Polícia
Rotam recupera veículo e prende dois suspeitos por roubo em Cuiabá
Policiais militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) prenderam dois homens, de 22 e 40 anos, por roubo e porte ilegal de arma de fogo, na noite desta quinta-feira (26.01), em Cuiabá. Na ação, um veículo foi recuperado e uma imitação (simulacro) de arma de fogo foi apreendida.
Por volta de 22h30, a equipe da Rotam recebeu denúncias sobre uma ocorrência de roubo de um veículo Toyota Etios preto, no bairro Bela Vista. Os policiais militares foram até o local e entraram em contato com a vítima, que informou ter sido rendida por dois homens que estavam armados.
Ainda em depoimento, a vítima disse que o veículo possui rastreador, que mostrava que o carro estava transitando pelo bairro CPA III. De imediato, a Rotam se deslocou até o endereço indicado no sistema de rastreamento e encontrou o carro Etios abandonado.
No mesmo instante, foi visualizado um veículo Voyage branco, com dois passageiros com as mesmas características informadas pela vítima do roubo. Em procedimento de abordagem, o condutor do Voyage afirmou ser motorista de aplicativo e que teria atendido a viagem solicitada pela dupla.
Em revista pessoal aos suspeitos, um simulacro de arma de fogo do tipo pistola e uma chave do veículo Etios foram encontrados. Ao serem questionados, os dois suspeitos confessaram a autoria do roubo e ainda afirmaram que teriam dispensado um celular Iphone da vítima após o crime, sendo o aparelho recuperado posteriormente, no local indicado pelos suspeitos.
Na sequência, os suspeitos receberam voz de prisão em flagrante e foram encaminhados para a Central de Flagrantes. No local, a vítima reconheceu os criminosos e fez a recuperação do veículo e do celular roubados.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
Fonte: PM MT
Polícia
Justiça absolve WT por falta de prova de uso de documento falso durante abordagem em Rondonópolis
A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial
A Justiça Federal absolveu Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT e apontado pela polícia como líder de facção criminosa em Mato Grosso, da acusação de uso de documento falso durante uma abordagem realizada na BR-364, em Rondonópolis, em fevereiro de 2021.
A decisão é assinada pelo juiz federal José Joaquim de Oliveira Ramos, da 1ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Rondonópolis.
Conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF), WT teria apresentado um Registro Geral (RG) falso em nome de Alexandre Eduardo de Brito durante a abordagem feita por policiais rodoviários federais e agentes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Na época, ele possuía um mandado de prisão em aberto.
A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial, sem apresentação formal aos agentes.
Durante a instrução do processo, policiais apresentaram versões divergentes sobre quem teria recebido o documento e se ele realmente foi entregue pelo acusado. Testemunhas de defesa afirmaram que WT foi reconhecido pelos agentes logo no início da abordagem e retirado do veículo antes mesmo de qualquer checagem documental.
Na sentença, o magistrado entendeu que não houve provas suficientes para comprovar o uso efetivo do documento falso, requisito necessário para configuração do crime.
Com base no princípio do “in dubio pro reo”, o juiz absolveu WT por insuficiência de provas e determinou a destruição do RG falsificado apreendido durante a ocorrência.
Ainda na decisão, foi determinado que a GCCO providencie o descarte do documento. Já dois aparelhos celulares apreendidos na abordagem permanecerão vinculados a investigações em andamento na Justiça Estadual.
WT segue preso desde a deflagração da Operação Apito Final, realizada em abril de 2024, que teve como objetivo descapitalizar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.
As investigações conduzidas pela GCCO duraram cerca de dois anos e apontaram WT como tesoureiro da facção e responsável pelo tráfico de entorpecentes na região do bairro Jardim Florianópolis.
Ao todo, a operação cumpriu 54 ordens judiciais e resultou na prisão de 20 alvos.
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