Polícia
Polícia Civil incinera duas toneladas de drogas apreendidas pelas forças de segurança neste ano
A incineração da grande quantidade de entorpecente ocorreu no âmbito da Operação Nárke 2, coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp/MJSP, que visa integrar as forças de segurança pública na prevenção e repressão qualificada ao tráfico de drogas em todas as unidades da federação.
Entre os entorpecentes incinerados estavam porções de cloridrato de cocaína, maconha, skunk, drogas sintéticas, pasta base, além de algumas substâncias e petrechos apreendidos. As drogas incineradas foram previamente periciadas, com laudos definitivos, e com autorização dos juízos competentes para serem destruídas.![]()
De acordo com o delegado titular da DRE, Wilson Cibulski Júnior, as duas toneladas de entorpecente foram apreendidas durante o ano, especialmente em operações policiais realizadas pela unidade especializada.
Dentre as operações de destaque, deflagradas pela DRE, estão a Operação Zona Quente, com o combate ao tráfico doméstico, Operação Doce Amargo voltada para repressão ao comércio de drogas sintéticas, e Operação Haze, que teve como alvo um grupo criminoso especializado na venda de drogas na modalidade “delivery”.
“O trabalho de incineração tira de circulação duas toneladas de entorpecentes apreendidos, vinculados a procedimentos e inquéritos policiais só do ano de 2024. Esse processo marca o esforço coletivo de combate ao tráfico e condução de investigações eficazes, finalizado com a destruição da droga”, destacou o delegado.
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Fonte: Policia Civil MT – MT
Polícia
Justiça absolve WT por falta de prova de uso de documento falso durante abordagem em Rondonópolis
A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial
A Justiça Federal absolveu Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT e apontado pela polícia como líder de facção criminosa em Mato Grosso, da acusação de uso de documento falso durante uma abordagem realizada na BR-364, em Rondonópolis, em fevereiro de 2021.
A decisão é assinada pelo juiz federal José Joaquim de Oliveira Ramos, da 1ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Rondonópolis.
Conforme denúncia do Ministério Público Federal (MPF), WT teria apresentado um Registro Geral (RG) falso em nome de Alexandre Eduardo de Brito durante a abordagem feita por policiais rodoviários federais e agentes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). Na época, ele possuía um mandado de prisão em aberto.
A defesa do acusado, no entanto, sustentou que o documento não chegou a ser utilizado efetivamente, já que o RG falso teria sido apenas encontrado dentro do veículo durante a revista policial, sem apresentação formal aos agentes.
Durante a instrução do processo, policiais apresentaram versões divergentes sobre quem teria recebido o documento e se ele realmente foi entregue pelo acusado. Testemunhas de defesa afirmaram que WT foi reconhecido pelos agentes logo no início da abordagem e retirado do veículo antes mesmo de qualquer checagem documental.
Na sentença, o magistrado entendeu que não houve provas suficientes para comprovar o uso efetivo do documento falso, requisito necessário para configuração do crime.
Com base no princípio do “in dubio pro reo”, o juiz absolveu WT por insuficiência de provas e determinou a destruição do RG falsificado apreendido durante a ocorrência.
Ainda na decisão, foi determinado que a GCCO providencie o descarte do documento. Já dois aparelhos celulares apreendidos na abordagem permanecerão vinculados a investigações em andamento na Justiça Estadual.
WT segue preso desde a deflagração da Operação Apito Final, realizada em abril de 2024, que teve como objetivo descapitalizar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.
As investigações conduzidas pela GCCO duraram cerca de dois anos e apontaram WT como tesoureiro da facção e responsável pelo tráfico de entorpecentes na região do bairro Jardim Florianópolis.
Ao todo, a operação cumpriu 54 ordens judiciais e resultou na prisão de 20 alvos.
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