Mandados foram cumpridos em Cuiabá e Chapecó (SC); um dos investigados acabou preso em flagrante por posse de arma de fogo de uso restrito
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (16), a Operação Retorn, que investiga um esquema de estelionato envolvendo a negociação de veículos e embarcações. A ação resultou no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em Cuiabá e Chapecó, em Santa Catarina.
A investigação teve início em fevereiro deste ano, após uma vítima procurar a Polícia Civil e denunciar uma fraude com prejuízo estimado em R$ 246 mil. Conforme as apurações, os bens teriam sido adquiridos pelos investigados mediante o uso de cheques que posteriormente foram devolvidos por falta de fundos ou porque as contas bancárias estavam encerradas.
As ordens judiciais também incluem quebra de sigilo telefônico e bloqueio de valores. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Sinop, após representação da Delegacia Municipal de Lucas do Rio Verde e manifestação favorável do Ministério Público.
Durante as buscas, os policiais apreenderam celulares, notebooks, contratos e diversos cheques. O material será analisado para identificar outros possíveis envolvidos, além de verificar se os documentos encontrados possuem relação com outras ocorrências semelhantes.
Quatro veículos também foram apreendidos. Segundo a investigação, os automóveis possuem possível ligação com os crimes apurados e poderão ser utilizados nas medidas de recuperação patrimonial e eventual restituição às vítimas.
Um dos investigados havia se mudado para Chapecó durante o andamento das investigações. A Polícia Civil de Mato Grosso contou com o apoio da Polícia Civil de Santa Catarina para localizar o novo endereço e cumprir a ordem judicial.
Durante a operação, o suspeito foi preso em flagrante após os policiais encontrarem com ele uma arma de fogo de uso restrito.
As investigações continuam com a análise dos materiais apreendidos, rastreamento de bens e valores, identificação de possíveis novas vítimas e individualização da participação de cada investigado.