027.

A próxima reunião está marcada para quarta-feira, 7 de outubro, quando a comissão dará continuidade às atividades de investigação, com retomada das oitivas e aprofundamento dos pontos levantados no relatório.

Fonte: ALMT – MT

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Nova pesquisa mostra como está a disputa para o governo e Senado em Mato Grosso

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Otaviano Pivetta lidera, com chance de vitória no primeiro turno; Mauro Mendes aparece à frente para o Senado

Um novo levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira, 30, mostra o governador do Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), como favorito para a eleição no estado, com possibilidade de vitória já no primeiro turno.

Pivetta tem 46,4% das intenções de voto, 19 pontos a mais que o segundo colocado, Wellington Fagundes (PL), com 27,1%. O governador vem ampliando sua vantagem sobre o senador desde agosto, quando já estiveram empatados dentro da margem de erro.

Em um eventual segundo turno, Pivetta também venceria, com 53,1% a 34,6%.

Otaviano Pivetta (Republicanos): 46,4%
Wellington Fagundes (PL): 27,1%
Doutora Natasha (PSD): 15,5%
Rafaell Milas (Missão): 0,4%
Sargento Laudicério (Agir): 0,4%
Mauricio Coelho (Mobiliza): 0,1%
Nenhum/branco/nulo: 5,2%
Não sabe/não opinou: 4,7%

Segundo turno
Otaviano Pivetta (Republicanos): 53,1%
Wellington Fagundes (PL): 34,6%
Nenhum/branco/nulo: 8,1%
Não sabe/não opinou: 4,1%

Senado

O instituto também testou os nomes para o Senado no estado. O ex-governador Mauro Mendes (União) aparece muito à frente dos demais concorrentes, com 54,9% das intenções de voto. No segundo lugar, há um empate técnico entre Janaína Rivas (MDB) e Zé Medeiros (PL) dentro da margem de erro de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos. Diferentemente de outros levantamentos, foram contabilizadas as duas opções de voto do entrevistado e, por isso, a soma dos percentuais ultrapassa 100%.

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Mauro Mendes (União): 54,9%
Janaína Riva (MDB): 33,3%
Zé Medeiros (PL): 29,3%
Fávaro (PSD): 18%
Pedro Taques (PSB): 14,1%
Galvan (Avante): 4,3%
Coronel Darwin (Democrata): 3,3%
Professor Nelson Ferreira (Agir): 2,4%
Margareth Buzetti (PP): 0,4%
Beny Godoy (Agir): 0,1%
Nenhum/branco/nulo: 4,6%
Não sabe/não opinou: 4%

Sobre a pesquisa

O Paraná Pesquisas entrevistou 1.352 eleitores mato-grossenses entre os dias 27 e 29 de setembro. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O protocolo de registro na Justiça Eleitoral é MT-02094/2094/2026.

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