POLÍTICA
Nova pesquisa mostra como está a disputa para o governo e Senado em Mato Grosso
Otaviano Pivetta lidera, com chance de vitória no primeiro turno; Mauro Mendes aparece à frente para o Senado
Um novo levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira, 30, mostra o governador do Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), como favorito para a eleição no estado, com possibilidade de vitória já no primeiro turno.
Pivetta tem 46,4% das intenções de voto, 19 pontos a mais que o segundo colocado, Wellington Fagundes (PL), com 27,1%. O governador vem ampliando sua vantagem sobre o senador desde agosto, quando já estiveram empatados dentro da margem de erro.
Em um eventual segundo turno, Pivetta também venceria, com 53,1% a 34,6%.
Otaviano Pivetta (Republicanos): 46,4%
Wellington Fagundes (PL): 27,1%
Doutora Natasha (PSD): 15,5%
Rafaell Milas (Missão): 0,4%
Sargento Laudicério (Agir): 0,4%
Mauricio Coelho (Mobiliza): 0,1%
Nenhum/branco/nulo: 5,2%
Não sabe/não opinou: 4,7%

Segundo turno
Otaviano Pivetta (Republicanos): 53,1%
Wellington Fagundes (PL): 34,6%
Nenhum/branco/nulo: 8,1%
Não sabe/não opinou: 4,1%
Senado
O instituto também testou os nomes para o Senado no estado. O ex-governador Mauro Mendes (União) aparece muito à frente dos demais concorrentes, com 54,9% das intenções de voto. No segundo lugar, há um empate técnico entre Janaína Rivas (MDB) e Zé Medeiros (PL) dentro da margem de erro de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos. Diferentemente de outros levantamentos, foram contabilizadas as duas opções de voto do entrevistado e, por isso, a soma dos percentuais ultrapassa 100%.
Mauro Mendes (União): 54,9%
Janaína Riva (MDB): 33,3%
Zé Medeiros (PL): 29,3%
Fávaro (PSD): 18%
Pedro Taques (PSB): 14,1%
Galvan (Avante): 4,3%
Coronel Darwin (Democrata): 3,3%
Professor Nelson Ferreira (Agir): 2,4%
Margareth Buzetti (PP): 0,4%
Beny Godoy (Agir): 0,1%
Nenhum/branco/nulo: 4,6%
Não sabe/não opinou: 4%
Sobre a pesquisa
O Paraná Pesquisas entrevistou 1.352 eleitores mato-grossenses entre os dias 27 e 29 de setembro. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O protocolo de registro na Justiça Eleitoral é MT-02094/2094/2026.
Política MT
Saiba o que faz um deputado estadual
Democracia é o regime político em que o poder é exercido pelo povo. No Brasil, a democracia representativa garante a participação dos cidadãos na vida política do país, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios por meio das eleições. Nesse modelo, os representantes eleitos tomam decisões e criam leis em nome da população. Assim, a soberania do povo é exercida pelo direito de escolher quem governa ou faz as leis.
A administração pública brasileira, separada nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, é distribuída nos níveis federal, estadual e municipal. O Legislativo, por exemplo, é formado por deputados federais e senadores, que atuam no Congresso Nacional; por deputados estaduais, que compõem as assembleias legislativas; e por vereadores, nas câmaras municipais. Há ainda os deputados distritais, que representam o povo do Distrito Federal.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) é composta atualmente por 24 deputados estaduais. Esse número corresponde a três vezes a quantidade de deputados federais que representam o estado na Câmara dos Deputados. São eles os representantes dos 142 municípios mato-grossenses no Poder Legislativo estadual, onde têm como principais funções legislar e fiscalizar os atos do governo durante um mandato de quatro anos.
Votar e poder ser votado são direitos fundamentais em uma democracia, mas a participação do cidadão na política não termina depois das eleições. A sociedade também tem o direito de acompanhar o trabalho de quem foi eleito, conhecer as decisões tomadas e cobrar ações. Para isso, é importante entender o que cada agente político pode e deve fazer.
Competências de cada esfera legislativa – O secretário parlamentar da Mesa Diretora da ALMT, Eduardo Moreira Lustosa, explica que a Constituição Federal define o que é competência municipal e o que é competência federal, sendo que a estadual é residual: o que não é da competência do vereador nem do deputado federal é do deputado estadual.
“O vereador, com atuação municipal, vai discutir assuntos de interesse local. O estadual vai discutir assuntos de seu estado. E o federal vai defender interesses de sua federação, mas também discutir assuntos nacionais”, detalha.
Legislar e fiscalizar são as mais importantes funções de um deputado estadual, mas não as únicas. Entre as principais atribuições, de acordo com Lustosa, estão discutir e aprovar leis, elaborar e analisar pareceres nas comissões, debater políticas públicas e fiscalizar os atos do governador. O trabalho parlamentar ainda inclui participação em audiências públicas, câmaras temáticas e frentes parlamentares, que envolvem tanto a população em geral quanto especialistas na discussão de assuntos relevantes para a sociedade.
“A principal atribuição de um deputado estadual, a sua missão, é representar o povo. O deputado, uma vez eleito e empossado, não representa os eleitores dele, representa toda a população do estado de Mato Grosso, todas as pessoas que moram e vivem aqui”, diz o secretário.
“É um erro achar que os deputados só defendem os interesses dos eleitores deles. O voto é secreto justamente para defender o eleitor de influências, de pressão. O eleitor é livre para votar em quem quiser. A partir do momento em que acaba a eleição e que o tribunal eleitoral valida e dá posse, os deputados representam todos os cidadãos”, reforça.
Os limites da atuação parlamentar – Devido à repartição de funções definidas pela Constituição, existem atividades, porém, que não podem ser exercidas diretamente pelo deputado estadual. Há ações que podem ser de responsabilidade do Poder Executivo (governador ou prefeito), como a execução de obras públicas, ou de vereadores, deputados federais e senadores.
“A base territorial dele [deputado estadual] é só o estado. Se for de um estado vizinho, por exemplo, mesmo sendo às vezes só uma ponte que separe, já não é atribuição. Da mesma forma, tem problemas locais que são atribuições do Poder Legislativo municipal, dos vereadores, ou do prefeito”, afirma Lustosa.
Conhecendo as funções de um deputado estadual e até onde ele pode atuar, cabe ao cidadão o papel de acompanhar cada representante. “Muitos deputados estão vindo agora à reeleição, então é uma oportunidade de avaliar a atuação do candidato. Saber como o deputado se posicionou pode definir a continuidade do apoio. O eleitor tem à disposição, no site da ALMT, a produção legislativa de cada deputado e pode verificar se ela foi relevante, não apenas em quantidade”, conclui o secretário.
Fonte: ALMT – MT
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