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Polícia

PRF apreende carga de pneus estrangeiros sem nota fiscal em Rondonópolis (MT)

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Na tarde desta segunda-feira (29), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou uma importante apreensão no km 119 da BR-163, em Rondonópolis (MT).

Durante rondas ostensivas, a equipe PRF abordou uma combinação de veículos de carga (CVC) que transitava em alta velocidade. Ao ser questionado, o condutor afirmou que transportava pneus de Ponta Porã (MS) para Sinop (MT), mas não apresentou qualquer documentação fiscal.

A fiscalização minuciosa foi realizada na Unidade Operacional da PRF, onde foi constatada uma grande quantidade de pneus de origem estrangeira, além de pneus fabricados no Brasil, mas produzidos exclusivamente para exportação, cuja comercialização em território nacional é proibida. O motorista declarou que o carregamento era de aproximadamente 130 pneus, os quais haviam sido retirados em um galpão em Ponta Porã, região de fronteira com o Paraguai.

Diante das irregularidades, o condutor recebeu voz de prisão e, após a formalização dos procedimentos administrativos, foi encaminhado juntamente com os pneus e os veículos para a Delegacia de Polícia Federal de Rondonópolis (MT), sendo a ocorrência inicialmente enquadrada como descaminho.

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 A ação reforça o compromisso da Polícia Rodoviária Federal no combate ao crime transfronteiriço e na proteção da economia nacional, garantindo mais segurança e legalidade nas rodovias federais.

Fonte: PRF – MT

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Justiça absolve WT por falta de prova de uso de documento falso durante abordagem em Rondonópolis

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A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial

A Justiça Federal absolveu Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT e apontado pela polícia como líder de facção criminosa em Mato Grosso, da acusação de uso de documento falso durante uma abordagem realizada na BR-364, em Rondonópolis, em fevereiro de 2021.

A decisão é assinada pelo juiz federal José Joaquim de Oliveira Ramos, da 1ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Rondonópolis.

Conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF), WT teria apresentado um Registro Geral (RG) falso em nome de Alexandre Eduardo de Brito durante a abordagem feita por policiais rodoviários federais e agentes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Na época, ele possuía um mandado de prisão em aberto.

A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial, sem apresentação formal aos agentes.

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Durante a instrução do processo, policiais apresentaram versões divergentes sobre quem teria recebido o documento e se ele realmente foi entregue pelo acusado. Testemunhas de defesa afirmaram que WT foi reconhecido pelos agentes logo no início da abordagem e retirado do veículo antes mesmo de qualquer checagem documental.

Na sentença, o magistrado entendeu que não houve provas suficientes para comprovar o uso efetivo do documento falso, requisito necessário para configuração do crime.

Com base no princípio do “in dubio pro reo”, o juiz absolveu WT por insuficiência de provas e determinou a destruição do RG falsificado apreendido durante a ocorrência.

Ainda na decisão, foi determinado que a GCCO providencie o descarte do documento. Já dois aparelhos celulares apreendidos na abordagem permanecerão vinculados a investigações em andamento na Justiça Estadual.

WT segue preso desde a deflagração da Operação Apito Final, realizada em abril de 2024, que teve como objetivo descapitalizar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.

As investigações conduzidas pela GCCO duraram cerca de dois anos e apontaram WT como tesoureiro da facção e responsável pelo tráfico de entorpecentes na região do bairro Jardim Florianópolis.

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Ao todo, a operação cumpriu 54 ordens judiciais e resultou na prisão de 20 alvos.

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