JARDIM UNIVERSITÁRIO
Após denúncia de Vidal, DEMA investiga descarte irregular de animais mortos
Após a denúncia do vereador Sargento Vidal (MDB), equipes da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA) e da Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso (Politec) estiveram presentes na manhã desta quinta-feira (16), no bairro Jardim Universitário, para iniciar as investigações sobre o descarte irregular de animais mortos na região. Três restos mortais de animais foram encontrados espalhados.
A ação contou com o apoio da Secretaria Adjunta de Bem-Estar Animal (BEA), vinculada à Prefeitura de Cuiabá.
No local, os agentes, em parceria com a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), realizaram a escavação do solo em uma área aparentemente remexida, na tentativa de localizar possíveis animais enterrados, mas nada foi encontrado.
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O investigador da DEMA, Luís Carlos, afirmou que os fatos serão apurados a fim de identificar e punir os responsáveis. “Recebemos a denúncia, porém, não há pistas, nem vestígios dos possíveis autores. Colhemos todo o material necessário e agora vamos seguir em busca de provas para tentar localizá-los. Trata-se, realmente, de um crime de poluição ambiental”, disse.
O vereador Sargento Vidal afirmou que o objetivo de sua atuação é combater a reincidência de crimes como este, protegendo a saúde e a vida dos pets, bem como contribuindo para a preservação do meio ambiente.
“Trabalhar em favor dos nossos animais é a nossa missão, mas nada se faz sozinho. Trouxemos as autoridades competentes até aqui para evitar que cenas tristes como esta voltem a ocorrer em nossa cidade. É preciso cuidar dos nossos bichinhos e da natureza também. Meus parabéns a todos pela disposição”, frisou Vidal.
Atualmente, está em vigor, em Cuiabá, a lei complementar nº 436/2017, que dispõe sobre as políticas de proteção aos animais domésticos no município. O artigo nº 03, inciso IV, assegura os compromissos referentes à guarda responsável, desde a adoção até o fim de suas vidas.
A secretária adjunta de Bem-Estar Animal, a médica veterinária Tatiana Soares, afirmou que o papel do Executivo Municipal, neste momento, é prestar suporte à DEMA até a conclusão do inquérito policial, auxiliando nas investigações. “Sempre estamos juntos nas ocorrências, colaborando com a construção dos pareceres técnicos, por meio do envio de nossas constatações. Por ora, acreditamos se tratar de um descarte irregular doméstico”, completou.
Para os munícipes que presenciarem casos semelhantes ou tiverem outras demandas da cidade, o vereador Sargento Vidal oferece um canal de comunicação exclusivo para recebimento de solicitações: telefone/WhatsApp (65) 99950-3344.
Política MT
CST de Atenção Psicossocial debate regulação e fluxo de atendimento em saúde mental em Mato Grosso
A Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), presidida pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), realizou nesta segunda-feira (11), na Sala das Comissões Deputada Sarita Baracat, a 3ª reunião ordinária para discutir os desafios da rede de saúde mental no estado, especialmente o fluxo de urgência e emergência, a regulação de pacientes e a estrutura do Hospital Adauto Botelho.
Durante a reunião, Avallone apresentou dados levantados em visita técnica realizada no dia 6 de maio ao Hospital Adauto Botelho e às unidades vinculadas à rede estadual de saúde mental. Segundo o parlamentar, o objetivo foi compreender o funcionamento da estrutura, a capacidade de atendimento e os gargalos da regulação.
De acordo com os dados apresentados, a Unidade 1 Adauto Botelho, localizada no bairro Coophema, terá capacidade para 86 leitos após a conclusão da reforma prevista para julho. Já a Unidade 3, voltada ao atendimento de pacientes com dependência de álcool e outras drogas, funciona no bairro Paiaguás e possui 32 vagas destinadas exclusivamente ao público masculino.
Atualmente, o Adauto Botelho possui 88 pacientes internados, enquanto a Unidade 3 atende 21 pacientes. Há ainda 12 vagas destinadas ao sistema prisional dentro da estrutura hospitalar. Durante a reunião, também foi informado que existe uma decisão judicial para ampliação de vagas destinadas ao sistema prisional.
Os dados apresentados apontam ainda que 85% dos pacientes aguardam entre um e 15 dias pela regulação para internação. Outros casos chegam a esperar entre 16 e 40 dias.
Foto: Helder Faria
Outro ponto destacado foi à ocupação das vagas por pacientes de Cuiabá. Segundo o levantamento, 28 pacientes internados são da capital, o equivalente a 34% das vagas disponíveis, embora Cuiabá represente cerca de 17% da população do estado.
Avallone afirmou que a discussão busca construir um protocolo para atendimento em saúde mental nas situações de urgência e emergência, envolvendo Estado, municípios e profissionais da rede.
“Estamos criando um conceito e avançando. Não é fácil, a saúde mental é um pouco mais delicada, mas estamos confiando. O protocolo vai dar um caminho neste momento para uma crise que acontece pela falta de estruturação ainda da Rede de Atenção Psicossocial”, afirmou o deputado.
O defensor público e coordenador do subgrupo de Atuação Estratégica em Direitos Coletivos para Saúde Mental, Denis Thomaz Rodrigues, afirmou que a situação do Hospital Adauto Botelho já é acompanhada pela Defensoria Pública há anos e ressaltou que a regulação em saúde mental é um processo complexo, que exige integração entre diferentes setores da rede pública.
A técnica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Valéria da Costa Marques Vuolo, apresentou um diagnóstico sobre o fluxo de urgência e emergência em saúde mental em Mato Grosso. Com o tema “Reflexão a partir do cuidado em liberdade”, ela destacou a necessidade de fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e da Rede de Atenção à Urgência (RAU).
Segundo Valéria, o principal desafio é superar a dependência do modelo hospitalocêntrico e ampliar a atuação da rede básica e dos serviços territoriais.
“Organizar fluxo de urgência e emergência em saúde mental não é uma questão operacional, é uma questão da escolha do modelo de atenção à saúde”, afirmou.
Ela destacou que Mato Grosso possui atualmente 53 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e defendeu a qualificação permanente das equipes de saúde.
Durante a apresentação, Valéria explicou que a saúde mental ainda não está inserida na regulação estadual e que a concentração do fluxo no Hospital Adauto Botelho acaba sobrecarregando o sistema.
A técnica também apresentou estratégias em desenvolvimento pela SES para fortalecimento da rede, entre elas a capacitação de profissionais da atenção primária, a implantação de protocolos orientativos para urgência e emergência e o fortalecimento das equipes multiprofissionais conhecidas como eMulti.
Ao final da reunião, a CST definiu a criação de um grupo de trabalho, com seis membros, para elaborar uma proposta de protocolo de urgência e emergência em saúde mental. O documento deverá ser concluído até 15 de junho para posterior validação.
Fonte: ALMT – MT
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