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Polícia Civil prende homem conhecido como um dos maiores estelionatários de Mato Grosso

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, prendeu na tarde dessa quarta-feira (25.6), um homem, de 29 anos, conhecido como um dos maiores estelionatários de Mato Grosso.

H.R.M. foi preso após realizar um golpe de R$ 337,5 mil contra duas lojas de móveis de alto padrão. O crime ocorreu em fevereiro de 2024 e, após intensas investigações da Delegacia de Estelionato, o suspeito foi preso, por meio de um mandado de prisão expedido pela 5ª Vara Criminal de Cuiabá.

Ele já foi alvo de duas operações da Polícia Civil, uma delas a Operação Falsa Portabilidade, que investigou uma quadrilha especializada em falsificação de documentos para abertura de contas digitais utilizadas na prática de golpes. Neste caso, ele desviou R$ 23,8 milhões.

“É um big player, um alvo que, se não for o maior golpista de Mato Grosso, está entre os cinco maiores. É uma prisão muito importante, uma grande vitória para a Polícia Civil”, disse o delegado responsável pela investigação, Bruno Palmiro.

Golpe

Em abril de 2024, a proprietária das lojas, localizadas no Bairro Quilombo, na Capital, procurou a Delegacia de Estelionatos de Cuiabá e relatou que, em fevereiro do mesmo ano, foi procurada por uma cliente, pelo Whatsapp, que demonstrou interesse em comprar produtos promocionais disponíveis em uma campanha da loja.

Foi enviado orçamento e as negociações ocorreram de 02 até 24 de fevereiro de 2024, culminando com a efetivação do pagamento pela cliente, por meio de links digitais emitidos por duas financeiras, cujas operações autorizadas totalizaram R$ 337.561,68, divididas em 10 transações.

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Após a autorização dos pagamentos e o respectivo faturamento, a loja organizou a logística de retirada das mercadorias e uma transportadora fez as entregas em quatro remessas.

No final de fevereiro, ao consultar os recebimentos das compras junto aos bancos, a loja de móveis foi surpreendida com a contestação dos valores. As instituições financeiras alegaram possível fraude no uso dos cartões para pagamento das compras.

A investigação da Delegacia de Estelionatos apontou que o planejador do golpe, H.R.M., que estava preso à época do crime, “organizou” a compra dos móveis de dentro da unidade prisional onde estava detido, em Várzea Grande. A fraude foi aplicada usando cartões de crédito, supostamente de terceiros, a fim de dissimular os reais suspeitos da prática criminosa.

Operação Jail Hacker

Após a denúncia, a Delegacia de Estelionato deu início às investigações e localizou os móveis roubados em dois imóveis, um pertencente ao próprio suspeito, no Bairro Jardim Paulista, e outro à mãe dele, no Bairro Jardim Califórnia, ambos em Cuiabá.

O imóvel no Bairro Jardim Paulista havia sido totalmente mobiliado com os itens da loja alvo de estelionato e estava alugado para a família de uma influenciadora digital.

No dia 09 de janeiro deste ano, a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato, deflagrou a Operação Jail Hacker e recuperou a maioria dos móveis, como jogos de mesa de jantar, móveis de área externa, estofados, objetos decorativos, itens de cama, mesa e banho, poltronas, entre outros, que foram reconhecidos pela proprietária da loja como os produtos comprados e não pagos.

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Ameaça e prisão

Após ter a casa alugada esvaziada, a influenciadora digital e o marido tentaram negociar com o suspeito para permanecer na casa e não conseguiram. Por fim, resolveram sair da casa.

Porém, em meio ao desacordo, passaram a ser ameaçados por H.R.M., que aproveitou da profissão da jovem, de 27 anos, que junto ao marido tem mais de 180 mil seguidores, para ameaçar que publicaria nas redes sociais que ela sabia a origem dos móveis e do imóvel alugado.

A influenciadora digital e o marido, que não conheciam o suspeito pessoalmente e haviam alugado a casa por meio de uma imobiliária, procuraram a Polícia Civil em fevereiro deste ano e denunciaram que estavam sendo vítimas de estelionato, calúnia, difamação e ameaça.

Diante de mais uma denúncia, o delegado Bruno Palmiro pediu a prisão do suspeito. Somados o indiciamento do estelionato contra a loja às ameaças ao casal de inquilinos, o mandado de prisão preventiva foi expedido pela 5ª Vara Criminal de Cuiabá e cumprido pela Delegacia de Estelionato nessa quarta-feira (25.6), em sua casa, no Bairro Jardim Paulista, em Cuiabá.

O suspeito não reagiu à prisão e foi levado para a Delegacia de Estelionato, onde foi ouvido e ficou à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Justiça absolve WT por falta de prova de uso de documento falso durante abordagem em Rondonópolis

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A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial

A Justiça Federal absolveu Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT e apontado pela polícia como líder de facção criminosa em Mato Grosso, da acusação de uso de documento falso durante uma abordagem realizada na BR-364, em Rondonópolis, em fevereiro de 2021.

A decisão é assinada pelo juiz federal José Joaquim de Oliveira Ramos, da 1ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Rondonópolis.

Conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF), WT teria apresentado um Registro Geral (RG) falso em nome de Alexandre Eduardo de Brito durante a abordagem feita por policiais rodoviários federais e agentes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Na época, ele possuía um mandado de prisão em aberto.

A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial, sem apresentação formal aos agentes.

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Durante a instrução do processo, policiais apresentaram versões divergentes sobre quem teria recebido o documento e se ele realmente foi entregue pelo acusado. Testemunhas de defesa afirmaram que WT foi reconhecido pelos agentes logo no início da abordagem e retirado do veículo antes mesmo de qualquer checagem documental.

Na sentença, o magistrado entendeu que não houve provas suficientes para comprovar o uso efetivo do documento falso, requisito necessário para configuração do crime.

Com base no princípio do “in dubio pro reo”, o juiz absolveu WT por insuficiência de provas e determinou a destruição do RG falsificado apreendido durante a ocorrência.

Ainda na decisão, foi determinado que a GCCO providencie o descarte do documento. Já dois aparelhos celulares apreendidos na abordagem permanecerão vinculados a investigações em andamento na Justiça Estadual.

WT segue preso desde a deflagração da Operação Apito Final, realizada em abril de 2024, que teve como objetivo descapitalizar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.

As investigações conduzidas pela GCCO duraram cerca de dois anos e apontaram WT como tesoureiro da facção e responsável pelo tráfico de entorpecentes na região do bairro Jardim Florianópolis.

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Ao todo, a operação cumpriu 54 ordens judiciais e resultou na prisão de 20 alvos.

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